terça-feira, 5 de dezembro de 2017

2º Domingo do Advento - Ano B

2º Domingo do Advento
Domingo do Arrependimento
Is 40.1-5, 9-11 / Sl 85.9-13 / II Pe 3.8-14 / Mc 1.1-8

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O Segundo Domingo do Advento tem como tema o arrependimento. Uma vez que Jesus voltará a qualquer momento, precisamos viver na prática diária do arrependimento. Os dois primeiros domingos do Advento falam da segunda vinda de Cristo. Assim como as profecias se cumpriram e Jesus nasceu em Belém, assim também as profecias continuarão se cumprindo e Jesus voltará para buscar a Igreja. Precisamos estar com um coração convertido para recebermos Jesus que em breve voltará.

I. O Evangelho do Arrependimento - Mc 1.1-8
O Evangelista Marcos recorre ao profeta Isaías para falar do ministério de João Batista (2): “Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho”.
João veio para preparar o caminho do Senhor no coração das pessoas (3).
Sua pregação era o “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (4) e a chegada iminente do Messias (7,5): “E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias. Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo”.
O arrependimento era o critério inicial para o encontro com o Senhor. Jesus voltará e somente as pessoas arrependidas de convertidas para Deus poderão desfrutar de sua salvação e vida eterna.

II. A profecia do Arrependimento - Is 40.1-5, 9-11
O profeta Isaías anunciou o ministério de João batista 700 anos antes.
Ele viria para consolar o povo (1) com palavras de perdão (2). Iria preparar o caminho do Senhor (3) e a glória de Deus se manifestaria mediante o arrependimento (5).
É também um apelo para que venhamos anunciar as boas-novas do Senhor (9) que em breve voltará (10): “Eis que o SENHOR Deus virá com poder, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa”.
Seremos pastoreados pelo Senhor (11).
            Precisamos esperar a vinda do Senhor assim como João Batista esperou e anunciou sua chegada. Jesus nasceu em Belém e em breve voltará para buscar sua igreja.

III. A Salvação que virá - Sl 85.9-13
O Salmista fala da Salvação que viria com o Messias. É um salmo que alegra o nosso coração pela certeza de que o Jesus que veio, um, dia voltará para nos buscar. O salmista diz (9): “Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra”.
Ele descreve poeticamente a graça de Deus que será derramada na terra com a presença de Jesus (10,11): “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar”.
Quando o Senhor Jesus voltar para estabelecer um novo céu e uma nova terra tudo será transformado (12-13): “Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto. A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos”.
Todo sofrimento e injustiça passarão. Deus fará tudo novo com a volta do Senhor. Devemos nos alegrar com a esperança e vivermos o arrependimento para participarmos desta maravilhosa festa.

IV. A Certeza da volta de Cristo - II Pe 3.8-14
            O Senhor está demorando em voltar?
            Pedro nos ensina que, para o Senhor (8), “um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia”.
            Ele não retarda a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (9).
            Deus tem dado oportunidade para que um maior número de pessoas aceite Jesus e cheguem ao arrependimento.
            Como sabemos que tudo será desfeito e destruído, nossa vida precisa ser “em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (11,12).
            Devemos nos empenhar apara sermos (14) “achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”.
            O arrependimento é o caminho que nos prepara para a volta do Senhor.

Conclusão:
            A Palavra de Deus hoje nos desafiou a vivermos o arrependimento. Um coração quebrantado e convertido ao Senhor. Assim viveremos este ciclo de Natal e nos prepararemos para a volta do Senhor. Que nossa vida seja sinal de justiça, paz e fé. As pessoas acreditarão em Deus por nossa causa e por nossa coerência.

Oração
Deus Misericordioso, que enviaste teus mensageiros, os profetas, para pregar o arrependimento e preparar o caminho da nossa salvação; concede-nos a graça, para ouvirmos suas advertências e para abandonarmos os nossos pecados, a fim de saudarmos com alegria a vinda de Jesus Cristo, nosso Redentor, o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 28 de novembro de 2017

1º Domingo do Advento - Ano B

1º Domingo do Advento
Advento é tempo de Vigilância
Is 63.16-17,19. 64.2,7 / Sl 80.2,3,15-19 / I Co 1.3-9 / Marcos 13.33-37

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            No primeiro domingo do Advento recomeça o Calendário Cristão. Damos início a nossa história da Salvação em Cristo Jesus. Este ano é chamado ano B. O Evangelho que irá se destacar será Marcos (Ano A – Mateus, Ano B – Marcos e Ano C – Lucas).
No Ciclo do Natal celebramos quatro datas (períodos): Advento, Natal, Epifania e Batismo do Senhor. Depois virá um breve período de Tempo Comum e entraremos no Ciclo da Páscoa onde também celebraremos quatro datas (períodos): Quaresma, Semana Santa, Páscoa e Pentecostes e terminaremos em um longo Tempo Comum até o outro advento.
Desta forma, durante 365 dias, meditamos no Ministério do Senhor Jesus e na nossa Salvação.  O Calendário Cristão tem como o centro a pessoa de Jesus Cristo. Somos crentes em Jesus, nosso Senhor.
            No Advento nos preparamos para o Natal e para a Segunda Vinda do Senhor. São quatros domingos (na liturgia da Igreja protestante acendemos quatro velas na coroa do Advento). Os dois primeiros domingos apontam para a segunda vinda Jesus. Os temas são: Vigiai e arrependei-vos. Os dois últimos domingos falam da primeira vinda de Cristo no Natal. Os temas são: Alegria e Celebração.
            Iremos mergulhar na Palavra de Deus e celebrar este tempo com muita sobriedade, oração e preparação para o Natal do Senhor.

I. Vigiai!
            Assim como as profecias relataram, Jesus nasceu em Belém. Da mesma forma as profecias falam da segunda vinda de Cristo que ocorrerá em breve. A verdadeira celebração do Natal aponta para esta esperança. Por isso precisamos vigiar.  
            Em Marcos 13.33-37 Jesus é muito enfático sobre este tema. Ele diz (33): “Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo”.
            Jesus conta a parábola de um homem que se ausentou de seu país e deu a cada servo uma obrigação e ao porteiro mandou vigiar. O dono da casa poderia voltar a qualquer momento (35,36): “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo”.
            Esta palavra é para toda a igreja (37): “O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai”!
            Não podemos deixar que a glutonaria, as festas do mundo e as distrações tirem de nós o espírito de vigilância.


II. Virá tempo de julgamento - Is 63.16-17,19. 64.2,7
            O mundo não percebeu o nascimento do Senhor. Apenas Maria, José, os pastores e os magos. Foi o evento mais esperado por Israel, mas que infelizmente, tiveram a mente secularizada e não perceberam a vinda do Senhor. O milagre de Belém passou desapercebido pela religião e pela sociedade.
            Assim também será a segunda vinda de Cristo. O Senhor virá para salvar e para julgar e muitos estarão despreparados.
            Isaías fala desse tempo com muito temor.
            Deus é o redentor (16) e o povo clama por sua volta misericordiosa (17) para trazer a libertação do cativeiro (18,19). O profeta anuncia o grande pavor das nações pela volta do Senhor (64.2) e o medo que o povo de Judá sentia por causa de suas próprias iniquidades (64.7).
            Um dia todo o sistema mundo terminará. Serão salvos aqueles que aceitaram Jesus como Senhor e Salvação e viveram os valores do Evangelho.


III. Virá tempo de Salvação - Sl 80.2,3,15-19
            O Natal foi um tempo de Salvação. Jesus veio como o Redentor. Foi o Cordeiro de Deus que morreu na cruz e estabeleceu sua igreja. Seu segundo Advento será a conclusão do Tempo da Salvação. Virá buscar a Igreja e estabelecer seu reino eterno na nova terra e novo céu.
O salmista clama a Deus por este tempo (2): “desperta o teu poder e vem salvar-nos”. Ele pede restauração, salvação (3) e proteção (15).
Em sua segunda vinda, a salvação será plena como pede o salmista (17-19): “Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti. E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome. Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos”.
A luz de Cristo resplandecerá sobre o nosso rosto. Podemos aguardar a redenção de todas as coisas e o fim de todos os sofrimentos (Leia Ap 21.1-5): “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”.


IV. Virá tempo de comunhão Plena - I Co 1.3-9
            O Natal fala da comunhão da família. É um tempo de rever pessoas queridas e, juntos, auxiliar o próximo.
            Contudo, a plena comunhão ocorrerá no segundo advento de Jesus.
Paulo da graças a Deus pela fidelidade da igreja de Corinto mediante a ação do Senhor (4-6), pois, com os dons do Espírito a igreja aguardava a (7) “revelação de nosso Senhor Jesus Cristo”.
O apóstolo tem esperança de que Deus os confirmará na fé até o fim, para serem (8) “irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Esta será a nossa comunhão plena. Paulo diz (9): “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”.
Jesus voltará para vivermos eternamente esta comunhão. Será a alegria que nunca terminará. Hoje podemos nos alegrar com a esperança da alegria que um dia teremos mediante a comunhão plena com Jesus.


Conclusão:
            O Advento fala do Jesus que veio e que virá. Ele veio no Natal e voltará na Parusia (palavra grega que significa “presença, chegada, advento”). Vivamos o tempo do Natal com os olhos e corações voltados para o céu. Em breve Jesus virá buscar a Igreja. Por isso: Vigiai! Viva o Natal com o coração na Parusia.

Oração
Deus Onipotente, dá-nos a graça de rejeitar as obras das trevas e vestir-nos das armas da luz, durante esta vida mortal, em que teu Filho Jesus Cristo, com grande humildade, veio visitar-nos; a fim de que, no último dia, quando ele vier em sua gloriosa majestade, para julgar os vivos e os mortos, ressuscitemos para a vida imortal, mediante Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, agora e sempre. Amém.


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

34º Domingo Comum - Ano A - Cristo, o Rei do Universo

34º Domingo Comum
Cristo, Rei do Universo
Ez 34.11-12,15-17 / Sl 23 / I Co 15.20-28 / Mateus 25.31-46

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            No 34º Domingo do Tempo Comum comemoramos o Cristo, o Rei do Universo. É o último domingo do Calendário Cristão. No próximo domingo começaremos um novo Ano Cristão com a comemoração do Advento, preparação para o Natal.
            Jesus é o Alfa e o Omega. Ele é o verbo, a primeira palavra. É também a última palavra. Tudo começa e termina em Jesus.
            Cremos que em breve, Jesus voltará para buscar sua igreja e estabelecer o seu reino final. Jesus é o Cristo, o Rei do Universo.

I. Cristo, o Rei do Universo, voltará para julgar - Mateus 25.31-46
O Evangelho deixa bem claro que haverá um julgamento no final da história. Jesus virá com os seus anjos e se assentará no trono da sua glória; (32) “e todas as nações serão reunidas em sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; (33)   e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda”.
As pessoas não são iguais. Existem pessoas salvas e pessoas perdidas. O julgamento final de Cristo irá demonstrar exatamente esta separação.
Está determinado: Um dia seremos julgados pelo Senhor. É impossível fugir deste dia. Todos os homens e mulheres irão prestar contas de sua vida, de seu relacionamento com Deus e com o próximo.
Precisamos nos preparar, pois a história da nossa vida está nas mãos do Senhor. Ele é o Cristo, o Rei do Universo.
Eclesiastes 3.17 diz: “...Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra”.
            A ovelha terá sua recompensa e o cabrito o seu castigo. Seremos julgados segundo nosso relacionamento com Deus e com o próximo.  

II. Cristo, o Rei do Universo, buscará suas ovelhas - Ezequiel 34.11-12,15-17
Através do profeta Ezequiel, Deus promete buscar suas ovelhas (11) e livrá-las (12)
Elas serão reunidas de todos os lugares da terra (13). Esta profecia se refere principalmente ao povo de Israel que foi espalhado. Mas também indica a volta do Senhor para buscar os salvos em toda a face da terra.
Suas ovelhas terão bons pastos (14) e serão apascentadas pelo próprio Senhor (15).
Ele agirá como o médico que cura as feridas e como juiz que julga as transgressões.
Ele diz (16,17): “A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com justiça. Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o SENHOR Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes”.
Ser ovelha do Senhor é a grande segurança que temos nesta vida. Ele é o nosso bom pastor.

III. Cristo, o Rei do Universo, vem como pastor - Salmo 23
            Para os salvos o Senhor não virá como um juiz. Virá como o bom pastor (1). Aquele que nos levará ao descanso (2) e nos guiará pelas veredas da justiça (3).
Não haverá medo para os salvos (4), pois terão suas cabeças ungidas e seus cálices transbordando (5).
Os salvos sabem que habitarão na (6) “Casa do SENHOR para todo o sempre”.
Por isso aguardamos a vinda de Cristo, o Rei do Universo, com muita alegria e esperança.
Jesus é o nosso Bom Pastor.  

IV. Cristo, o Rei do Universo, nos ressuscitará - I Co 15.20-28
Paulo diz que Jesus é as primícias dos que dormem (20). Assim como Ele ressuscitou, nos ressuscitaremos.
A morte veio por Adão e a ressurreição veio por Cristo, o Rei do Universo (21). “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (22).
Jesus voltará para reinar e exercer a autoridade completa como o Rei do Universo. “E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte” (23-26).
O próprio Jesus, o Filho, como exemplo, se sujeitará ao Pai, afirmando sua total obediência ao plano da Salvação. Paulo diz (28): “Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos”.
Nosso corpo é projeto de Deus. Um dia teremos nosso corpo ressuscitado e totalmente sadio. Viveremos na eternidade com um novo corpo. Assim como Jesus ressuscitou, nos ressuscitaremos. Aleluia.

Conclusão:
            A última comemoração do Calendário Cristão é a Celebração do Cristo, o Rei do Universo. Aceitar Jesus como o Cristo (messias) e o Rei de nossas vidas nos dá segurança eterna. Temos a paz nesta terra e a esperança na vida eterna. Cantemos: “Reina hoje, reina hoje, sobre nós, Senhor”.

Oração:
Onipotente e sempiterno Deus, que sempre estás mais pronto a ouvir do que nós a suplicar, e nos dás mais do que desejamos ou merecemos; derrama sobre nós a tua misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos as bênçãos que não somos dignos de pedir, senão pelos merecimentos de Jesus Cristo teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.





terça-feira, 14 de novembro de 2017

33ª Semana Comum - Ano A

33ª Semana Comum
Talentos
Pv 31.10-13, 19,20,30-31 / Sl 128 / I Ts 5.1-6 / Mateus 25.14-30

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A palavra de Deus hoje nos ensinará sobre os talentos. Na parábola de Jesus o talento é a nossa salvação que necessita ser desenvolvida e compartilhada. Nossos talentos precisam ser utilizados para o beneficio do próximo. Mas eles só serão eficazes se foram abençoados pelo Senhor. Nossa tarefa como discípulos é vigiar nossos talentos para que sejam uteis ao reino de Deus. Estudaremos os talentos como a dádiva da salvação e como os dons recebidos.

I. Talento e Salvação - Mateus 25.14-30
Em sua parábola, Jesus diz que Deus nos deu talentos segundo a nossa capacidade (14,15).
Uns desenvolvem seus talentos e ampliam o dom recebido por Deus (16-17).
Outros escondem a graça recebida (18).
No final dos tempos todos nós prestaremos contas dos talentos recebidos. Para aqueles que desenvolveram o talento, o Senhor dirá (21): “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”.
Mas aquele que escondeu o talento e não o desenvolveu, receberá o seguinte juízo (26-30): “Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.
Observe que o servo negligente perde a salvação. Por isso este texto não trata de talentos como dons (carismas), mas da graça da salvação que Deus deu a cada um de nós e que precisa ser desenvolvida.
Ou você desenvolve a sua salvação ou morrerá na caminhada da fé. A salvação é o talento que recebemos que precisa ser compartilhada e desenvolvida. Sem este trabalho diário de santidade, seremos servos maus e negligentes e perderemos a nossa salvação. Assim como uma planta que não é tratada morre.
Em Filipenses 2.12 Paulo diz: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor”.


II. Talento utilizado em benefício do próximo - Provérbios 31.10-13, 19,20,30-31
Provérbio fala de uma mulher virtuosa e exemplar que desenvolveu o dom recebido por Deus. Soube trabalhar todas as capacidades recebidas em benefício do próximo.
A pessoa assim é mais valiosa do que finas joias (10). É bênção para a família em todos os sentidos (11-13). Além de abençoar sua casa, é a mão de Deus para o aflito e necessitado da sociedade (19,20).
O segredo da pessoa que desenvolve os dons de Deus a serviço do próximo é o temor ao Senhor.
Quem teme a Deus realiza tudo em excelência. “Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras (30-31)”.


III. Talento abençoado - Salmo 128
            Ninguém consegue desenvolver seus talentos sem a graça do Senhor. Nossas capacidades só serão abençoadas quando temermos ao Senhor e andarmos nos seus caminhos (1): “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos”!
Haverá bênção no trabalho (2): “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem”; e na família (3): “Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa”.
            Podemos ter muitas coisas e permanecermos vazios. Não basta ter talentos. Precisamos ter os talentos abençoados pelo Senhor. Isso virá pelo temor a Deus (4): “Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR”!


IV. Talento e Vigilância - I Tessalonicenses 5.1-6
Paulo ensina aos Tessalonicenses que o Dia do Senhor virá como um ladrão de noite (1,2).
Quando o mundo estiver seguro em si mesmo, virão tempos de tribulação e a volta de Jesus (3): “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.
            Nós não podemos estar em trevas para que a volta de Jesus não nos pegue de surpresa (4).
            Devemos fazer o que Deus deseja, “negociar os nossos talentos”, sabendo que em breve o Senhor voltará e prestaremos contas da salvação e da missão que Ele nos deu.
            Para desenvolvermos nossos talentos, devemos trabalhar e vigiar (5,6): “porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios”.
            Quem dorme espiritualmente nunca desenvolverá sua salvação. Jesus diz: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”.  (Ap 3:11).


Conclusão:
            Temos tudo que é necessário para desenvolvermos a obra de Deus em nós. Ele nos capacitou e nos deu talentos segundo a nossa capacidade. Nossa tarefa é andar no temor de Deus, obedecendo seus princípios e vivendo seus valores.

Oração
Ó Deus, cuja onipotência se revela principalmente em misericórdia e compaixão; concede-nos a plenitude da tua graça, para que, esforçando-nos para alcançar as tuas promessas, sejamos feitos participantes do teu tesouro celestial; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

32º Domingo Comum - Ano A

32º Domingo Comum
Vigilância
Ez 33.1-7/Sl 63.1-8 / I Ts 4.13-18 / Mateus 25.1-13

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A Palavra de Deus nos levará a vigilância. Não podemos perder a expectativa pela volta do Senhor. Em breve Jesus voltará. A vigilância gera santidade, serviço e esperança.

I. A Parábola da Vigilância - Mateus 25.1-13
O Evangelho de hoje fala sobre vigilância.
Jesus conta uma parábola sobre a entrada no Reino de Deus. O contexto é um casamento onde foram escolhidas dez virgens para fazer a recepção do noivo segundo a tradição judaica do I século.
Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. As prudentes, além de levar as lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. Quando o noivo veio, as lâmpadas das néscias estavam apagadas. Foram comprar azeite, mas não deu tempo de voltar. O noivo entrou na casa e fechou a porta. O texto diz (11,12): “Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço”.
            Jesus concluiu a parábola dizendo (13): “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”.
            Nossa espiritualidade cristã precisa ser baseada na vigilância. Não sabemos o dia em que o Senhor voltará, nem sabemos o dia em que morreremos. A qualquer momento a trombeta poderá tocar e seremos arrebatados.
Precisamos constantemente vigiar nossa vida, nossas palavras e nossas atitudes. Jesus está voltando.

II. Vigiar para a Evangelização - Ezequiel 33.1-7
O atalaia é a pessoa que fica em uma torre, ou em um lugar alto vigiando a chegada de alguém. É chamado também de sentinela. As cidades muradas tinham as guaritas dos atalaias. Quando visualizava um ataque, ele tocava a trombeta para alertar o povo do perigo.
Deus fala ao profeta Ezequiel sobre o trabalho do Atalaia. Se ele tiver a revelação que virá o mal, anunciar e o povo não se arrepender, então o povo será responsável pela própria destruição (3,4).
Mas, se o atalaia vir que vem a espada e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo; se a espada vier e abater uma vida dentre eles, a culpa será do atalaia (6).
            Assim também são os discípulos de Cristo. Fomos constituídos por Deus atalaias para avisar ao mundo sobre a volta de Jesus. Se não tocarmos as trombetas, seremos culpados pela morte dos ímpios.
            Nossa tarefa é vigiar e anunciar a palavra de Deus. Todos precisam ser convidados ao arrependimento. Jesus está voltando e precisamos cumprir nossa missão de Atalaias.

III. Vigiar para ação de Graças - Salmo 63.1-8
O Salmista reconhece que a graça de Deus é melhor do que a vida (3)
Afirma que, durante a vigília da noite, fica em seu leito meditando e recordando as ações de Deus em sua vida (6). O Senhor é seu auxílio e seu amparo (7,8).
Precisamos desenvolver está prática espiritual de ficar vigiando as ações de Deus em nossa vida. Muitas vezes o diabo nos conduz pelo caminho da murmuração. Quando meditamos nos feitos de Deus, nos alegramos e nos renovamos espiritualmente.
O discípulo precisa vigiar sua boca para que a murmuração não encontre lugar em sua vida.
A melhor forma de esperar a volta de Cristo é viver uma vida integral de ação de graças.

IV. Vigiar para vida em esperança - I Tessalonicenses 4.13-18
Paulo orienta os Tessalonicenses sobre a volta de Jesus e a ressurreição dos mortos.
Ele afirma (13): “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança”.
            Paulo ensina que Jesus trará do céu, em sua companhia os mortos (14) e estes ressuscitarão primeiro ao toque da trombeta de Deus, e os vivos serão arrebatados nas nuvens (15,16).
            Precisamos vigiar e anunciar esta verdade. Paulo diz (18): “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras”.
            Nunca poderemos deixar de falar, pregar e anunciar a volta de Jesus, a ressurreição dos mortos e o arrebatamento da Igreja.
A pregação nos levará a vigilância, e aquele que vigia vive em esperança.

Conclusão:
            O discípulo vive integralmente a vida olhando para o autor e consumador da salvação. A esperança pela volta de Jesus traz alegria, contentamento e propósito para viver em santidade. Sabemos que, a qualquer momento, Jesus voltará para nos levar ao céu. Precisamos estar preparados, trabalhando na seara e nos alegrando com a esperança de sua vinda. “Maranata. Ora, vem Senhor Jesus!”



Oração: Pai celestial, concede, ó Senhor, que não andemos ansiosos quanto às coisas terrenas, que são passageiras, mas que amemos as celestiais que permanecem para sempre. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

31º Domingo Comum - Ano A

31º Domingo Comum
Hipocrisia
Ml 1.14-2.2-10 / Sl 131 / I Ts 2.7-13 / Mateus 23.1-12

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O que é hipocrisia? Esta palavra vem de um ator grego (o hipocritus) que usada duas máscaras. Uma triste uma alegre. Quando usava a máscara triste, contava suas histórias e todos choravam. Quando usava a máscara alegre. Contava piadas e todos sorriam. Este ainda é o símbolo do teatro.
Hipócrita significa aquele que usa máscaras. Que não vive a verdade. Vive um disfarce.
Hoje a Palavra de Deus nos exortará a viver sem hipocrisia. Nossa integridade levará vidas a Cristo e glorificará a Deus.

I. A Hipocrisia dos Religiosos - Mateus 23.1-12
Jesus está pregando para as multidões e para seus discípulos sobre a hipocrisia dos religiosos (escribas e fariseus) que falavam da Palavra de Deus e não a praticavam (2,3).
Os religiosos colocavam cargas pesadas sobre os outros, mas eles mesmos não viviam o que exigem (4).
Usavam de práticas e roupas religiosas apenas para serem vistos pelos homens (5) e amavam os serviços religiosos para serem chamados de mestres pelos homens (6,7).
Os discípulos deveriam ser diferentes. Não poderiam buscar títulos humanos e religiosos (8-10): “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. A ninguém sobre a terra chameis vosso pai (padre); porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo”.
Nosso projeto espiritual é ser servo, viver integralmente o Evangelho e fugir da hipocrisia. Jesus diz (11,12): “Mas o maior dentre vós será vosso servo. Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado”.
Devemos viver tudo aquilo que professamos e pregamos. A coerência precisa ser nossa marca.

II. Hipocrisia e Maldição - Malaquias 1.14-2.1-10
Em Malaquias Deus amaldiçoa o servo enganador. Aquele que promete algo a Deus e oferece outra coisa. Aquele que vive em hipocrisia até mesmo nos dízimos e ofertas (1.14): “Pois maldito seja o enganador, que, tendo um animal sadio no seu rebanho, promete e oferece ao SENHOR um defeituoso”.
Aquele que não honra ao Senhor tem suas bênçãos amaldiçoadas (2.2,3).
Isso aconteceu com os sacerdotes. Deus estabeleceu uma aliança de vida e paz e desejou que fosse amada e cumprida (5,6) assim como a tribo de Levi cumpria no passado, mas os sacerdotes a desobedeceram.  
Eles deveriam ser exemplos e ensinar a lei, contudo se desviaram do caminho (7,8), por isso foram amaldiçoados pelo Senhor (9).
Nossas atitudes garantem bênçãos ou atraem maldições.
Nossa relação com Deus precisa ser de honra e integridade. Não podemos ser discípulos na igreja e mundanos na sociedade. Esta prática gera maldição.

III. A Bênção da Integridade - Salmo 131
Nosso coração precisa ser santo e íntegro. Precisa ser santificado pela graça do Senhor.
Não podemos ser duas pessoas. Nossos atos necessitam andar nos trilhos da coerência da integridade.
O salmista ora (1): “SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim”.
Sua alma estava descansada e sossegada no Senhor (2).
O que cansa a vida e atrapalha a caminhada espiritual é o pecado. Tudo pode ser suportado, até mesmo as maiores perseguições.
Só seremos derrotados quando deixamos o pecado entrar e se instalar em nosso coração e se manifestar em nossas atitudes.

IV. Exemplo de Integridade - I Tessalonicenses 2.7-13
Paulo foi exemplo de líder coerente e íntegro. Ele diz aos tessalonicenses (8): “estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós”.
Foi um homem que trabalhou e sofreu fadiga pela pregação do Evangelho (9). Teve procedimento piedoso, justo e sem hipocrisia (10). A igreja foi testemunha de sua integridade.
Ele também exortou, consolou, admoestou para que a igreja pudesse viver de modo digno (12).
Por isso a igreja recebeu as palavras de Paulo como Palavra de Deus (13).
As pessoas vão receber nossas palavras quando nossa vida falar em primeiro lugar.
Devemos ser exemplo de integridade.

Conclusão:
            A Palavra “integridade” significa inteiro. Precisamos ser pessoas inteiras. Não podemos viver escondendo partes sombrias de nossa vida. Que possamos ser transformados de graça em graça e tremendamente usados pelo Senhor.


Oração: Ó Deus, visto que sem ti não te podemos agradar, misericordioso, permite que teu Santo Espírito dirija e governe os nossos corações; mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

30º Domingo Comum - Ano A

30º Domingo Comum
Atos de Piedade e Obras de Misericórdia
Ex 22.20-26 / Sl 18.1-6, 25-27 / I Ts 1.5-10 / Mateus 22.34-40

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Deus usa os meios de graça para nos santificar. Os meios de graça são: Atos de piedade e obras de misericórdia. Nosso relacionamento com Deus espelha-se no nosso relacionamento com o próximo. Hoje aprenderemos qual a relação do maior mandamento com os Atos de piedade e Obras de Misericórdia.

I. O maior Mandamento - Mateus 22.34-40
Toda a Bíblia Sagrada está baseada em dois mandamentos: amar a Deus e amar o próximo como a nós mesmos.
Amar a Deus tem a ver com os nossos atos de piedade: culto, louvor, adoração, leitura Bíblica, jejum, santidade no comportamento.
Amar ao próximo está relacionado às nossas obras de misericórdia: evangelização, caridade, socorro e auxílio ao necessitado.
Jesus diz (37-40): “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.
Só cumprimos a vontade de Deus obedecendo estes dois mandamentos.

II. Vida de devoção e de caridade - Ex 22.20-26
            Ao mesmo tempo em que a lei manda termos um culto exclusivo a Deus (20), manda também termos uma vida de caridade e socorro ao necessitado. Piedade e Misericórdia.
            Não podemos maltratar o forasteiro, a viúva e o órfão (20-22).
            Nossa relação de desprezo ao necessitado gera maldição sobre nossa própria vida. O Senhor diz (23, 24): “Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor; a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos”.
            Como discípulos de Cristo, precisamos manter uma vida de devoção a Deus e de auxílio ao próximo com a mesma intensidade, zelo e trabalho. Não existe culto a Deus sem caridade ao próximo.

III. Íntegros no amor a Deus e ao próximo - Salmo 18.1-6, 25-27.
O Salmista ama ao Senhor (1). Sabe que Deus é sua rocha, sua cidadela, seu libertador (2). Ele testemunha que teve um grande livramento (3-6).
Mas sabe também que Deus responde segundo nossas obras (25-27): “Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro. Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível. Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates”.
Nossas atitudes irão influenciar nossa relação com Deus. Por isso precisamos ser íntegros no amor a Deus e ao próximo. Nada passará despercebido aos olhos do Senhor.

IV. Modelos de Atos de Piedade e Obras de Misericórdia - I Tessalonicenses 1.5-10
Os tessalonicenses aprenderam a viver a santidade da Palavra em obras e piedade. Paulo diz que o Evangelho chegou a eles não somente em palavras (5), mas,  sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Isso fez toda a diferença. Receberam o Evangelho completo.
Em todas as atitudes, a igreja passou a imitar a Paulo e ao Senhor (6), ao ponto de serem modelos para outras igrejas (7,8). Deixaram os ídolos e se converteram ao Deus vivo e verdadeiro (9).
Deus deseja que sejamos modelos para os outros. Modelos de amor ao Senhor e ao próximo. Modelo de conversão na vida de piedade e nas obras de misericórdia.

Conclusão:
            Deus nos salvou para os atos de piedade e para as obras de misericórdia. Este deve ser o nosso selo espiritual. Fomos marcados para servir a Deus na pessoa do próximo. Somente com amor levamos a salvação plena ao mundo. Permaneça na Lei do Amor.

Oração: Concede-nos, Senhor, que confiemos em ti com todo o nosso coração, porque assim como tu resistes aos orgulhosos, que se vangloriam de sua própria força, também nunca abandonas os que exaltam a tua misericórdia; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.