terça-feira, 17 de abril de 2018

4º Domingo da Páscoa - Ano B


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4º Domingo da Páscoa
O Bom Pastor
João 10.11-18

            O Evangelho do 4º Domingo da Páscoa apresenta Jesus como o Bom Pastor. Aprendermos a distinguir o pastor do mercenário e a entender as ações de Jesus sobre nossas vidas. Este Evangelho nos levará a intimidade e a confiança no Cristo que morreu e ressuscitou. No Bom Pastor estaremos mais seguros e confiantes para uma vida de vitória. 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?________________________

Jesus revela aos seus discípulos que ele é o Bom Pastor (11) “Eu sou o bom pastor”. Isso é uma alusão clara ao Salmo 23. Ezequiel 37.24 também fala do pastor que viria para unir Israel e salvar o povo. A figura do pastor é uma profecia messiânica. Diz respeito a promessa feita sobre o Messias no Antigo Testamento.
Jesus não é apenas o Pastor; Ele é o Bom Pastor. A palavra “bom” só podia ser aplicada a Deus. Isso revela a divindade de Jesus (Lc 18.19,20).
Como bom pastor, Jesus daria a vida pelas ovelhas (11). O texto aponta para o sacrifício de Jesus por seus discípulos na cruz do calvário. A vida das ovelhas foi considerada mais importante do que sua própria vida.
            O Evangelho fala também do mercenário. Mercenário era um profissional contratado para cuidar das ovelhas. Era um emprego justo e correto. Contudo, ele não era o pastor de verdade. As ovelhas não lhes pertenciam. Por isso, quando via o lobo, fugia. Assim as ovelhas eram arrebatadas e dispersas (12). O mercenário não tinha nenhuma relação de afetividade com as ovelhas. Era apenas uma relação financeira e profissional. Preferia salvar sua vida, a vida das ovelhas. Não tinha uma relação de paternidade e possessão.  
            Jesus diz (13): “O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas”. O verdadeiro cuidado com as ovelhas somente o bom pastor tem.
            No v.14 Jesus volta a afirmar que é o Bom Pastor. Nesta relação, Ele conhece as suas ovelhas e elas o reconhecem como seu Pastor. Pastor e Ovelhas se conhecem. Esta relação entre Jesus e suas ovelhas é semelhante sua relação com o Pai (15): “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai”.
            Jesus volta a afirmar (15): “dou a minha vida pelas ovelhas”. É a ênfase em seu sacrifício na cruz pela salvação de suas ovelhas. 
            Jesus afirma ainda que, tinha outras ovelhas, em outros apriscos. Sua tarefa era conduzi-las até o seu aprisco. Elas também ouviriam sua voz. Assim haveria apenas um rebanho em um único aprisco e um único pastor (16). 
            Nos versículos 17 e 18 Jesus explica como seria o resgate pelas ovelhas mediante o sacrifício da cruz e em sua ressurreição. “O Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir”.
Sua morte não seria o fim de seu ministério. Ele teve autoridade para morrer e autoridade para ressuscitar (18): “Ninguém a tira (a vida) de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai”.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ___________________________
            O texto do Evangelho me ensinou muitas coisas:

·         Jesus é o meu Bom Pastor. Ele é aquele que cuida de mim em todos os aspectos.
·         Ele é o Deus encarnado que veio para ser o pastor da minha vida.
·         Jesus é o pastor que morreu por mim. Ele considerou a minha vida mais importante do que a sua própria vida. Sou amado pelo Bom pastor.
·         Não posso confiar no mercenário. O mercenário é a religião. Ela não me protege. Somente o Bom Pastor. Minha relação com Jesus precisa ser mais profunda do que qualquer relação com a religião.
·         A religião foge do lobo, contudo, Jesus o enfrenta para me salvar. Por isso, sou discípulo de Jesus e não da religião.
·         Jesus não é o mercenário. Ele cuidará de mim em todo o momento e em todos os aspectos.
·         Preciso crescer na intimidade com Jesus. Ele me conhece plenamente, e eu, como ovelha, preciso conhecê-lo. Como está a minha intimidade com o Senhor Jesus?
·         Jesus morreu para me salvar. Ele deu a vida por mim.
·         Existem outras ovelhas de Jesus que estão em outros apriscos. Estes apriscos são as religiões e as escravidões do mundo. Preciso auxiliar o Bom Pastor a conduzi-las ao aprisco do Senhor, a Igreja. Tenho que fazer discípulos de todas as nações. Outras ovelhas precisam pertencer ao aprisco de Deus.
·         O meu Bom Pastor morreu e ressuscitou. Teve plena autoridade para morrer e autoridade para ressuscitar. Isso significa que ele tem toda autoridade sobre a minha vida e sobre minha morte. Estou plenamente seguro Nele. Não posso duvidar. Tenho que confiar de que Ele é o meu único e suficiente salvador e pastor.
·         O pastor da igreja é apenas uma ovelha que serve e cuida das outras ovelhas. Contudo, o único Bom pastor é o Senhor Jesus. 
             
III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________

Senhor. Obrigado por que tenho Jesus como o meu Bom Pastor. Sei que o Senhor cuida de mim em todos os aspectos. O Senhor é o Pastor da minha vida. Sinto-me amado por sua morte e ressurreição por minha vida. Ajude-me a não confundir o Bom Pastor com o mercenário. Que eu seja ovelha de Jesus apenas. Não me deixe ficar nas mãos do mercenário e dos lobos. Desejo crescer na intimidade com o Senhor. O Senhor me conhece plenamente e eu desejo conhecê-lo a cada dia. Desejo auxiliá-lo na recondução de suas ovelhas que estão em outros apriscos. Desejo fazer discípulos, porque sei que o teu sonho é ter um único rebanho. Louvado seja o Senhor por sua morte e ressurreição. O Senhor tem plena autoridade sobre minha vida, meu futuro e minha existência. Nada acontecerá por acaso. Sou plenamente cuidado pelo Bom Pastor. Por isso desejo te servir e trabalhar abundantemente em tua obra. Em Nome de Jesus, na unidade do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
______________________________________________________________________

Conclusão:
            Nossa grande tarefa é viver na confiança de que o Bom Pastor cuida da nossa vida. Precisamos também buscar as ovelhas que estão perdidas, desgarradas e em outros apriscos. Que possamos auxiliar o Bom Pastor fazendo discípulos e discípulas de todas as nações. Você aceita esta tarefa? 

terça-feira, 10 de abril de 2018

3º Domingo da Páscoa - Ano B


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3º Domingo da Páscoa
Experiência e Missão
Lucas 24.35-48

Nesta Terceira Semana da Páscoa leremos a aparição de Jesus a todos os apóstolos narrada por Lucas. Após o caminho de Emaús, Jesus aparece na tarde de domingo, exorta seus discípulos e os comissiona para a grande missão. Eles têm uma grande experiência com o Jesus ressuscitado e são enviados em Missão. Experiência e Missão andam juntas. 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?________________________

Os discípulos do caminho de Emaús voltam a Jerusalém e relatam suas experiências com Jesus ressuscitado (Lc 24.13-34). Contam o que aconteceu no caminho e como o “reconheceram no partir do pão” (35).
Neste instante Jesus aparece e ministra a paz, contudo os apóstolos ficaram “surpresos e atemorizados e acreditavam estarem vendo um espírito” (37). O medo não os deixou perceber que era o próprio Cristo Ressuscitado.
            Estavam perturbados e com dúvida no coração e por isso são repreendidos por Jesus (38).
            A primeira ação do Senhor foi apresentar as mãos e os pés perfurados. Mando-os apalpar e fazer a verificação. Ele diz: “apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (39,40).
            A segunda ação de Jesus foi comer na presença deles. Eles ainda não acreditam por causa da alegria. Era muito bom para ser verdade. Jesus então pede algo para comer e eles lhe dão “um pedaço de peixe assado e um favo de mel. E ele comeu na presença deles” (41-43).
            A terceira ação de Jesus foi citar as Escrituras. Ele diz (44): “São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.
            Por último o Senhor milagrosamente lhes abre o “entendimento para compreenderem as Escrituras” (45) e lhes diz (46,47): “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém”.
            A missão dos discípulos foi pregar o Evangelho de arrependimento e remissão de pecados e relatar os acontecimentos da morte e da ressurreição do Senhor. Jesus diz (48): “Vós sois testemunhas destas coisas”. Tiveram uma grande experiência e saem para a Missão.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ___________________________
            O texto do Evangelho me ensinou muitas coisas:

·         Preciso testemunhar a minha experiência com o Jesus ressuscitado assim como os discípulos de Emaús fizeram.
·         Muitas vezes o medo me impede de ver a ação de Deus, assim com os apóstolos com medo pensaram que Jesus fosse um fantasma.
·         A dúvida me impede de ter um crescimento maior em minha fé. O Evangelho diz que os discípulos estavam perturbados e com dúvida no coração.
·         Quando busco sentir e experimentar fisicamente Jesus é porque não creio em sua presença. Os apóstolos precisaram ver as mãos e os pés de Jesus perfurados por que estavam na incredulidade.
·         Jesus fará todos os esforços necessários para que eu saia da dimensão da incredulidade à dimensão da fé. No texto Ele até mesmo precisou comer na frente dos apóstolos para que pudessem acreditar.
·         Preciso conhecer as Escrituras. Ela me proporcionará a fé necessária para crer. A terceira ação de Jesus foi ministrar as Escrituras. Quanto mais eu ler a palavra de Deus, mais terei a minha fé aumentada. Em Romanos 10.17 o apóstolo Paulo escreve: “Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Cristo”.
·         É necessário que o Senhor me faça compreender as Escrituras, assim como fez com os apóstolos. Sem a revelação de Deus só conseguirei ver letras e histórias. Nada mais.
·          Minha missão é pregar o Evangelho de arrependimento e da remissão de pecados. Tenho que ser testemunha da morte e da ressurreição do Senhor.


III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________

Senhor. Ajuda-me a ser uma testemunha de sua ressurreição. Muitas vezes o medo tem me impedido de exercer meu ministério. Não permita que a dúvida me impeça de praticar a fé. Que eu não precise ver para crer. Sei que o Senhor fará de tudo para que eu possa ser despertado na fé. Ajuda-me a ter disciplina na leitura das escrituras e abra meus olhos para que a possa entender com o coração e a mente. Que eu seja ousado na missão de pregar o teu Evangelho de arrependimento e remissão de pecados. Que eu seja uma testemunha fiel em todos os aspectos. Por Jesus Cristo nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
            Jesus ressuscita, ministra aos seus discípulos e os envia como testemunhas da morte e da ressurreição para que o mundo se arrependa e tenha a remissão de seus pecados. Que sejamos fies testemunhas para que, a partir de nós, muitas vidas tenham um encontro pessoal com o Senhor Jesus.


terça-feira, 3 de abril de 2018

2º Domingo da Páscoa - Ano B


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2º Domingo da Páscoa
As Bênçãos do Senhor Ressuscitado
João 20.19-31

Introdução
            Muitas bênçãos perdemos quando não estamos na Igreja. A igreja faz falta. Na igreja, Corpo de Cristo, somos ministrados na Palavra e nos sacramentos. O Culto da igreja é um meio de graça para a nossa santificação.          
            O Evangelho de hoje conta a história de Tomé. Tomé não estava na Igreja (24) e perdeu a oportunidade de ver o Senhor, perdeu as bênçãos ministradas aos apóstolos e agiu com incredulidade (26). O Jesus misericordioso (foi o dia da Divina Misericórdia na vida de Tomé) aparece uma semana depois, ministra a paz, permite que Tomé lhe coloque as mãos nas chagas e diz: "não sejas incrédulo, mas crente"(27). Tomé acredita e diz ao Senhor: (28) "Senhor meu e Deus meu!" Jesus conclui dizendo: (29) "Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram". A misericórdia de Jesus permitiu a restauração do incrédulo Tomé.
            Deus é misericordioso. Você é uma pessoa misericordiosa?
            Na primeira aparição aos Apóstolos, Jesus ressuscitado ministra cinco bênçãos.

I. O ressuscitado Ministra paz (19)
            Com as portas trancadas, com medo dos judeus e sem paz, os apóstolos recebem Jesus que lhes diz: Paz seja convosco!
            A paz que o Senhor Jesus ministra permanece em todas as circunstâncias (II Ts 3.16).
            Esta paz o mundo não tem, não conhece e conseqüentemente não pode dar (Jo 14.27).
            E a Paz que as aflições não tem o poder de retirar. (Jo 16.33).
            Você já teve paz em momentos de grande aflição?

II. O ressuscitado Ministra Alegria (20)
            O Senhor Jesus ressuscitado lhes mostrou as mãos e o lado e eles se alegraram ao ver o Senhor. A alegria ministrada por Jesus foi proporcionada pela sua presença.
            Nossa alegria não está nas circunstâncias, mas na presença constante do Senhor ressuscitado (Sl 4.7; I Pe 1.8).
            Você se considera uma pessoa alegre no Senhor?
           
III. O ressuscitado Ministra o envio (21)
            Jesus repete a saudação de paz e diz: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio".
            O Comissionamento do Senhor sobre os apóstolos fez a igreja chegar até nós. Receberam a Missão de Jesus, assim como o Senhor Jesus recebeu do Pai.
            Hoje recebemos a Missão de fazer discípulos e discípulas em todo o mundo (Mt 28.19,20).
            Quem está na igreja por sua causa?
            Quem saiu da igreja por sua causa?


IV. O ressuscitado Ministra o Espírito Santo (22)
            Jesus soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
            O Espírito recebido neste dia e o poder do Espírito recebido no dia de Pentecostes fez os discípulos, na ousadia do testemunho, avançar fazendo discípulos e discípulas.
             João Batista havia profetizado a vinda do Espírito Santo (Mt 3.11).
            Jesus prometeu que enviaria poder para os discípulos ser testemunhas (At 1.8).
            O Espírito Santo é um presente, um Dom, enviado pelo Pai e pelo Filho sobre as pessoas que creem (At 2.38).
            Você já teve alguma experiência com o Espírito Santo? Conte seu testemunho?

V. O ressuscitado Ministra o Dom para perdoar pecados (23)
            O Senhor Jesus diz: "Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos".
            Hoje temos em Cristo o dom para perdoar os pecados.
            Para os judeus somente Deus pode perdoar. Contudo, pela graça de Cristo, podemos perdoar e acolher o pecador. O que era impossível a Lei, passou a ser possível pela Graça.
            Perdoar pecados é uma exigência do Senhor (Mc 11.25,26), mas é possível quando recebemos esta bênção do próprio Deus.
            Existe alguém que você ainda não perdoou?

Conclusão:
            O Jesus ressuscitado ministra sobre nossas vidas as bênçãos necessárias para a nossa caminhada na fé.
            Quais dessas bênçãos estão faltando em sua vida?
            Nesta peregrinação temos os recursos de Deus para desenvolver a missão que Ele entregou a Igreja: fazer discípulos e discípulas do Senhor!

Domingo da Ressurreição - Ano B


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Ressurreição do Senhor
Páscoa do Senhor
João 20.1-9

Introdução:
            Chegou a Páscoa. Chegou a ressurreição do Senhor. Do domingo da Páscoa até o próximo domingo chamamos de Oitava da Páscoa. Oito dias de celebração e alegria. Serão seis domingos de celebrações pascais. No sétimo domingo celebraremos a Ascensão do Senhor. Nossa vida cristã vive orbitando no Mistério Pascal. Jesus ressuscitou. Ele ressuscitou realmente. O Evangelho de João 20 fala do Encontro de Jesus com Maria Madalena. Este Evangelho nos desafiará a caminhar na fé da ressurreição e no testemunho de uma nova vida em Cristo.
            Você já leu todo o Evangelho de João?

I. O Domingo.(1)
            Domingo: O dia da ressurreição. O Encontro com o túmulo vazio deu-se no domingo, o primeiro dia da semana. O Domingo passou a ser o nosso dia sabático (Ex 20.8-10). O dia de descanso das atividades físicas (profissionais, financeiras, domésticas, esportivas, etc) e dia de trabalho para o Senhor. Domingo (Dominus) é o dia do Senhor. O Dia da Pedra removida, o dia do Túmulo vazio, o Dia do Encontro com o Ressuscitado. Domingo é o Dia de Encontrar com Cristo na Igreja, Corpo do Senhor. Por causa da ressurreição de Cristo, a Igreja sempre guardou o Domingo como Dia Santo de Oração, celebração e Alegria. O Dia para se partir o Pão e tomar o Vinho (Santa Ceia) (Atos 20.7). Maria permanece junto ao sepulcro no Domingo pela manhã e encontra com o Jesus Ressuscitado (João 20.11-18). O Domingo é o nosso dia de encontrar com o Senhor e com o seu Corpo, a Igreja.
            Você tem santificado o domingo para o Senhor?

II. A Esperança de Maria Madalena (1)
            O objetivo de Maria Madalena foi encontrar com o Jesus morto. Seria sua devoção ao seu Senhor e Libertador que, tristemente, foi morto na cruz. Jesus não poderia lhe dar nada em troca agora. Ela não foi buscar nada. Foi por amor ao seu Senhor, mesmo crendo que Ele estava morto e impotente. Esta caminhada foi de adoração sem interesse. Foi apenas ter um encontro com o seu Cristo. Aquele que lhe havia libertado e salvado.
            Muitas vezes nossa adoração está voltada para o que Jesus pode fazer em nossa vida, sem levar em conta sua grandeza e majestade. Devemos adorar o Senhor porque Ele é digno de Adoração, independente de nossas circunstâncias.
            As circunstâncias tem atrapalhado sua adoração?

III. O Túmulo vazio (2)
            Maria Madalena encontra a pedra removida e o tumulo vazio. Para ela não foi sinal de ressurreição. Foi símbolo de desespero.  Volta a Pedro e ao outro discípulo e diz: "Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram".
            Ela tenta dar um resposta ao acontecimento sem, perceber que Deus estava no controle cumprindo sua Palavra.
            Quantas vezes tentamos dar respostas ao que não entendemos. Freqüentemente interpretamos errado os acontecimentos da vida. Vemos pouco com a fé e mais com os nossos olhos limitados e humanos. Tendamos mais a criticar do que a perceber a graça de Deus.
            O que você faz quando não entende os acontecimentos?

IV. A corrida ao Sepulcro (3-9)
            Pedro e o outro discípulo (pela tradição este "outro discípulo" é João) foram ao sepulcro ver o que Maria havia dito.
            João foi mais rápido e chegou primeiro ao sepulcro, pelo lado de fora viu os lençóis de linho, mas não entrou.
            Pedro chega depois, vê os lençóis e o lenço que estivera na cabeça de Jesus e entra no sepulcro, viu e creu.
            Pedro demora a chegar ao Sepulcro, mas tem uma experiência mais ousada e profunda com o Senhor: entra, viu e creu. Muitos chegam depois e conseguem ter uma experiência mais autêntica com o Senhor. Precisamos ter a ousadia de Pedro: entrar, ver e crer.
            Eles ouviram as palavras de Jesus, conheciam as Escrituras, mas ainda não tinham compreendido que era necessário que Ele ressuscitasse dentre os mortos. Uma coisa é conhecer outra coisa é entender. Talvez eu conheça muitas coisas nas Escrituras, mas ainda não entendo o propósito de Deus para minha vida e para os acontecimentos que me cercam.
            O que você tem feito para entender mais a Vontade de Deus?

Conclusão:
            Jesus ressuscitou. Ele ressuscitou realmente. Qualquer pessoa poderia morrer, mas a verdade das palavras de Jesus está em sua ressurreição. A ressurreição é o Selo de Deus de que tudo o que Ele falou é verdade. Ele ressuscitou. Ele é o nosso Salvador e Senhor. Ele está vivo hoje e eternamente.

terça-feira, 20 de março de 2018

Domingo de Ramos da Paixão - Ano B


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Domingo de Ramos da Paixão
A Salvação de Jesus
Marcos 14.1-47  

Introdução:
            A Semana Santa é uma caminhada com Cristo em sua semana de dor, morte e ressurreição. Todos os anos repetimos este caminho. "Trata-se, de fato, de uma repetição que acontece em um outro plano: não no plano da história, mas no plano da liturgia, não do acontecimento, mas da celebração".
            A Semana Santa tem início com a Entrada de Jesus em Jerusalém e termina com a sua Ressurreição no Domingo da Páscoa. É o cumprimento de Is 53.1-7.

         Como a humanidade estava perdida pelo pecado, Deus enviou Jesus para pregar o Reino de Deus, sofrer pelos nossos pecados, morrer na cruz e ressuscitar no terceiro dia. Esta semana é especial porque lembramos desses acontecimentos históricos.
         Hoje somos Discípulos e Discípulas no Caminho da Missão gerando novos discípulos. Nossa visão é um Pequeno Grupo me cada rua e uma igreja em cada bairro. A morte e ressurreição de Cristo precisam ser anunciadas a todas as pessoas.
         Hoje vamos entender os eventos da Semana Santa.
  1. No Domingos de Ramos – Jesus entra em Jerusalém - Mc 11.1-10.
  2. Na segunda-feira: Jesus expulsa vendedores do templo
  3. Na terça feira: Jesus prega seu sermão sobre o fim do mundo.
  4. Na quarta-feira: Judas vende Jesus por trinta moedas de prata;
  5. Na quinta-feira Santa: Jesus institui a Santa Ceia, lava os pés dos discípulos e no jardim do Getsêmani é preso pelos soldados do templo;
  6. Na sexta-feira Santa: Jesus é levado a julgamento, é crucificado e morre;
  7. Sábado Santo: O corpo de Jesus permanece no túmulo e Judas comete suicídio;
  8. Domingo da Páscoa: Pela manhã, de madrugada, Jesus ressuscita e aparece aos apóstolos.

O propósito da vida, morte e ressurreição de Jesus foi para a nossa Salvação

I.                   Jesus nasceu para nos salvar.
      Jesus nasceu com o objetivo de ser o salvador do mundo mediante sua morte na cruz. A morte de Cruz não foi um acidente no caminho de Cristo – Lc 2.11; I Tm 1.5.


II.                Jesus se tornou substituto do ser humano.
      O ser humano estava destinado ao inferno. Ninguém poderia ter a salvação. Ele veio ser o substituto da humanidade. Foi o cordeiro que morreu em nosso lugar – Is 53.5, Gl 3.13, Jo 1.29.


III.             Jesus levou os pecados da humanidade
      Nossos pecados sempre nos escravizaram. Nascemos em pecado. O ser humano estava debaixo da maldição do pecado e da morte. Jesus veio levar nossos pecados na cruz do calvário – I Pe 2.24; I Jo 3.5.
     
IV.              Jesus se tornou mediador entre Deus e os homens
      O pecado afastou o homem e a mulher de Deus. Existe um abismo entre a humanidade e Deus. O único que pode fazer a mediação, a intercessão, a ponte, entre o homem pecador e Deus é Jesus. Ele morre para ser o nosso mediador – Jo 15.13; Tt 2.14.
      As religiões criam muitos mediadores entre Deus e os homens. 

V.                 Jesus morreu para nos remir
      Fomos remidos, ou seja, comprados de volta para Deus. Jesus morre na cruz para nos redimir do pecado e nos levar para a glória de Deus. Ap 5.9; Rm 5.6.


Conclusão:
Todo o esforço foi em prol da nossa salvação. A salvação só ocorre quando aceitamos o sacrifício de Jesus em nosso lugar. Quanto nos reconhecemos pecadores e carentes de Deus. Quando admitimos nossa fragilidade.

terça-feira, 13 de março de 2018

5º Domingo da Quaresma - Ano B


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5º Domingo da Quaresma
Quaresma e o Grão de Trigo
Jo 12.20-33

            O Evangelho do Quinto Domingo da Quaresma é uma explicação clara da Missão do Filho e da Missão dos discípulos. Somos discípulos missionários que trabalhamos mediante o sacrifício de Jesus na Cruz. Encontramos com o Cristo e saímos para anunciar o Cristo a todas as pessoas.

I. Os Gregos que queriam ver Jesus (20-22)
            20   Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos; 21   estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus. 22   Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus.
            Estes gregos provavelmente eram judeus helênicos. Estavam em Jerusalém para a adoração anual. Ouviram falar de Jesus e pedem a Filipe: "Queremos ver Jesus!"
            Inconscientemente este é o desejo de todo ser humano (Sl 130.6). O coração morto anseia pela vida que só o Senhor Jesus pode dar. No coração de cada pessoa existe um grito: "Queremos ver Jesus!"
           
II. Os frutos do grão de trigo morto (23-24)
            Todos desejavam ver Jesus. O momento não era de exposição publica, mas de preparação para a morte. Era "chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem". A glorificação do Filho do Homem (Jesus) passaria pela morte na cruz. Foi através da cruz que o Filho produzirá frutos mediante sua bendita ressurreição.
            Jesus usa o exemplo do grão de trigo: "...se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto".
            A morte de Jesus foi o caminho necessário para a produção de frutos. Estes frutos são a nossa salvação. Este foi o alvo da morte de Cristo. Morreu para nos salvar. Esta verdade precisa ser comunicada a todos os homens e mulheres. (Rm 10.14).
           
III. O Servo Honrado pelo Pai (25-26)
            Quando somos salvos por Cristo, passamos a ser discípulos. O discípulo de Cristo é servo. Nisto consiste a radicalidade do discipulado: "Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna".
            Vivemos a vida odiando as inclinações da carne e nos preservando para a vida eterna. O discípulo/a vive na renuncia diária do pecado (Lc 9.23).
            Este seguimento de renúncia (estar onde Jesus está) nos levará ao serviço e a honra do Pai: (26)   "Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará".

IV. A entrega total do Senhor Jesus (27-30)
            A dor que o Senhor Jesus sofreu no Getsêmani (Mt 26.37,38) foi sentida por Ele em muitos outros momentos. Ele sabia que iria retirar o pecado de toda a humanidade. Era uma luta espiritual. Por isso sua alma ficou angustiada: "Agora, está angustiada a minha alma".
            Apesar da angústia, o Senhor Jesus sabia que tinha vindo exatamente para esta hora: "que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora". (Mt 26.39).
            Por isso ele se entrega totalmente a Vontade do Pai. Seu trabalho era glorificar o Pai através da aceitação do sofrimento e morte de cruz: (28) "Pai, glorifica o teu nome". O pai responde do céu e todos escutam: "Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei."
            Quando nos entregamos totalmente a vontade de Deus, o nome do Senhor é glorificado através de nossa vida.

V. O Mistério da Morte na Cruz (31-33)
            Na cruz o Senhor Jesus julga e expulsa o príncipe do sistema mundo. A cruz, a ressurreição e a ascensão de Cristo seriam o instrumento de Deus para atrair a humanidade de volta a Deus: "E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo".
            Cristo , com a sua morte, nos salvou do pecado. Para isso ele nasceu, para nos salvar do pecado. João Wesley escreveu: "Está é a grande salvação predita pelo anjo antes de Deus fazer vir ao mundo o seu unigênito Filho: "Chamarás o seu nome Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos seus pecados". Nem nesta nem em nenhuma outra parte do Sagrado Escrito há qualquer limitação ou restrição. "Ele salvará dos seus pecados" todos os que crêem nele, do pecado original e do atual, do passado e do presente, da "carne e do espírito". Eles são salvos tanto da culpa como do poder do pecado pela fé". (Sermões: "Salvação pela fé").
            A morte de Cruz não foi um acidente na vida de Cristo. Foi o único caminho de Deus para nos salvar. Nossa tarefa é compartilhar esta salvação de Deus a todas as pessoas (Mt 28.19,20).

Conclusão:
            O mundo clama: Queremos ver Jesus!
            Jesus morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia para nos salvar.
            Agora Deus espera a nossa parte. Nossa tarefa é anunciar Cristo Jesus como o único Salvador a todos as pessoas.