terça-feira, 19 de junho de 2018

12º Domingo Comum - Ano B


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12º Domingo Comum
Missão e Tempestade
Marcos 4.35-41

Deus preocupa-se com os dramas dos homens e das mulheres? Onde está Ele nos momentos de sofrimento e de dificuldade que enfrentamos ao longo da nossa vida?
O Evangelho desta semana diz-nos que, ao longo da sua caminhada pela terra, o homem não está perdido, sozinho, abandonado à sua sorte; mas Deus caminha ao seu lado, cuidando dele com amor de pai e oferecendo-lhe a cada passo a vida e a salvação. Nunca os discípulos serão abandonados nas tempestades da vida.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________________

O Evangelho começa com a indicação de que Jesus decidiu passar “à outra margem”. A “outra margem” (do lago de Tiberíades) é o território pagão da Decápole. A Decápole (“dez cidades”) era o nome dado ao território situado na Palestina oriental. O nome servia para designar uma liga de dez cidades, que se formou depois da conquista da Palestina pelos romanos, no ano 63 a.C.. As “dez cidades” que formavam esta liga eram helenísticas e não estavam sujeitas às leis judaicas. Era território pagão, considerado pelos judeus completamente à margem dos caminhos da salvação.
O episódio que Marcos nos narra passa-se durante a travessia do Lago de Tiberíades. O Lago de Tiberíades, designado frequentemente por “Mar da Galileia”, é um lago de água doce, alimentado sobretudo pelas águas do rio Jordão, com 12 quilômetros de largura e 21 quilômetros de comprimento.
As tempestades que se levantavam neste “mar” podiam aparecer subitamente e ser especialmente violentas. É importante sabermos o que o “mar” significava para a mentalidade judaica: era uma realidade assustadora, indomável, orgulhosa, desordenada, onde residiam os poderes caóticos que o homem não conseguia controlar e onde estavam os poderes maléficos que queriam destruir os homens… Só Deus, com o seu poder e majestade, podia pôr limites ao mar, dar-lhe ordens e libertar os homens dessas forças descontroladas do caos que o mar encerrava.
Mais do que um fato histórico, a narração que Marcos nos apresenta deve ser vista como uma página de discipulado. Usando elementos com uma forte carga simbólica (o mar, o barco, a tempestade, a noite, o sono de Jesus), Marcos apresenta-nos uma reflexão sobre a comunidade dos discípulos em marcha pela história.
Marcos escreve numa época em que a Igreja de Jesus enfrenta sérias “tempestades” (perseguição de Nero, problemas internos causados pela diferença de perspectivas entre judeu-cristãos e pagão-cristãos, dificuldades sentidas pelas comunidades em encontrar o caminho para o futuro…). Foi neste contexto que foi escrito e lido o Evangelho de Marcos.
Reparemos, em primeiro lugar, no “ambiente” em que Marcos nos situa: no mar, ao anoitecer (v.35). Situar o barco com Jesus e os discípulos “no mar”, é colocá-los num ambiente hostil, adverso, perigoso, caótico, rodeados pelas forças que lutam contra Deus e contra a felicidade do homem. Por outro lado, a “noite” é o tempo das trevas, da falta de luz; aparece como elemento ligado com o medo, com o desânimo, com a falta de perspectivas. O “mar” e a “noite” definem uma realidade de dificuldade, de hostilidade, de incompreensão.
No “barco” vão Jesus e os discípulos (v.36). O “barco” é, no discipulado cristão, o símbolo da comunidade de Jesus que navega pela história. Jesus está no “barco”, mas são os discípulos que se encarregam da navegação, pois é a eles que é confiada a tarefa de conduzir a comunidade pelo mar da vida.
O “barco” dirige-se “para a outra margem” (v 35b), ao encontro das terras dos pagãos. Com este dado Marcos alude, muito provavelmente, à missão dos discípulos cristãos, convidados por Jesus a ir ao encontro de todos os homens para lhes levar a Salvação.
Durante a travessia, Jesus “dorme” (v 38). O “sono” de Jesus durante a viagem refere-se, possivelmente, à sua aparente ausência ao longo da “viagem” que a comunidade cristã faz pela história. Com frequência os discípulos, ocupados em dirigir o “barco”, têm a sensação de que estão sós, abandonados à sua sorte e que Jesus não está com eles a enfrentar as vicissitudes da viagem. Na verdade, Jesus está com eles no “barco”; Ele prometeu ficar com eles “até ao fim do mundo”.
A “tempestade” (v 37) significa as dificuldades que o mundo opõe à missão dos discípulos. É provável que Marcos estivesse a pensar numa “tempestade” concreta, talvez a perseguição de Nero aos cristãos de Roma, durante a qual foram mortos Pedro e Paulo, bem como muitos outros cristãos (anos 64-68). A “tempestade” refere-se também a todos os momentos de crise, de perseguição, de hostilidade que os discípulos terão de enfrentar ao longo do seu caminho histórico, até ao fim dos tempos.
Jesus, despertado pelos discípulos, acalma a fúria do mar e do vento, com a sua Palavra imperiosa e dominadora (v. 39). Já dissemos atrás que, na teologia judaica, só Deus era capaz de dominar o mar e as forças hostis que se albergavam no mar. Jesus aparece assim, como o Deus que acompanha a difícil caminhada dos discípulos pelo mundo e que cuida deles no meio das dificuldades e da hostilidade do mundo.
Depois de acalmar o mar e o vento, Jesus dirige-Se aos discípulos e repreende-os pela sua falta de fé (v. 40: “porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?”). Os discípulos, depois da caminhada feita com Jesus, já deviam saber que Ele nunca está ausente, nem alheio da vida da sua comunidade. Eles não podem esquecer que, em todas as circunstâncias, Jesus vai com eles no mesmo “barco” e que, por isso, nada têm a temer. A comunidade de Jesus tem de estar consciente de que Jesus está sempre presente e que, portanto, as tempestades da história não poderão impedi-los de concretizar no mundo a missão que lhes foi confiada.
O nosso texto termina com o “temor” dos discípulos e a pergunta que eles fazem uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (vers. 41). O “temor” define o estado de espírito do homem diante da divindade. No universo bíblico, este “temor” não apresenta caráter de pânico ou de medo servil, mas encerra um misterioso poder de atração que se traduz em obediência, entrega, confiança, entusiasmo.
Tal atitude positiva deriva da experiência que o crente israelita tem de Deus: Jahwéh é um Deus presente, que guia o seu Povo com uma solicitude paternal e maternal. Por isso, o crente, se por um lado tem consciência da omnipotência de Deus, por outro lado sabe que pode confiar incondicionalmente n’Ele e entregar-se nas suas mãos.  A resposta à questão já está, portanto, dada: o “temor” dos discípulos significa que eles reconhecem que Jesus é o Deus presente no meio dos homens, e a quem os homens são convidados a aderir, a confiar, a obedecer com total entrega.


II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________________

·         Somos convidados a passar à outra margem do mar da Galiléia. Ir onde estão as pessoas sem luz e sem salvação.
·         Como discípulos, não podemos ficar comodamente instalados em nossos espaços seguros e protegidos, defendidos dos perigos do mundo e alheados aos problemas e necessidades dos homens. Temos que ser uma comunidade empenhada na transformação do mundo pela pregação do Evangelho.
·         Em nossa missão, encontraremos com muitas oposições e tempestades.
·         Muitas vezes, ao longo da caminhada, sentimos uma tremenda solidão e, confrontados com a oposição e as tempestades do mundo, vemos nossas fragilidades e impotências. Parece que Jesus nos abandonou; e o silêncio de Jesus desconcerta-os e angustia-os. Mas precisamos saber que Jesus está no barco. Sua presença é tão real na tempestade como na bonança.  
·         Muitas vezes ouviremos Jesus perguntar: “Ainda não tendes fé?” Se os discípulos tivessem fé, não teriam medo e não sentiriam a necessidade de “acordar” Jesus. Estariam conscientes da presença de Jesus ao seu lado em todos os momentos.
·         Este Evangelho nos convida a assumir, diante do Senhor Jesus que nos acompanha sempre, uma atitude de temor e de reconhecimento de que Ele é Deus, Ele está conosco e que somos mais do que vencedores.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________________________

Senhor. Aceitamos o seu convide de passar a outra margem do lago e evangelizar as pessoas sem luz e sem salvação. Muitas vezes desejamos ficar no lugar seguro de nossos templos. Desejamos sair e buscar as pessoas que necessitam de salvação. Sabemos que encontraremos muitas oposições e tempestades. Algumas vezes nos sentiremos sozinhos e abatidos. Mas desejamos ter a nossa fé renovada de que, mesmo em meio a tempestade, o Senhor está conosco.  Sabemos que a nossa fé ainda não é como o Senhor deseja, mas temos visto seus milagres e o nosso coração tem se enchido de temor e amor pela tua obra. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
_________________________________________

Conclusão:
            Somos despertados para ir ao mundo levar o Evangelho. Somos orientados que na missão encontraremos muitas tempestades, mas Jesus está no barco, Confiamos em sua santa intervenção e seremos tremendamente abençoados na Missão. O medo precisa ser substituído pela confiança de que Jesus nos auxiliará a fazer muitos discípulos para sua honra e sua glória.  


terça-feira, 12 de junho de 2018

11º Domingo Comum - Ano B


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11º Domingo Comum
Parábolas das Sementes



O Evangelho de hoje apresenta o ensino sobre o Reino de Deus – essa realidade nova que o Senhor Jesus veio anunciar e propor. O Reino de Deus é um projeto que, avaliado à luz da lógica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele tem dentro de si o dinamismo de Deus e chegará a todo o mundo e a todos os corações. Sem alarde, sem pressa, sem publicidade, a semente lançada por Jesus fará com que tudo seja transformado até que venha o novo céu e a nova terra. Nossa tarefa é apenas continuar semeando. A gente semeia e Deus faz a obra. Esta confiança nos levará a vitória sempre.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?) – Leia agora Marcos 4.26-34

O que relata o texto do Evangelho?________________________

Jesus já vinha anunciando o reino de Deus. Neste Evangelho estão duas parábolas envolvendo sementes. Parábolas é uma linguagem pedagógica envolvendo figuras para facilitar o entendimento e também para carregar de forma oculta grandes verdades. Por isso que Jesus depois explicava em particular as parábolas aos seus discípulos.
A primeira parábola (versículos. 26-29) é a do grão que germina e cresce por si só. A parábola refere-se a intervenção do agricultor apenas no ato de semear e no ato de ceifar. Cala, de propósito, qualquer menção às demais ações do agricultor: arar a terra, regar a semente, tirar as ervas que a impedem de crescer.
O homem lança a semente e depois dorme. A semente germina sem que o homem saiba como. A terra por si mesma frutifica. O homem só volta para colher.
Ao narrador interessa apenas que, entre a sementeira e a colheita, a semente vá crescendo e amadurecendo, sem que o homem intervenha para impedir ou acelerar o processo.
A questão essencial não é o que o agricultor faz, mas o dinamismo vital da semente. O resultado final não depende dos esforços e da habilidade do homem, mas sim do dinamismo da semente que foi lançada à terra.
Desta forma, Jesus ensina que o Reino de Deus (a semente) é uma iniciativa divina: é Deus quem atua no silêncio da noite, no tumulto do dia ou na turbulência da história para que o Reino aconteça; e nenhum obstáculo poderá frustrar o seu plano.
Não adianta forçar o tempo ou os resultados: é Deus que dirige a marcha da história e que fará com que o Reino aconteça, de acordo com o seu tempo e o seu projeto.
Por isso, a parábola nos convida à serenidade e à confiança nesse Deus que não dorme nem se omite, e que não deixará de realizar, a seu tempo e de acordo com a sua lógica, o seu plano para os homens e para o mundo.
A segunda parábola (versículos 30-32) é a do grão de mostarda. Jesus diz que o reino de Deus é a menor semente da terra. Mas quando cresce torna-se maior do que todos, a ponto de acolher até as aves e seus ninhos.
Jesus pretende, fundamentalmente, pôr em relevo o contraste entre a pequenez da semente (a semente da mostarda negra tem um diâmetro aproximado de 1,6 milímetros e era a semente menor, no entendimento popular palestino); e a grandeza da árvore (nas margens do lago da Galileia alcançava uma altura de 2 a 4 metros).
A comparação serve para dizer que a semente do Reino lançada pelo anúncio de Jesus pode parecer uma realidade pequena e insignificante, mas está destinada a atingir todos os cantos do mundo, encarnando em cada pessoa, em cada povo, em cada sociedade, em cada cultura.
O Reino de Deus, ainda que tenha inícios modestos ou que se apresente com sinais de debilidade e pequenez aos olhos do mundo, tem uma força irresistível, pois encerra em si o dinamismo de Deus.
Além disso, a parábola revela que Deus serve-se de algo que é pequeno e insignificante aos olhos do mundo para concretizar os seus projetos de salvação e de graça em favor dos homens.
Assim são as células (os pequenos grupos) de nossa igreja. O Reino de Deus cresce, apesar de sua primeira aparência pequena e insignificante.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
           
O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

·         Não devemos nos preocupar com a forma como o reino vai crescer e se desenvolver. Precisamos apenas fazer a semeadura.
·         Devemos apenas confiar na eficácia da Palavra anunciada, conformar-se com o tempo e o ritmo de Deus, confiar na ação do Senhor e no dinamismo intrínseco da Palavra semeada.
·         Devemos respeitar o crescimento de cada pessoa, o seu processo de maturação e a sua busca. Não nos compete exigir que os outros caminhem ao nosso ritmo, que pensem como nós, que passem pelas mesmas experiências e exigências que para nós são válidas. O reino de Deus irá crescer na vida dos nossos discípulos.
·         Precisamos rever a nossa forma de olhar o mundo e os nossos irmãos. Por vezes, é naquilo que é pequeno, débil e aparentemente insignificante que Deus Se revela. Deus está nos pequenos, nos humildes, nos pobres, nos que renunciaram a esquemas de triunfalismo e de ostentação; e é deles que Deus Se serve para transformar o mundo.
·         Precisamos evitar a arrogância.  Atitudes de arrogância, de ambição desmedida, de poder a qualquer custo, não são sinais do Reino. Sempre que nos deixamos levar por tentações de grandeza, de orgulho, de prepotência, de vaidade, estamos frustrando o projeto de Deus e impedindo que o Reino de Deus se torne realidade no mundo e nas nossas vidas.


III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

Senhor. Ajuda-me a continuar a semear sem a ansiedade pelo crescimento rápido. Não deixe ficar preocupado com a forma como o reino vai crescer e se desenvolver. Que eu confie na eficácia e poder do seu reino. Que eu tenha a certeza de que o reino de Deus semeado irá crescer. Ensina-me a respeitar o crescimento individual de cada pessoal. Que eu seja um auxiliar neste crescimento, mas respeitando o ritmo de cada um.  Ajuda-me a enxergar naquilo que é pequeno e frágil o agir do seu reino que crescerá e abençoará o mundo. Que eu seja humilde e santo para esperar o tempo de Deus e continuar a semear o reino. Por Jesus Cristo nosso Senhor, na comunhão do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
_____________________________________________________________

Conclusão:
Os versículos 33 e 34 dizem: “E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos”.
O Evangelho de Jesus são apenas palavras para o mundo, mas para nós, seus discípulos, são tesouros de sabedoria e poder de Deus. O Senhor, pelo Espírito Santo, explicará particularmente aos seus discípulos as verdades do Reino de Deus. Hoje aprendemos que devemos semear crendo que o reino irá crescer nos corações e no mundo. Não pare de semear e de confiar na operação de Deus.   


segunda-feira, 4 de junho de 2018

10º Domingo Comum - Ano B


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10º Domingo Comum
Quem são os irmãos, irmãs e mãe de Jesus?
Marcos 3.20-35

            Você é irmão ou mãe do Senhor Jesus? Por que?________________________
Hoje o Evangelho falará do trabalho do Senhor com as multidões e seu confronto com os parentes e religiosos. Muitas vezes as pessoas conseguem nos ver de uma forma totalmente diferente do que realmente somos. O importante é manter a integridade, ouvir e praticar a Palavra de Deus. Desta forma seremos chamados de mãe, irmã e irmãos do Senhor Jesus.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?________________________

O ministério do Senhor era tão intenso que Ele não tinha nem tempo para comer. Até mesmo em sua casa, em Cafarnaum, Ele não tinha sossego (20). As multidões o procuravam para receber auxílio, cura e libertação.
Os parentes de Jesus e os religiosos escribas não viam Jesus como a multidão o via. Para os parentes, principalmente os irmãos, Jesus estava “fora de si”, com um grau de demência. Por isso saíram para prendê-lo como se prendiam os loucos naquela época (21).
 Para os escribas de Jerusalém, Jesus estava possesso com Belzebu, o maioral dos demônios, por isso ele tinha poder para expulsar os demônios inferiores (22).
O Senhor Jesus faz uma parábola para os religiosos escribas. Ele pergunta: “Como satanás pode expulsar satanás”? Um reino e uma casa dividida não podem subsistir. Ele diz: “Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa” (23-27).
Jesus deixa claro que tudo será perdoado aos filhos dos homens, mas o pecado contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre. A pessoa se transforma em réu eterno.
O que é o pecado contra o Espírito Santo? O próprio Evangelho responde (30): O Senhor disse isto, “porque diziam: Está possesso de um espírito imundo”.
Jesus operava pelo Espírito Santo e os religiosos diziam que Ele operava porque estava possesso de demônios. Este é o pecado contra o Espírito Santo.
Para seus parentes Jesus dá uma palavra bem dura. Maria e seus irmãos chegaram para prendê-lo, pois acreditavam que estava “fora de si”. Como a casa estava cheia, mandaram chamá-lo (31-32).
O Senhor, sabendo das intenções de seus parentes disse (33-35): “Quem é minha mãe e meus irmãos? E, correndo o olhar pelos que estavam assentados ao redor, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”.
Jesus, ao mesmo tempo que ensina a posição do discípulo que faz Sua vontade, exorta seus parentes que estavam com segundas intenções.
Nem todos viam Jesus da mesma forma.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ___________________________

·         Quando tenho alguma coisa de Deus para oferecer, as pessoas irão procurar minha ajuda. Por isso a minha primeira tarefa deverá ser cheio da comunhão com Deus.
·         Preciso organizar minha vida para saber ter tempo para tudo. As exigências dos outros poderão atrapalhar até mesmo as rotinas mais necessária da minha vida.
·         Mesmo sendo cheio da graça de Deus, nossos parentes poderão não entender a nossa fé. Por isso, necessito orar constantemente pelos meus parentes.
·         Assim como os religiosos não entenderam Jesus e o acusaram de endemoniado, nós também poderemos ser perseguidos e agredidos por religiosos. Que eu saiba ser prudente e vigilante diante dos religiosos.
·         Uma casa dividida e um reino dividido não subsistem. Por isso preciso trabalhar pela unidade interna da igreja. Farei a minha parte neste processo. Lutarei pela harmonia e unidade da minha igreja local.
·         Sobre o que eu não sei e o que não entendo, preciso ficar calado e buscar o discernimento em Deus. Minhas palavras poderão me condenar e poderei até mesmo pecar contra o Espírito Santo, quando falo do que não sei.
·         Se ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática, serei chamado de mãe, irmão e irmã do Senhor Jesus.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________

Senhor! Desejo ter uma ardente comunhão contigo, para que seja um referencial para o mundo. Que eu seja um instrumento em suas mãos e ao mesmo tempo tenha zelo e disciplina para organizar minha vida de tal forma que tenha tempo para tudo que é prioridade. Sei que muitos parentes não entendem a minha fé, assim como muitos religiosos poderão me perseguir, mas que eu seja santo e coerente para trabalhar com as oposições e lutar pela harmonia e unidade no Corpo de Cristo. Que eu tenha o teu discernimento para falar e para calar. Que eu não venha errar e blasfemar com minhas palavras e atitudes. Desejo viver a vontade de Deus e ser considerado mãe, irmão e irmã do Senhor. Mediante Jesus, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo. Amém.  

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
______________________________________________________________________

Conclusão:
            Como discípulo, nossa prioridade é ter comunhão com o Senhor Jesus. Se investirmos em nossa vida privada e secreta de oração, teremos o que oferecer ao mundo e conseguiremos viver e praticar a vontade de Deus. Desta forma seremos chamados de irmã, irmão e mãe do Senhor Jesus.

terça-feira, 29 de maio de 2018

9º Domingo Comum - Ano B



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9º Domingo Comum
Jesus e os Religiosos
Marcos 2.23-3.6

Temos que tomar cuidado para não sermos legalistas. Santidade e legalismo são duas coisas diferentes. Igreja legalista não faz discípulos. Uma lei pode ser muito boa e ao mesmo tempo ser usada para o mal.
Deus nos chamou para a liberdade sem pecado. Mas também não nos chamou para uma graça engessada pela lei. O Senhor Jesus nunca teve problema com pecadores, prostitutas, cobradores e pessoas impuras. Seu problema sempre foi com os religiosos.
Os religiosos dividem a igreja. Estão na igreja para apontar os erros dos outros e serem agradados. Nenhum religioso consegue ganhar almas. São pesos mortos na vida da igreja. São pedras de tropeço no ministério.
Na atualidade, o religioso fica pulando de igreja em igreja tentando ser agradado pelos homens e apontando os erros dos outros e das instituições. Dizem-se profetas, mas são profetas do diabo.  Foram eles que mais causaram tristeza e indignação no Senhor.  
Hoje vamos ver o confronto do Senhor com os religiosos de sua época.  

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?________________________

O Evangelho de Marcos 2.23-3.6 relata dois confrontos do Senhor com os religiosos fariseus. Os fariseus eram “os melhores” de sua época. Tinham zelo pelas coisas de Deus, pela Palavra e pelo culto, contudo este zelo era sem sabedoria. Por isso, por mais espirituais que fossem, se tornaram os mais carnais de sua época.
No primeiro confronto, em um dia de sábado, Jesus passava pelas searas e seus discípulos começaram a pegar espigas para comer (23).
  Os religiosos logo advertiram Jesus (24): “Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados”? Viram um erro e correram para acusar o ministério do Senhor.
            Jesus então cita I Samuel 21.1-6 (Leia este texto).
            O Senhor começa perguntando: “Nunca lestes o que fez Davi”? Davi, com autorização do sacerdote, comeu os pães sagrados que não eram lícitos comer e deu aos seus discípulos (25-26).
Os fariseus eram grandes religiosos, mas não citavam tudo que sabiam. Escolhiam o texto da Bíblia que desejavam para criar seus argumentos.
            A Lei nunca é maior do que a graça. Citando o sábado, o Senhor ensina que (27): “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”.
Nunca poderemos colocar a lei em cima da graça. A lei do sábado foi feita para dar um descanso ao ser humano, não para oprimir, como faziam os fariseus (e fazem os adventistas hoje em dia). Na realidade o Senhor Jesus é o “senhor também do sábado” (28).
            O segundo confronto com os fariseus foi quando o Senhor Jesus entrou numa sinagoga no dia de sábado e estava um homem com a mão ressequida. Os religiosos ficaram observando para ver se Ele iria violar o sábado curando o doente (1,2). Para os religiosos a lei era mais importante do que o sofrimento humano.
            Jesus ensina que a questão não era o sábado, mas fazer o bem ou o mal, salvar vidas ou tirá-la. Quando o Senhor fez esta pergunta, todos ficaram em silêncio. O argumento dos fariseus era dividir as pessoas da sinagoga. Desejam causar divisão na Casa de Deus. O sábado foi apenas um argumento para a intenção maldosa do coração (3-4).
            Com isso, os religiosos tiravam a paciência de Jesus. Ele fica (5) “indignado e condoído com a dureza do coração”.
Com indignação, o Senhor diz ao homem, na frente dos fariseus: “Estende a mão”. O homem estendeu e ficou curado.
Os religiosos fariseus só tiveram uma saída: retiram-se e conspiram logo com os herodianos para matar Jesus.
Os sinais e os argumentos de Jesus pela vida eram tão fortes que os religiosos só tinham um caminho além da conversão, matar o autor da vida.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ___________________________

·         Posso ser espiritual, religioso e carnal ao mesmo tempo. Preciso vigiar minha vida.
·         O religioso vigia a obra de Deus para criticar e dividir o rebanho.
·         Tenho que valorizar a graça sempre acima de qualquer outra coisa.
·         Não posso ficar escolhendo textos da Bíblia para forjar meus argumentos. Preciso conhecer toda a Palavra de Deus.
·         A Lei nunca poderá ser maior do que a graça em minha vida.
·         O meu Jesus é Senhor de tudo, até mesmo Senhor do Sábado.
·         Os religiosos tiravam a paciência de Jesus. Minha vida tem causado alegria ou indignação no Senhor?
·         A vida humana e a conversão do pecador precisam ser a minha prioridade.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________

Senhor! Ajuda-me a não ser incoerente em minha vida espiritual. Não desejo ser espiritual, religioso e carnal ao mesmo tempo. Que eu não seja provocador de divisão no teu rebanho. Que minha vida sempre venha valorizar a Graça. Que eu, com humildade, procure conhecer toda a vontade de Deus. Que a Lei nunca seja maior do que a graça em minha vida. Que provoque somente alegria no Senhor. Que eu tenha mais misericórdia pelo próximo e seja menos arrogante e prepotente.  Que fazer discípulo seja a prioridade em minha vida. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, na Unidade do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
            Hoje encontramos o Senhor Jesus sendo perseguido pelos religiosos. Eram eles que deveriam acolher Jesus e receber seu Messias. Mas a religião humana foi mais forte do que a Palavra de Deus em suas vidas. Que eu possa aprender com esta Palavra e ser mais humilde e aberto ao projeto do Senhor Jesus. Que a graça de Deus seja o norte da minha vida, que eu possa ganhar muitas almas para Jesus e nunca afastar as pessoas da do Rebanho de Deus.


terça-feira, 22 de maio de 2018

Santíssima Trindade - Ano B

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Santíssima Trindade
Selados na Trindade
Mateus 28.16-20

            No dia da Celebração do Pentecostes, terminamos o Ciclo Pascal. Agora estamos dando reinício ao Tempo Comum. A primeira celebração após o Pentecostes é a Santíssima Trindade.
            O Pai revelou o Filho e o Filho revelou o Espírito Santo. Cremos em um único Deus. Só há um Senhor. Deuteronômio 6.4,5 diz: “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”.
            Não existe como dividir Deus. Ele o único Senhor. Contudo, em sua Soberania e Onipotência, Deus é três pessoas distintas em um único Ser. Ele é Pai, Filho e Espírito Santo.
            Olhe para o Batismo do Senhor Jesus: O Pai está nos céus e fala; o Filho está no Rio Jordão e o Espírito vem em forma corpórea de pomba. Mateus 3.16,17 – “Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição”.
No apedrejamento de Estevão encontramos a mesma cena: Estêvão está cheio do Espírito Santo, e olha para o céu e vê no trono o Pai e o Filho.  Atos 7.55 – “Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus”.
Por isso nossa doutrina diz: “Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na unidade desta Divindade, há três pessoas da mesma substância, poder e eternidade – Pai, Filho e Espírito Santo” (Os 25 Artigos de Fé da Igreja Metodista).
Hoje refletiremos neste mistério da fé baseado nas últimas palavras do Senhor Jesus.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?________________________

Após a ressurreição de Jesus, os discípulos foram para a Galiléia para um monte designado pelo Senhor Jesus (16). Foram para um lugar distante de Jerusalém para que o Senhor pudesse, longe do tumulto, dar as últimas instruções aos seus apóstolos e seguidores. Nesta ocasião Ele apareceu para mais de 500 pessoas (I Co 15.4-8).
Quando viram o Senhor, o adoraram; mas alguns duvidaram (16). Estas duas realidades estiveram presentes na vida dos primeiros cristãos: a adoração e a dúvida.
Parece que Jesus ignora a dúvida de alguns, e reafirma sua autoridade (18): “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.
Ele já tinha esta autoridade no céu, mas a mesma foi limitada mediante a encarnação. Filipenses 2.6-8: “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”.
Logo após, o Senhor entrega a missão aos discípulos (19): “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Os novos discípulos seriam batizados na fórmula da Trindade. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
No batismo cada discípulo passaria a ser selado pela Santíssima Trindade. Não seria apenas uma celebração ou um ritual, mas um verdadeiro selo de filiação e garantia.
Junto com o Batismo, deveria vir o ensino das Palavras de Jesus (20a): “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”.
Através da pessoa do Espírito Santo, Jesus estaria com os seus discípulos todos os dias, até a consumação do século (20b). Estariam cumprindo a missão e acompanhados pelo Deus trino.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ___________________________

·         Precisamos obedecer a Jesus e nos retirar para está a sós com Ele. Somente na intimidade teremos revelações tremendas do Senhor.
·         Preciso aumentar a minha adoração e eliminar as minhas dúvidas. Preciso vigiar minha vida espiritual todos os dias, pois, posso estar diante de Jesus e ainda assim ter o coração cheio de dúvidas e medos.
·         Jesus tem toda autoridade. Não preciso temer nada. Estou aliançado com Aquele que é a autoridade final em todas as áreas de minha vida e da minha família.
·         Fui selado no nome da Santíssima Trindade em meu batismo. Preciso levar mais discípulos ao pacto do Batismo. Somente este pacto nos sela ao Deus Trino.
·         Além de batizar, preciso ensinar. O discipulado precisa ser meu estilo de vida. Preciso sempre estar discipulando alguém.
·         Tenho certeza que Jesus está comigo todos os dias até a consumação dos séculos. Não posso duvidar, nem temer. Através do Espírito Santo tenho intimidade diária com Jesus. Nele serei sempre vencedor.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________

            Senhor! Desejo ter momentos a sós contigo para aprender seus ensinamentos e aumentar minha intimidade com usa Palavra. Sei que muitas vezes sou assaltado pelas dúvidas, mas desejo ter meu coração em plena adoração e confiança. Sei que o Senhor tem toda a autoridade no céu e na terra, por isso sairei com fé para fazer discípulos e discípulas batizando em Seu Nome Trino. Quero também dedicar minha vida a ensinar seus princípios e valores. Tenho certeza que o Senhor está comigo. A Santíssima Trindade permanece em minha história de vida. E sou mais que vencedor. Louvado seja o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
            A Trindade está relacionada ao discipulado. Devemos crer no Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, fazer discípulos, ensinar e viver os valores do Evangelho. Que por nossa vida, mais pessoas sejam seladas pelo Batismo. Avante no discipulado!


terça-feira, 15 de maio de 2018

Dia de Pentecostes


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Pentecostes
Vem Espírito Santo!


                Depois de caminharmos sete semanas na Páscoa do Senhor, celebramos com muita alegria o Dia de Pentecostes. Esta festa judaica celebrava o dia quando Deus escreveu a Lei em tábuas de pedras no Monte Sinai. Exatamente neste dia, 50 dias após a Páscoa, o Espírito Santo veio e escreveu sua Lei em nosso coração. Ele havia prometido em Ezequiel 11.19: “E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne”.
                Antes de ir aos céus, Jesus mandou a igreja ficar em Jerusalém e esperar o revestimento do alto (Lc 24.49). João Batizou com água e Ele batizaria com o Espírito Santo com fogo (At 1.5).
Exatamente no dia de Pentecostes todos os discípulos foram cheios do Espírito Santo e falaram em outras línguas (At 2.4). Passaram a ser testemunhas em Jerusalém e até aos confins da terra (At 1.8). Esta promessa não foi apenas para os apóstolos, mas para todos os que creem em Jesus Cristo como Senhor e Salvador (At 2.39). É promessa para nossa vida.
                Hoje examinaremos três textos do Evangelho de João para aprendermos sobre a vinda do consolador.
·         Leitura do Evangelho: João 15.26,27 / João 16.12-15 / João 20.19-23


I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?________________________
Em João 15.26,27 Jesus diz que enviaria o Consolador da parte do Pai. Ele é chamado de Espírito da Verdade que dará testemunho de Jesus (26).
Através do Espírito Santo e da experiência que os apóstolos tiveram, eles dariam testemunhos de Jesus para a salvação do mundo (27).
A função do Espírito Santo da Verdade é ser o consolador (Paraklitos no grego) que auxiliará os discípulos a dar testemunho correto e com poder sobre a pessoa e ministério de Jesus. Consolador significa no original “exortador”.
Em João 16.12-15 Jesus diz que deseja ensinar muitas outras coisas, mas os discípulos não estavam preparados para suportar (12).
Mas viria o Espírito da Verdade que guiaria os discípulos em toda a verdade. A função do Espírito Santo seria instruir os discípulos em toda a verdade sobre a vida e missão da igreja e anunciar o que iria acontecer no futuro (13). Ele viria para dar as instruções que os discípulos não puderam reter anteriormente.  
Ele glorificaria Jesus em tudo. Receberia o “mistério” de Cristo e anunciaria aos discípulos. O que Jesus não pode falar porque os discípulos não estavam preparados, Jesus disse que o Espírito Santo falaria (14). / O Espírito Santo seria o transmissor fiel de tudo que recebeu do Pai e do Filho (15). / Por último, em João 20.19-23 o Evangelho narra a aparição de Jesus ressuscitado no primeiro domingo da Páscoa. Estavam trancados em uma casa com medo dos judeus. Jesus aparece e os envia como missionários ao mundo e depois lhes sopra o Espírito Santo dizendo: “Recebei o Espírito Santo” (22). Foi uma preparação para o grande dia de Pentecostes quando todos foram cheios do Espírito Santo e saíram pelo mundo como testemunhas da salvação em Cristo Jesus.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
                O que Deus falou com você neste Evangelho? ___________________________
·         O Espírito Santo é uma promessa de Jesus para a minha vida. Ele é o Espírito da Verdade e só me conduzirá pelo caminho da verdade. Nenhum erro ou mentira procede do Espírito Santo. O Espírito me dará testemunho sobre o ministério de Jesus sobre minha vida e minha igreja.
·         Através do Espírito Santo eu conseguirei dar testemunho correto sobre Jesus. O Espírito Santo me fará permanecer na doutrina de Jesus.
·         A função do Espírito Santo da Verdade é ser o meu consolador que me auxiliará a dar testemunho de Jesus.
·         O Espírito Santo irá me ensinar muitas coisas. Ele me explicará o Evangelho e me aprofundará no mistério da fé em Cristo Jesus.
·         Ele me conduzirá a toda a verdade.
·         O Espírito Santo me ajudará a glorificar Jesus em todas as áreas da minha vida.
·         Ele me transmitirá com fidelidade tudo que ouviu do Pai e do Filho. Ele nunca irá trabalhar em minha vida sem conexão com o Pai e o Filho.
·         Ele retirará de mim o medo e me enviará como missionário ao mundo. Ele estará comigo e serei frutífero na missão de fazer discípulos e discípulas.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
                Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________
Vem Espírito Divino! Senhor meu Pai, envia o Teu Espírito Santo como Jesus prometeu. Que Ele me conduza em toda a verdade. Que Nele eu aprenda todo o ministério de Jesus para minha vida. Que possa dar testemunho correto da doutrina de Jesus. Que Ele seja meu consolador e protetor. Ajuda-me a glorificar Jesus em todas as áreas de minha vida. Que o Espírito Santo me auxilie a estar sempre em comunhão com o Pai e com o Filho. Retira de mim o medo e me envie como testemunha fiel do Senhor para que eu possa ser cheio do poder e fazer muitos discípulos e discípulas. Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, na comunhão do Espírito Santo, agora e sempre. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
                Precisamos do Espírito Santo. É Ele quem fará sinais através de nossas vidas. Seremos frutíferos se deixarmos o Espírito Santo nos guiar. Que nossa oração seja: “Vem Espírito Santo”! Que todos nós sejamos batizados com o Espírito Santo e fogo!