terça-feira, 17 de outubro de 2017

29º Domingo Comum - Ano A


29º Domingo Comum
O Princípio da Honra
Is 45,1,5-6 / Sl 96.1-7 / Its 1.1-5 / Mateus 22.15-21

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Nossa relação com Deus segue o princípio da honra. Honramos a Deus com nossa vida, atitudes e com nossos dízimos e ofertas. Hoje iremos aprender este princípio espiritual e seremos desafiados a manter uma relação de honra com o Senhor.

I. Honrar a César e Honrar a Deus - Mateus 22.15-21
Os fariseus e herodianos (seitas judaicas) sabiam o que era honrar ao homem e ao governo romano. Eles honravam a César. Contudo, desonravam a Deus. Não aceitaram a palavra de Jesus e, com hipocrisia, desejavam enganá-lo. Por isso o Senhor diz (21): “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
Muitas vezes cumprimos os nossos compromissos com as coisas do mundo, mas não honramos a Deus. É mais fácil ir a uma festa do que ir a igreja. É mais fácil pagar uma conta do que entregar o dízimo e a oferta. É mais fácil ser pontual no trabalho do que pontual no início do culto. Atrasamos ao culto, mas não atrasamos ao trabalho. Honramos a César e desonramos a Deus.
Precisamos ser fiéis nas coisas seculares para não blasfemar o nome do Senhor, mas também devemos ser fiéis nos votos que fizemos ao Senhor. A fidelidade abre portas. Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.


II. Honrar a Deus e descansar - Isaías 45,1,5-6
O Rei Ciro II, o grande (600 a.C. a 530 d.C.) foi o rei da Pérsia que derrotou a Babilônia e trabalhou para o retorno dos judeus à Jerusalém.
O profeta Isaías, muitos anos antes, profetizou o seu nome, seu poder e seu auxílio ao povo judeu.
Deus daria a Ciro poder (2), riquezas (3) e uma missão específica. O Senhor diz (4,5): “Por amor do meu servo Jacó e de Israel, meu escolhido, eu te chamei pelo teu nome e te pus o sobrenome, ainda que não me conheces. Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que não me conheces”.
Ciro II, o grande, deveria honrar a Deus mesmo não sendo servo. “Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro” (6).
Precisamos aprender a honrar a Deus e descansar. Ele usa quem Ele quer para nos abençoar e para fazer suas promessas se realizarem em nossa vida. Precisamos apenas crer, confiar, honrar e descansar.


III. Honrar e Tributar ao Senhor - Salmo 96.1-3,7
Pagamos tributos e impostos aos homens. Mas devemos, com perseverança, tributar ao Senhor.
Com qual tributo iremos honrar ao Senhor?
O Salmo 96 nos ajuda a viver esta dimensão de honra a Deus.
Devemos cantar ao Senhor em todas as terras (1), bendizer seu nome e proclamar a sua salvação (2). Anunciar a sua glória e as suas maravilhas entre as nações (3).
Deus é maravilhoso e somos convidados a tributar a glória e a força ao Seu nome (7): “Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força”.
Como tributar glória e força? Vivendo os valores do Evangelho, glorificando a Deus com nossa boca, e entregando o dizimo e as ofertas que são frutos das nossas forças.


IV. Salvos para Honrar a Deus - I Tessalonicenses 1.1-5
Paulo inicia sua carta aos Tessalonicenses afirmando que esta igreja honrava ao Senhor. Ele diz (2): “Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar”.
A igreja tinha uma fé operosa, era abnegada em amor e firme na esperança em Cristo (3). Era uma igreja reconhecidamente eleita pela graça (4).
O Evangelho havia chegado aos Tessalonicenses não apenas com palavra, mas com poder no Espírito Santo e em plena convicção (5). O poder de Deus foi tão evidente que as vidas foram transformadas e viviam para honrar ao Senhor.
Quando somos alcançados verdadeiramente pela graça, nossa vida e atitude serão para honrar a Deus e fazer sua vontade.  Fomos salvos para honrar ao Senhor.

Conclusão:
Muitos são chamados cristãos, mas desonram a Deus com suas atitudes e palavras. Desonram falando palavrões, roubando o dízimo, desprezando as coisas de Deus, se atrasando nos trabalhos do Senhor. Quantas vezes somos fiéis e pontuais no trabalho secular e na escola, mas chegamos atrasados a igreja? Honramos mais a César do que a Deus.
Que possamos mudar toda a nossa vida. Que venhamos a nos reprogramar para vivemos no princípio da honra.

Oração 
Senhor de todo o poder e majestade, autor e dispensador de todo o bem; enxerta em nossos corações o amor do teu nome; aumenta em nós a verdadeira fé, nutre-nos com toda a bondade e frutifica em nós as boas obras; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 10 de outubro de 2017

28º Domingo Comum - Ano A

28º Domingo Comum
Juízo e Esperança
Is 25.6-10 / Sl 23 / Fl 4.12-20 / Mateus 22.1-14

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O Senhor Jesus voltará para buscar a Igreja e para exercer seu juízo sobre o mundo. A nossa salvação precisa nos levar à santidade. Com santidade passaremos pelo juízo de Deus e entraremos na vida eterna. Somos salvos pela graça para viver vida nova de santidade, justiça e amor. Como servos, temos certeza que encontraremos com o Pastor Jesus no dia do juízo. Hoje desejamos viver a mordomia cristã ofertando e dizimando para que o Reino de Deus cresça e alcance muitas vidas. A Palavra nos ensinará sobre o Juízo de Deus e a nossa esperança.

I. A Santidade exigida no Juízo - Mateus 22.1-14
Jesus conta uma parábola do rei que realizaria as bodas de seu filho e os convidados recusam estar presente na festa. Uns dizem que não desejam ir. Outros, tem afazeres mais importantes e outros ainda maltratam e matam os servos do rei que levavam os convites (1-6). Por isso o rei envia suas tropas e extermina os assassinos e lhes incendeia a cidade (7). Estes convidados são os judeus que não aceitaram Jesus como Senhor e Salvador e tiveram a cidade de Jerusalém destruída no ano 70 dC.
            Como os principais convidados não aceitaram, o rei convidou a todos, maus e bons, que encontrou pelo caminho (8-10). Estes são os gentios que foram evangelizados de todas as nações.
            Quando o rei foi ver os convidados, percebeu um sem a veste nupcial. Este foi expulso da festa e lançado nas trevas (11-13). Isso significa que a graça de Deus que nos convida, também exigirá nossa santidade. Fomos salvos pela graça para andar em santidade (com vestes nupcias). Fomos salvos pela graça, mas ninguém será salvo sem santidade.  
            Jesus conclui (14):”Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”. O Senhor só escolherá os santificados para as Bodas de Seu Filho Jesus com a Igreja.

II. A Separação dos Salvos e dos Perdidos no Juízo - Isaías 25.6-10
Isaías fala do juízo de Deus como um dia de banquete (6) assim como a parábola do Senhor Jesus em Mateus 22.
O profeta afirma que no Monte Sião o Senhor julgará todas as nações revelando seus pecados (7).
Para seus filhos e filhas, Ele destruirá a morte, tirará as lágrimas de todos os que choram e removerá a desonra (8).
            Naquele dia o povo de Deus dirá (9): “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos”.
            Contudo, os pecadores serão julgados e condenados (10).
            Haverá uma separação dos salvos e dos perdidos. O juízo de Deus é perfeito e justo. Por isso precisamos continuar a andar na santidade, no amor e na prática da justiça.

III. O Encontro com o Pastor no dia do Juízo - Salmo 23
            Os servos do Senhor, no dia final, terão a graça de ver Jesus como pastor e não como juiz. No dia do Juízo encontrarão com o Pastor Jesus.
            São as ovelhas que habitarão na glória, repousarão em pastos verdejantes e em águas tranquilas.
            Não haverá medo do juízo e do vale da sombra da morte.
            O salvo sabe que a bondade e misericórdia o seguirão todos os dias da sua vida e tem certeza que, em Cristo, habitará na Casa do SENHOR para todo o sempre.

IV. Vivendo e ofertando olhando para o dia do Juízo - Filipenses 4.12-20
Olhando para a vida eterna (para o dia do juízo), o discípulo consegue passar por qualquer situação.
Paulo diz aos filipenses (12,13): “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece”.
            Contemplando a obra de Deus e a volta do Senhor que julgará todas as coisas, a Igreja dos filipenses investiu financeiramente em Paulo através de ofertas.
Paulo agradece o investimento missionário que a igreja fez em sua vida e diz que a oferta abençoará os próprios filipenses (17), pois chegou a suas mãos como “aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus” (18).
            Por isso o apóstolo profetiza a prosperidade sobre a vida dos irmãos (19): “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”.
            Ofertar (e dizimar) é fruto da nossa fé no Senhor que voltará; e resulta em bênçãos em nossas próprias vidas. Ofertamos e dizimamos pela aliança que temos com o Senhor na igreja local.

Conclusão:
            Vivemos na esperança da vida eterna. Tudo no mundo é passageiro. O pecado tem deteriorado a sociedade e as famílias, e nós continuamos a apontar para a volta de Jesus. Na esperança do Juízo vindouro temos a alegria e a força para vivermos no presente de forma santa e agradável a Deus.

Oração
Ó Misericordioso Deus, concede que a tua Igreja, unida pelo Espírito Santo, manifeste o teu poder entre todos os povos, para a glória do teu nome. Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 3 de outubro de 2017

27º Domingo Comum - Ano A

27º Domingo Comum
Oportunidade Divina
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Is 5.1-7 / Sl 80 / Fl 4.6-9 / Mateus 21.33-43

Somos do Senhor. Sua graça exerce tudo que necessitamos para sermos felizes e frutíferos. Contudo, não podemos perder as oportunidades de Deus. Ele trabalha em nossa vida e espera nossa resposta em amor e santidade. Não podemos jogar fora as oportunidades. A Palavra de Deus hoje nos ensinará a viver dentro da expectativa de Deus e sermos abençoados.  

I. Os Lavradores que perderam a oportunidade - Mateus 21.33-43
A parábola de Jesus dirigida aos religiosos judeus, diz que um homem plantou uma vinha e construiu tudo que a vinha necessitava. Depois arrendou a uns lavradores e saiu do país (33) (os lavradores são o povo de Israel).
No tempo da colheita enviou seus servos para receber a parte dos frutos do arrendamento (34). Contudo, os lavradores malvados maltrataram a todos os servos enviados (35,36) (os servos são os profetas).
 Por último, enviou seu próprio filho pensando que seria respeitado. Mas os lavradores o mataram fora da vinha para ficar com a herança (37-39) (o filho morto fora da vinha é Jesus que seria crucificado fora dos muros de Jerusalém).
Jesus termina a parábola perguntando (40): “Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores”? Os religiosos judeus respondem (41): “Fará perecer horrivelmente a estes malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos.”  
O Senhor conclui citando o Salmo 118.22 (leia este texto).
Os religiosos judeus estariam jogando fora a grande oportunidade de receber o Messias (a principal pedra da construção), por isso Jesus disse (43): “o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo (os gentios) que lhe produza os respectivos frutos”.
Aqueles homens perderam a oportunidade de receber o Messias Jesus e serem salvos por Ele.
Assim também, Deus está sempre nos dando oportunidades. A porta da graça permanece aberta. Contudo, um dia será fechada pelo próprio Senhor.

II. A Vinha que perdeu a oportunidade - Isaías 5.1-7
Isaías, assim como Jesus, trabalha uma parábola sobre a vinha.
Ele diz que o amado teve uma vinha em uma terra fértil. Preparou a terra, as plantas foram escolhidas e o local equipado. Contudo, não nasceram uvas boas, e sim uvas bravas (1,2).
            Deus então manda o povo de Jerusalém julgar entre Ele e a vinha brava. Ele pergunta (4): “Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas (ruins, amargas, sem qualidade)”?
            O Senhor informa que destruirá a vinha e a transformará em pasto e deserto. Haverá espinhos e a terra não será regada pela chuva (5,6).
            A vinha é a casa de Israel e Jerusalém (7). Infelizmente não aproveitaram a oportunidade de Deus e no ano 588a.C a cidade de Jerusalém foi completamente destruída pelo exercido Caldeu. Os muros foram derrubados e a cidade virou um deserto.
            Deus fará de tudo para nós salvar. Jesus morreu na cruz para nos resgatar. Contudo, podemos fazer a escolha de aceitar ou rejeitar a oportunidade de Deus em nossa vida.

III. Oração por nova oportunidade - Salmo 80
O salmista constata que o povo havia perdido a oportunidade de Deus e ora por salvação e restauração (7). “Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos”.
Ele tinha certeza de que Deus estava indignado com o povo.
O Senhor havia exercitado o juízo sobre sua vinha como havia prometido (8-13) e agora só existia uma saída: clamar a Deus por uma nova oportunidade.
O salmista ora (14-19): “Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha; protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste. Está queimada, está decepada... Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti. E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome. Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos”.
Precisamos confiar na misericórdia de Deus, examinar nossa vida e aproveitar as novas oportunidades. Só Ele pode nos salvar e nos restaurar.

IV. Como viver a nova oportunidade dada por Deus - Filipenses 4.6-9
            Uma vez que nos voltamos para Deus e aceitamos Sua nova oportunidade, precisaremos reaprender a caminhar na graça.
            Paulo nos dá os seguintes ensinamentos: não devemos andar ansiosos, mas colocar tudo em oração com ação de graças (6). Desta forma receberemos a paz de Deus que guardará o nosso coração e mente (7).
Devemos também aprender a condicionar nossa mente para as coisas que edificam. Paulo diz (8): “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.
Somos a vinha do Senhor e precisamos viver a oportunidade que Deus está nos dando para crescer, multiplicar e dar muitos frutos para a sua Glória.

Conclusão:
            Aprendemos na Parábola do Senhor que os lavradores receberam tudo pronto e perfeito, mas não aproveitaram a bênção recebida e não corresponderam ao combinado. Também com o profeta Isaías vimos que a vinha recebeu a melhor terra e os maiores cuidados, mas não deu bons frutos. O salmista clama por uma nova oportunidade e Paulo nos ensina a viver esta nova graça de Deus em nossa vida. Devemos aprender com o povo de Israel, clamar por restauração e viver dentro da expectativa de Deus. Somente Nele seremos felizes.

Oração
Deus Onipotente, que deste teu único Filho não só em sacrifício pelo pecado, mas também para exemplo de santidade, dá-nos a graça de sempre receber com gratidão os frutos de sua obra redentora e de seguir diariamente os bem-aventurados passos de sua santíssima vida. Mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.


         

terça-feira, 26 de setembro de 2017

26º Domingo Comum - Ano A

26º Domingo Comum
A Bênção do Arrependimento
Ez 18.25-28 / Sl 25 / Fp 2.1-11 / Mt 21.28-32

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            O Ser humano é um pecador falido. Pode tentar todos os caminhos que nunca conseguirá vencer o pecado. Somente pela graça do Senhor alcançará a santidade. Deus deixou uma bênção para cada um de nós. A bênção do arrependimento. No grego é “metanóia” que significa fazer retorno, voltar, retornar. Todos que, ouvirem a Palavra de Deus e desejarem, podem, pela graça, retornar para o projeto inicial de Deus.
Nossa vida pode começar de novo. Não importa nossa idade ou nossos erros. Temos a bênção do arrependimento para voltar para Deus e começar um caminho novo e certo com Ele e com sua noiva, a igreja.

I. O Arrependimento abre as portas dos Céus - Mateus 21.28-32
Em Mateus 21.28-32 Jesus conta a parábola dos dois filhos. Um disse ao pai que iria trabalhar na vinha e não foi. O outro por sua vez, afirmou que não iria; mas se arrependeu e foi.
Jesus perguntou aos religiosos judeus (31): “Qual dos dois fez a vontade do pai”?
Eles responderam que foi o segundo filho. Então Jesus os exorta dizendo que pecadores iriam precedê-los no Reino de Deus por que creram e se arrependeram. Os religiosos por sua vez, viram as obras de Jesus e não se arrependeram de seus pecados.
            O que nos garante a entrada no Reino dos Céus não é nossa herança religiosa, mas nosso genuíno arrependimento. A bênção do arrependimento abre as portas dos céus. Um ímpio arrependido entrará no Reino dos Céus, enquanto um religioso na prática do pecado nunca acertará o caminho.

II. O Arrependimento traz Salvação - Ezequiel  18.25-28
Muitas pessoas apresentam desculpas para não entrar no caminho de Deus. Falam constantemente mal da igreja e de seus líderes para justificar sua falta de conversão.
Deus denuncia este pecado pela boca de Ezequiel (25): “dizeis: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora, ó casa de Israel: Não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos tortuosos”?
            Ele deixa claro que o justo que se desviar de sua justiça e voltar aos pecados morrerá por causa da iniquidade que cometeu (26).
            O que garante a vida é o arrependimento. Ezequiel diz (27): “Mas, convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, conservará ele a sua alma em vida. Pois se considera e se converte de todas as transgressões que cometeu, certamente, viverá; não será morto.
            O religioso que deixa a justiça não herdará a salvação por ser religioso. O perverso que se arrepende será salvo mediante a bênção do arrependimento, mesmo não tendo herança familiar religiosa. O que salva é o genuíno arrependimento.

III. A Oração do Arrependimento - Salmo 25
            O salmista nos ensina a fazer a oração do arrependimento. O Salmo 25 é uma oração de restauração espiritual.
            Na oração precisamos pedir a direção, o ensino e a salvação (4,5). Só Deus pode nos guiar por um caminho novo.
Devemos clamar pela Sua misericórdia (6) e pelo perdão completo (7). Ele é o único que pode perdoar nossos pecados.
            Precisamos, na oração, afirmar a bondade de Deus e confiar de que Ele irá nos ensinar o caminho certo (8,9).
            Devemos também acreditar que vale a pena guardar a aliança e os testemunhos do Senhor (10). O caminho do arrependimento traz instrução (12), prosperidade (13) e a intimidade de Deus (14).
Arrependimento é voltar para receber o perdão e a restauração (11, 16-18). Isso muda nossa vida e restaura nossa paz.

IV. O caminho do arrependimento aberto pelo Senhor Jesus - Filipenses 2.1-11
            Na cruz do Calvário o Senhor Jesus abriu o caminho para o nosso arrependimento e restauração. Ninguém poderia ser salvo e perdoado pelas cerimônias religiosas. A Salvação não é fruto do desejo humano. O nosso perdão é resultado do esforço de Deus em enviar Jesus Cristo.
            Jesus é o nosso modelo. Nossa vida cristã é baseada Nele (leia vv 1 ao5).
            Ele (6-8) “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.
            Pela cruz o caminho foi aberto para a nossa reconciliação com o Pai. (Leia Rm 5.1,2).

Conclusão:
            A principal mensagem do Senhor Jesus foi o arrependimento. Este é o único caminho de volta a Deus. Não é um mandamento, mas sim uma bênção. Todos podem voltar para Deus e ser salvos. Todos podem ter uma vida abençoada e vitoriosa. O caminho é o arrependimento genuíno. Uma “metanóia” do corpo e da alma. Um retorno vitorioso aos braços do Senhor.


Oração
Concede-nos, Senhor, te rogamos, a graça de pensar e executar sempre o que é justo e bom, para que nós, que sem ti nada podemos, por ti nos tornemos capazes de viver conforme a tua vontade; mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

25º Domingo Comum - Ano A

25º Domingo Comum
Soberania Divina
Is 55.6-9 / Sl 145 / Fp 1.20-27 / Mateus 20.1-16

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Deus é soberano. Tudo que Ele faz é perfeito. Muitas vezes não entendemos os mistérios de Deus, mas precisamos aceitar sua direção e obedecer a seus mandamentos. Crer na soberania de Deus causa saúde espiritual e emocional. Nem sempre compreendemos as coisas, mas devemos deixar que Ele controle tudo. No controle de Deus seremos sempre abençoados.

I. Soberania para Exercer Misericórdia - Mateus 20.1-16
Mateus fala da soberania de Deus em abençoar e exercer misericórdia.
Na parábola de Jesus o dono da vinha desejou abençoar a todos igualmente. Os que trabalharam muito receberam o combinado. Os que trabalharam pouco receberam o mesmo valor pela misericórdia de Deus. Não há injustiça. Há misericórdia.

Aprendemos que o Reino de Deus não é baseado no merecimento, mas na misericórdia. 
Os que trabalharam muito murmuraram contra o dono da casa. Porque não aceitaram a misericórdia do Senhor.
Assim também era a murmuração dos judeus com relação a salvação e aliança com os gentios.
Nunca deixe seu coração se rebelar contra a soberania de Deus. Tudo que Ele faz é perfeito e bom. Precisamos aceitar e descansar no Senhor. Aprenda a agradecer mais e reclamar menos. Confiar em sua misericórdia que é eterna e boa.

II. A Soberania de Deus e os nossos Pensamentos - Isaías 55.6-9
            Isaías nos ensina a invocar a Deus e aproveitar o convite da conversão. Aproveitar a porta da graça que está aberta para todos. Todos podem entrar no céu. Todos podem se batizar. Renovar a aliança com Deus. O caminho é a conversão (6,7): “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”.
            Precisamos também aceitar a soberania de Deus com relação aos nossos planos e propósitos. Os pensamentos do Senhor são mais altos do que o nosso pensamento.
Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Nossos planos nem sempre darão certos. Mas os planos de Deus para nós serão perfeitos e maravilhosos.
Precisamos confiar, descansar e fazer a nossa parte. Se envolva com a obra de Deus por completo. Seja batizado. Se aliance ao Senhor.

III. A Soberania de Deus e seu Reinado -  Salmo 145
O Salmo 145 é uma exaltação ao soberano Deus. Ele é rei. Por isso o salmista diz (1): “Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre”.
            A Sua grandeza é insondável (3) e todos as gerações o louvarão (4) e anunciarão a sua glória (5-7).
Em sua soberania, Ele abençoa a todos (9): “O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras”.
É um reino eterno (13). Ele todo poderoso e soberano, mas está perto de quem o invoca (18, 19): “Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele acode à vontade dos que o temem; atende-lhes o clamor e os salva”.
Precisamos apenas confiar Nele e fazer sua vontade. Seu reinado nunca terá fim. Vale a pena ter o rei Jesus em nossa vida.

IV. A Soberania de Deus e a nossa Tribulação -Filipenses 1.20-27
Paulo estava preso quando escreveu aos Filipenses. Mas tinha plena certeza na soberania de divina. Confiava e descansava no Senhor diante das tribulações.
            Sabia que nunca seria envergonhado nem na vida, nem na morte (20). Ele diz (21): “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.
            Entendia que morrer era “incomparavelmente melhor” (23), mas achava que deveria ficar um pouco mais tempo vivo para poder ministrar a igreja e trabalhar pelo progresso da fé dos irmãos. (24). “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne”.
            Confiando no Senhor a Igreja deveria viver por modo digno do evangelho de Cristo sendo firme em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica.
            Não importa a tribulação que passamos. Com Jesus é sempre vitória. Na morte ou na vida. Não deixe a igreja por causa das tribulações.

Conclusão:
            Hoje aprendemos a confiar na Soberania de Deus. Por Sua graça somos aceitos e amados. Seus pensamentos e caminhos são maiores do que os nossos. Precisamos apenas confiar. Mesmo nas tribulações somos vencedores. Nossa tarefa é continuar a caminhar na graça e no conhecimento do Senhor Jesus. Ele é o Rei da Glória!

Oração
Permite, ó Senhor, que a tua contínua misericórdia purifique e defenda a tua Igreja; e, porquanto ela não pode continuar em segurança sem teu socorro, preserva-a sempre com teu auxílio e bondade; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

24º Domingo Comum - Ano A

24º Domingo Comum
Perdão
Gn 33.1-10 / Sl 103.1-13 / Rm 14.7-9 / Mateus 18.21-35

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O tema desta semana é o perdão. Por várias vezes Jesus nos ensina que o perdão que exercemos sobre o próximo nos garante o perdão de Deus. Ele nos adverte: Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas (Mateus 6.15).
Somente caminhando no perdão poderemos ter uma vida de excelência espiritual, mental e psicológica.

I. Quantas vezes devemos perdoar? - Mateus 18.21-35
Em Mateus 18, Pedro pergunta quantas vezes devia perdoar seu irmão que havia pecado. A tradição judaica falava em sete vezes. Jesus responde (22): “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (490 vezes).
O Senhor está deixando claro que não se trata de quantas vezes meu irmão peca, mas que devemos ter sempre um espírito perdoador. Não podemos desistir de ninguém.
Para exemplificar a importância do perdão o Senhor conta a parábola do homem que foi muito perdoado pelo seu senhor, mas que não exerceu o perdão sobre o próximo que lhe devia muito menos (23-34). O seu senhor lhe diz: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti”?
Jesus nos adverte dizendo: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”.
Devemos perdoar no intimo (no coração) o irmão que nos ofendeu. Exercer a misericórdia assim como Jesus exerce Sua misericórdia sobre nossa vida.

II. O exemplo de Esaú - Gênesis 33.1-10
Jacó havia enganado Esaú e ficado com a bênção da primogenitura (a bênção dada ao filho mais velho) que pertencia a seu irmão (Gn 27.24-29). Por isso ele foi morar na casa do seu tio Labão.
Depois de vinte anos, Jacó recebe a direção de Deus para voltar para a sua terra em Canaã. Mas teria que enfrentar a fúria de seu irmão enganado.
Contudo, Gênesis 33 revela a atitude do coração de Esaú. Jacó fica morrendo de medo e Esaú estende as mãos da misericórdia. O v. 4 diz: “Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram”.
Esaú tem a graça do perdão. Deixa para trás o que passou. Ele é abençoado por Deus para poder abraçar seu irmão sem carregar sentimentos de mágoas ou ressentimento.
Esaú é um exemplo de como devemos tratar o nosso passado. Sempre quando olhar para trás, use os “óculos” do perdão e da reconciliação. Assim teremos condições de ser feliz.

III. O Caráter perdoador de Deus - Salmo 103
            O Salmo 103 revela que o caráter de Deus é de perdão e misericórdia.
Ele é quem perdoa todas as nossas iniquidades; quem sara todas as nossas enfermidades; quem da cova redime a nossa vida e nos coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a nossa velhice, de sorte que a nossa mocidade se renova como a da águia.
            Deus é misericordioso, compassivo e longânimo (8). Ele não fica conservando mágoas (9) e nem nos trata com vingança e ressentimento (10).
            Quem teme a Deus, sempre alcança a misericórdia (11).
            O Senhor retira de nós o pecado e se compadece como um pai compadece de seus filhos (12,13).

IV. Livres para perdoar - Romanos 14.7-9
            Em Romanos 14, Paulo nos ensina que a nossa vida terrena e nossa morte são direcionadas ao Senhor. Vivemos e morremos para Deus. Ninguém vive para si ou morre para si.
            Quando aprendermos que o nosso foco é o Senhor, então não existirá mais mágoas ou ressentimentos. Não vivemos para nós mesmos. Não defendemos mais nossos interesses mesquinhos. Nosso foco é Deus.
            Somos do Senhor e não precisamos mais ficar presos em mágoas ou ressentimentos. Vivos ou mortos somos de Jesus. Não pertencemos ao ser humano. Nossa pátria não está aqui. Nossa vida é de Deus.
            Podemos livremente perdoar a todos e seguir alegremente nossa vida rumo ao céu.  Somos livres para perdoar.

Conclusão:
            O Senhor nos ensinou a exigência do perdão. Vimos o exemplo de Esaú e Jacó e aprendemos que o caráter de Deus é de perdão e misericórdia. Hoje, em Cristo Jesus, somos livres para perdoar. Podemos viver uma vida em abundância e paz se praticarmos o que aprendemos. A mágoa e o ressentimento envelhecem nosso coração. Não deixa isso acontecer em sua vida.  

Ó Deus, protetor dos que em ti confiam, sem o qual nada é forte, nada é santo; acrescenta e multiplica a tua misericórdia para conosco, a fim de que, sob o teu governo e direção, vivamos esta vida de tal maneira que não percamos a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

23º Domingo Comum - Ano A

23º Domingo Comum
Reconciliação
Ez 33.7-9 / Sl 95.1-9 / Rm 13.8-10 / Mateus 18.15-20


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Reconciliação é o restabelecimento de boas relações entre pessoas que estavam separadas, afastadas, brigadas.
O ser humano estava separado de Deus por causa do pecado. Mas Deus nos reconciliou com Ele por meio de Cristo Jesus: “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. (2 Coríntios 5.19).
Paulo afirma que recebeu do Senhor o ministério da Reconciliação: “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5.18).
Éramos pessoas perdidas e alcançamos a reconciliação com Deus: “A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou”. Colossenses 1.21.
Hoje aprenderemos sobre a relação entre reconciliação, oração, santificação e amor.

I. Reconciliação e Oração - Mateus 18.15-20
Em Mateus 18 Jesus fala do processo da reconciliação (15-17). Se o irmão pecar devemos ir pessoalmente a ele. Se não ouvir, devemos levar testemunhas. Se ainda não ouvir deverá ser levado à igreja. Observamos que são três etapas visando a reconciliação.
Se as três etapas não adiantarem, então o irmão deve ser considerado um gentio e publicano.
Isso é desafiador. Gentio e publicano são pessoas que necessitam ser ganhas para Jesus novamente. Lembre-se: Jesus veio para os pecadores.  
            A reconciliação está relacionada a oração. O Senhor Jesus ensina sobre o poder da oração em concordância para ligar e desligar no mundo espiritual (18-19). Jesus disse (20): “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”.
            O Evangelho de hoje nos fala sobre o poder da unidade na decisão do perdão, na reconciliação e na oração.

II. Reconciliação e Evangelização - Ezequiel 33.7-9
O profeta Ezequiel (entre 593 – 573 aC) foi colocado como atalaia sobre a casa de Israel que estava cativa na Babilônia. Atalaia é o soldado que fica de vigia sobre o muro da cidade para dar os avisos necessários. Ezequiel foi um atalaia profético.
Como atalaia daria os avisos de Deus ao povo. Se não comunica-se a mensagem de Deus e o pecador morresse em seus pecados, a culpa seria do profeta (8).
Mas se pregasse a conversão ao pecador e este não se arrependesse então a culpa seria totalmente do pecador que morresse em suas iniquidades (9).
Nossa tarefa diária é convidar os pecadores ao arrependimento e a reconciliação de Deus. Se não fizermos a nossa parte, seremos cobrados pelo sangue dos pecadores mortos em suas ignorâncias. A evangelização dá oportunidade para o pecador para se reconciliar com Deus.

III. Reconciliação e Santidade - Salmo 95.1-9
Pelo fato de Deu ser o “Rochedo da nossa salvação” (1) e o criador de tudo (2-5), somente Ele deve ser adorado (6).
Nada pode ser colocado acima de Deus. Não podemos fazer de nada um ídolo. Precisamos nos santificar unicamente para ele. Santificação é separação.
O salmista faz um convite a reconciliação e santificação do povo de Israel (7-9): “Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras”.
Nosso coração não pode estar duro diante da exortação que vem de Deus. Fomos chamados à santidade.

IV. Reconciliação e amor - Romanos 13.8-10
            Paulo escrevendo aos Romanos no ano 56dC exorta a Igreja viver o amor. Somente o amor pode gerar em nosso coração o sentimento de reconciliação com Deus e com o próximo.
Paulo diz (8): “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei”.
            Se praticarmos o amor de Deus viveremos reconciliados. Quem está no amor de Deus não adultera, não mata, não furta e não cobiça. Todo mandamento se resume em: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (9).
Paulo diz que o amor não pratica o mal contra o próximo. O cumprimento da lei é o amor (10).
Com amor devemos andar em santidade, buscar o pecador perdido e viver a dádiva da reconciliação em todas as áreas de nossa vida.

Conclusão:
            O sacrifício de Jesus nos deu paz com Deus. Por isso Paulo afirma: Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus (Rm 5.1,2).
            Precisamos viver como filhos e filhas reconciliados com o Pai.


Oração
Deus Onipotente, fonte de toda a sabedoria, que tanto conheces de antemão as nossas necessidades, quanto nós ignoramos o que pedir; tem compaixão de nossas fraquezas, e concede-nos tudo o que, por indignidade ou cegueira nossa, não ousamos nem sabemos suplicar, senão pelos merecimentos de teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.