terça-feira, 17 de julho de 2018

16º Domingo Comum - Ano B


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16º Domingo Comum
O Regresso dos Apóstolos
Mc 6.30-34

No Evangelho de hoje os apóstolos regressam da Missão e prestam um relatório a Jesus. O texto fala também da necessidade do descanso, da solidão com Cristo e do ministério de sermos pastores para as multidões sofridas. Deus deseja que sejamos continuadores da obra de Jesus no mundo.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?_______
O Evangelho deste domingo apresenta-nos o regresso dos enviados de Jesus (Em Mc 6.7-13 eles foram enviados para a missão). Marcos chama-lhes, agora, de  “apóstolos” (enviados): é a única vez que a palavra aparece no Evangelho segundo Marcos. A missão correu bem e os “apóstolos” estão entusiasmados, mas naturalmente cansados.
O nosso texto começa com a narração do regresso dos discípulos que, entusiasmados, contam a Jesus a forma como se tinha desenrolado a missão que lhes fora confiada (vers. 30).
Na sequência, Jesus convida-os a irem com Ele para um lugar isolado e descansarem um pouco (vers. 31). A referência à necessidade de os “apóstolos” descansarem (pois nem sequer tinham tempo para comer) pretende ser um aviso contra o ativismo exagerado, que destrói as forças do corpo e do espírito e leva, tantas vezes, a perder o sentido da missão.
Os “apóstolos” são convidados por Jesus a irem com Ele para um lugar isolado. Não sabemos a onde ficava este lugar (Marcos não diz). Na realidade, o que interessa aqui não é o lugar geográfico, mas sim que esse “descanso” deve acontecer junto de Jesus. É ao lado de Jesus, escutando-O, dialogando com Ele, gozando da sua intimidade, que os discípulos recuperam as suas forças.
Os discípulos foram, com Jesus, para um lugar deserto (vers. 32); mas as multidões adivinharam para onde Jesus e os discípulos se dirigiam e chegaram primeiro (vers. 33).
As multidões tinham seguido Jesus e os discípulos a pé – quer dizer, deslocando-se à volta do Lago de Tiberíades, com o barco sempre à vista. Esta busca incansável e impaciente espelha a ânsia de vida que as pessoas sentem. Jesus, cheio de compaixão, interrompe seu descanso e compara a multidão a um rebanho sem pastor. O texto diz que ao desembarcar, Jesus viu as pessoas, teve compaixão delas (“porque eram como ovelhas sem pastor”) e pôs-se a ensiná-las (vers. 34).


II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________
Precisamos relatar a Jesus o resultado da missão que Ele colocou em nossas mãos para fazer. Prestaremos relatórios de tudo. 30 Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado.
Precisamos aprender a ter tempo para o descanso, o esporte, a caminhada e o silêncio com Deus. Nossa vida precisa ser de missão ativa e ao mesmo tempo de cuidado com o corpo e com a alma.  31 E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham.
Precisamos ter momentos solitários com Jesus. 32 Então, foram sós no barco para um lugar solitário.
Se tivermos Jesus, muitas pessoas irão procurar nossa ajuda e nosso socorro. 33 Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles.
Precisamos ter compaixão pelas pessoas. Ter tempo para ministrar e ensinar o Evangelho do Senhor. As pessoas são ovelhas que necessitam do nosso pastoreio. 34 Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.


III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

Senhor. Obrigado por ter me enviado a realizar a sua Missão. Desejo ser fiel e relatar tudo que tem acontecido em minha vida, inclusive meus pecados e minha falta de zelo. Desejo priorizar também meu tempo de descanso a sós com o Senhor. Minha intimidade com sua presença precisa aumentar todos os dias. Somente com o Senhor poderei ministrar ao mundo. Sei que as pessoas irão me procurar para ser a mão de Cristo que acolhe e pastoreia. Que eu tenha sempre compaixão pelas multidões e esteja disposto a ensinar Tua Palavra que cura e transforma. Por Jesus Cristo, Seu Único Filho, na unidade do Espírito Santo, agora e sempre. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

Conclusão:
            Os discípulos obedeceram e tiveram bênçãos para relatar. Que nossa vida seja de obediência ao Senhor. Esta precisa ser a nossa maior característica. Precisamos ser obedientes em todas as áreas, inclusive na fidelidade mensal aos dízimos e no trabalho na missão.  

terça-feira, 10 de julho de 2018

15º Domingo Comum - Ano B


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15º Domingo Comum - Ano B
A Missão dos Discípulos
Marcos 6.7-13


O Evangelho do 15º Domingo do Tempo Comum recorda-nos que Deus atua no mundo através dos homens e mulheres que Ele chama e envia como testemunhas do seu projeto de salvação. Esses “enviados” devem ter como grande prioridade a fidelidade ao projeto de Deus e não a defesa dos seus próprios interesses ou privilégios.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?_______

Marcos começa por deixar claro que a iniciativa do chamamento dos discípulos é de Jesus: Ele “chamou-os” (vers. 7). Não há qualquer explicação sobre os critérios que levaram a essa escolha: falar de vocação e de eleição é falar de um mistério insondável, que depende de Deus e que o homem nem sempre consegue compreender e explicar.
Depois, Marcos aponta o número dos discípulos que são enviados (“doze”). Porque exatamente “doze”? Trata-se de um número simbólico, que lembra as doze tribos que formavam o antigo Povo de Deus. Estes “doze” discípulos representam simbolicamente a totalidade do Povo de Deus, do novo Povo de Deus. É a totalidade do Povo de Deus que é enviada em missão.
Os “doze” são enviados “dois a dois”. É provável que o envio “dois a dois” tenha a ver com o costume judaico de viajar acompanhado, para ter ajuda e apoio em caso de necessidade; pode também pensar-se que esta exigência de partir em missão “dois a dois” tenha a ver com as exigências da lei judaica, de acordo com a qual eram necessárias duas testemunhas para dar credibilidade a qualquer anúncio (cf. Dt 19.15; Mt 18.16).
Logo após, Marcos define a missão que Jesus lhes confiou (“deu-lhes poder sobre os espíritos impuros”). A missão é um enfrentamento direto contra os demônios. Contudo, Deus deu aos apóstolos o poder sobre os espíritos imundos.
Em seguida, vêm as instruções para a missão (vers. 8-9). Na perspectiva de Jesus, os discípulos devem partir para a missão, num despojamento total de todos os bens e seguranças humanas… Podem levar um cajado (na versão de Mateus e de Lucas, os discípulos não deviam levar cajado – cf. Mt 10.10; Lc 9.3); mas não devem levar nem pão, nem alforje (duplo saco, fechado em ambas as extremidades e aberto no meio - por onde se dobra -, formando duas bolsas iguais; para ser carregado no ombro, para distribuir o peso dos dois lados), nem moedas (pequenas moedas de cobre que o viajante levava sempre consigo para as suas pequenas necessidades), nem duas túnicas.
Outra instrução refere-se ao comportamento dos discípulos diante da hospitalidade que lhes for oferecida (vers. 10-11). Quando forem acolhidos numa casa, devem aí permanecer algum tempo e não devem saltar de um lugar para o outro, ao sabor das amizades, dos interesses próprios ou alheios ou das suas próprias conveniências pessoais.
Quando não forem recebidos num lugar, devem “sacudir o pó dos pés” ao abandonar esse lugar: trata-se de um gesto que os judeus praticavam quando regressavam do território pagão e que simboliza a renúncia à impureza. Aqui, deve significar o repúdio pelo fechamento às propostas libertadoras de Deus.
Finalmente, Marcos descreve a realização da missão dos discípulos (vers. 12-13): pregavam a conversão (“metanoia” – isto é, uma mudança radical de mentalidade, de valores, de atitudes, um voltar-se para Jesus Cristo e um acolher o seu projeto), expulsavam demônios, curavam os doentes.
II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________

·         É Deus quem nos chama para sua obra. Não conseguimos compreender ou explicar. Precisamos apenas aceitar com gratidão a sua vocação.

·         Todo povo de Deus é enviado para a missão. A Missão de fazer discípulo pertence a cada novo discípulo. Somente fazendo discípulos temos a identidade de discípulo.

·         Nós nunca seremos enviados sozinhos. Deus sempre levantará companheiros para a Missão. A sua obra de abrir novas células e evangelizar sempre será de “dois a dois”.

·         Em qualquer caso, a exigência de partir em missão “dois a dois” sugere também que a evangelização e o discipulado tem sempre uma dimensão comunitária. Os discípulos nunca devem trabalhar sozinhos, à margem do resto da comunidade; não devem anunciar as suas ideias, mas a fé da Igreja. Quem anuncia o Evangelho, anuncia-o em nome da comunidade; e o seu anúncio deve estar em sintonia com a fé da comunidade.

·         No discipulado iremos enfrentar diretamente os demônios, mas recebemos autoridades sobre eles em Nome de Jesus.

·         Não preciso de nenhum recurso para fazer a missão. Preciso unicamente de obediência ao chamado. Os discípulos não puderam levar nem pão para a missão. Tudo seria fornecido por Deus. Precisavam apenas fazer a obra e confiar.

·         Para abrir novas células e congregações, precisamos apenas confiar na provisão e Deus.  

·         Precisamos ser livres da idolatria aos bens materiais. Os discípulos deveriam ser totalmente livres e não estar amarrados a bens materiais; caso contrário, a preocupação com os bens materiais podia roubar-lhes a liberdade e a disponibilidade para a missão. Por outro lado, essa atitude de pobreza e de despojamento ajudará também os discípulos a perceber que a eficácia da missão não depende da abundância dos bens materiais, mas sim da ação de Deus. A sobriedade e o desapego são sinais de que o discípulo confia em Deus e contribuem para dar credibilidade ao testemunho.

·         Precisamos obedecer as estratégias de Deus para a missão.

·         No anuncio do Evangelho vai a oportunidade e o julgamento. Precisamos também estar preparados para sacudir o pó dos nossos pés quando as pessoas se fecharem ao Evangelho.

·         Precisamos continuar a missão de Jesus, pregando o Evangelho e realizando os sinais de cura e libertação.


III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:__________________

Senhor. Aceito o Seu chamado para a minha vida. Sei que sou, com todo o povo de Deus, enviado para a missão de ganhar almas. Também sei que o Senhor providenciará companheiros que me auxiliarão na Missão. Nunca estarei sozinho. Sei que enfrentaremos demônios, mas também sei que o Senhor nos deu poder sobre os espíritos imundos. Que eu seja desprendido ao ponto de confiar mais no Senhor do que nos recursos financeiros. Livra-me da idolatria dos bens materiais. Que eu obedeça as estratégias do Senhor. Que eu seja forte para anunciar a tua Palavra e se necessário, sacudir o pó dos meus pés. Que eu seja fiel para continuar a missão de Jesus no mundo. Em Nome de Jesus Cristo, teu único filho, na unidade do Espírito Santo, a gora e sempre. Amém.


IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

Conclusão:
O anúncio que é confiado aos discípulos é o anúncio que Jesus fazia (o “Reino”); os gestos que os discípulos são convidados a fazer para anunciar o “Reino” são os mesmos que Jesus fez (curar enfermos e expulsar demônios). Ao apresentar a missão dos discípulos em paralelo e em absoluta continuidade com a missão de Jesus, somos desafiados a continuar na história a obra libertadora que Ele começou em favor do ser humano, fazendo novos discípulos e discípulas em todas as nações.

Fonte: http://www.dehonianos.org/portal/15o-domingo-do-tempo-comum-ano-b0/







terça-feira, 3 de julho de 2018

14º Domingo Comum - Ano B


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14º Domingo Comum
A Incredulidade dos Nazarenos
Marcos 6.1-6

Você já agiu com incredulidade?
O Evangelho de hoje nos levará a Nazaré. Ali morava a família do Senhor. Sua mãe, seu amado pai adotivo, seus irmãos e suas irmãs. Contudo, quando Jesus foi comentar a Palavra de Deus na sinagoga, foi desprezado pelos seus conhecidos. Por isso foi impedido de fazer milagres e curar os enfermos. Hoje aprendemos que nossa incredulidade tem o poder de impedir a ação de Deus em nossa vida.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?_______

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus retorna com os seus discípulos para Nazaré, a terra de sua infância (1). Deseja ensinar e realizar ali muitos sinais.
            Como um judeu fiel, o Senhor vai ao sábado na sinagoga ensinar.
            Seus ouvintes ficam maravilhados no sentido negativo da palavra. Significa que ficaram espantados e admirados. Diziam com dúvidas e preconceito (2): “Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos”?
            Conheciam Sua simplicidade, pobreza e origem humilde e ficaram escandalizados. Diziam entre si (3): “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs”?
            Jesus foi rejeitado pela incredulidade dos que lhe conheciam. Por isso Ele diz (4): “Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa”.
            A incredulidade impediu a ação de Cristo: “Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos” (5).
            Em várias passagens dos Evangelhos, o Senhor Jesus fica admirado com a fé de seus ouvintes. Em Nazaré Ele ficou admirado da incredulidade deles por isso foi embora e percorria outras aldeias a ensinar (6).
Apesar da incredulidade dos nazarenos, Jesus permaneceu fiel a sua missão indo pregar e ensinar em outras terras. Ele não se desviou do propósito por causa da incredulidade dos outros.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________

·         Jesus procura seus conhecidos de Nazaré. Isso significa que Ele nunca se esquece de nós. Estará sempre nos procurando para repartir conosco suas boas novas e os seus milagres.
·         Jesus amava a Sinagoga de Nazaré. Isso me ensina que devemos amar nossa igreja onde congregamos. Devemos fazer de tudo para que seja um lugar de paz e de alegria. Um lugar acolhedor e vivo. Lugar onde entregamos nos dízimos e sustentamos a obra.  
·         Os nazarenos ouviram as palavras de Jesus com preconceito. Isso me ensina que não devo ter preconceito em ouvir a Palavra de Deus, mesmo que seja pregada por um irmão simples e humilde.
·         Tenho que aceitar o fato de que Deus pode usar qualquer pessoa para falar ao meu coração, mesmo sendo ela simples.
·         A incredulidade dos nazarenos impediu a ação de Jesus. Isso me ensina que a minha incredulidade pode impedir a ação de Deus em minha vida. Os Seus planos podem nunca se cumprir em minha história se eu agir com incredulidade.
·         O Senhor ficou admirado com a incredulidade dos judeus de Nazaré. Preciso perguntar a mim mesmo: Jesus tem ficado admirado com a minha fé ou com a minha incredulidade? Com a minha confiança ou com a minha ansiedade? Com a minha paz ou com o meu nervosismo?    
·         Jesus não parou de pregar por causa da incredulidade dos nazarenos. Isso me ensina que também não posso mudar a rota da minha missão por causa da incredulidade e critica dos outros. Preciso ser fiel ao chamado divino.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:__________________

Senhor. Eu sei que o Senhor está sempre me procurando para me ensinar e para realizar seus sinais em minha vida. Que eu possa acolher Sua Palavra e seus profetas, sem preconceito. Que eu entenda que o Senhor pode usar qualquer pessoa que desejar. Não permita que minha incredulidade venha impedir a ação do Senhor em minha história. Quantas vezes a minha falta de fé tem fechado o céu para os Seus planos. Ajude-me a ser crente e fiel. Que eu permaneça na missão que o Senhor colocou em minha vida sem se desviar ou desanimar, por causa da incredulidade dos outros. Em Nome de Jesus, seu filho amado, na comunhão do Seu Espírito Santo. Um único Deus agora e sempre. Amém!

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

Conclusão:
Para os habitantes de Nazaré Jesus era apenas “o carpinteiro” da terra, que nunca tinha estudado com grandes mestres e que tinha uma família conhecida de todos, que não se distinguia em nada das outras famílias que habitavam na vila; por isso, não estavam dispostos a conceder que esse Jesus – perfeitamente conhecido, julgado e catalogado – lhes trouxesse qualquer coisa de novo e de diferente…
Isto deve fazer-nos pensar nos preconceitos com que, por vezes, abordamos os nossos irmãos, os julgamos, os catalogamos e etiquetamos… Que sejamos abertos para o agir de Deus, sem preconceito e sem incredulidade.  
           


terça-feira, 26 de junho de 2018

13º Domingo Comum - Ano B


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13º Domingo Comum
A Cura de Duas Mulheres
Mc 5.21-43

No Evangelho de hoje temos a Cura de duas mulheres. As duas beneficiárias das ações de Jesus neste Evangelho têm algo em comum: a primeira estava doente desde os 12 anos (ou tinha 12 anos de sofrimento) e a outra, a jovem filha de Jairo, morreu aos 12 anos, a idade em que se devia tornar mulher. Este Evangelho nos ensinará o poder da nossa fé e a autoridade de Jesus em dar a vida abundante.  

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________

            Após a tempestade, Jesus chega do outro lado do Mar da Galiléia. Um dos principais da Sinagoga chamado Jairo se ajoelha aos seis pés e insiste que Jesus vá a sua casa colocar as mãos em sua filhinha que estava a beira da morte (22). Ele faz a seguinte declaração de fé (23): “Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá”. Diante da declaração de fé Jesus o acompanha.
Esta declaração de fé deverá ser provada pelo tempo (Jesus tem que parar para conversar com a mulher curada do fluxo contínuo de sangue) e pela a morte da menina (quando chegam a menina já estava morta). A fé de Jairo teve que passar por estas duas provas.
No caminho para casa de Jairo, Jesus é comprimido pela multidão. No meio da multidão aparece uma mulher que sofria de hemorragia havia 12 anos (ou desde os 12 anos). Havia perdido todos os bens nas mãos dos médicos e sua doença piorava dia a dia. Ela havia ouvido a fama de Jesus e dizia consigo mesma (28): “Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada”. A hemorragia na mulher era considerada impureza ritual. Nenhuma pessoa podia tocar em uma mulher impura (leia Lv 15.19-27).
Com esta fé e força, conseguiu vir por trás de Jesus, por entre a multidão, quebrar as leis ritualísticas e tocar em suas vestes. Ficou curada no mesmo instante.
Jesus sentiu que foi tocado de forma diferente e perguntou: Quem me tocou nas vestes? Os discípulos não entenderam a pergunta, pois todos tocavam em Jesus. Mas o Senhor insiste e olha ao redor para ver quem havia lhe tocado de forma extraordinária.
A mulher, com medo, se prostra e confessa toda a verdade. Jesus apenas lhe diz (34): “Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal”. O milagre veio de Jesus, mas acionado pela fé da mulher.
Esta “demora” no atendimento a esta mulher, atrasou a ida de Jesus a casa de Jairo e com isso sua filha não aguentou e faleceu. Alguns de sua casa chegam a ele e dizem (35): “Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre”?

A declaração de fé de Jairo precisaria vencer as circunstâncias. Por isso Jesus lhe diz (36): “Não temas, crê somente”.
Para realizar o milagre o Senhor só permite a presença de Pedro, Tiago e João. Na chegada, encontram uma multidão chorando. Quando Jesus declara que ela não estava morte, no mesmo instante, os que “choravam e os que pranteavam muito”, começaram a rir dele. A incredulidade da multidão é maior do que a dor.
            Jesus os expulsa, entra no quarto com a mãe e o pai da menina e ministra: Talitá cumi! (Menina, eu te mando, levanta-te!).
            A menina ressuscitou, começou a andar e todos ficaram admirados. Jesus então ordena que não fosse divulgado o milagre e que dessem de comer a menina. A jovem de 12 anos foi ressuscitada para uma vida normal e abençoada.  

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________
·         Precisamos viver declarando a nossa fé, assim como fez Jairo.
·         Toda nossa declaração de fé será provada. Até quando durará a nossa fé?
·         Precisamos confiar no que ouvimos sobre Jesus nas páginas dos Evangelhos. A mulher do fluxo de sangue havia perdido tudo, mas confiou no que ouviu sobre Jesus.
·         Precisamos ter a fé para tocar em Jesus de forma diferente. Precisamos extrair a graça de Jesus mediante a nossa fé.
·         Jesus opera o milagre, mas é a nossa fé que aciona o milagre.
·         Muitas vezes achamos que Jesus demorou e que agora nada mais pode ser feito. Nós ouvimos: “Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre”?
·         Nossa fé precisa vencer as circunstâncias: “Não temas, crê somente”.
·         Muitas pessoas irão rir da nossa fé, mas precisamos permanecer firmes no propósito.
·         Precisamos discernir para entender quando precisaremos estar a sós com Jesus. Muitas vezes a multidão de incrédulos precisa ser expulsa da nossa vida.
·         A fé nos pertence, mas quem vai agir e ministrar é o Senhor Jesus. É Ele quem dirá: Talitá cumi! Preciso apenas permanecer crendo e obedecendo.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:__________________________________________________________

Senhor. Preciso viver declarando a minha fé inabalável em Jesus sabendo que minha fé passará por duras provas. Que eu possa acreditar e viver tudo que os Evangelhos narram sobre o Senhor. Que eu nunca venha perder a fé em Tua palavra e que consiga tocar em suas vestes de forma diferente. Que a minha fé acione o teu milagre. Sei que muitas pessoas irão zombar da minha fé, mas permanecerei firme no Senhor. Não temerei e crerei somente. Permanecerei crendo e obedecendo, sabendo que o Senhor fará a totalidade do milagre. Por Jesus Cristo, seu Filho amado, na comunhão do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
__________________________________________________________________

Conclusão:
            O Senhor Jesus está sempre valorizando a vida. No Evangelho Ele cura uma mulher que sofria há 12 anos e ressuscita uma menina de 12 anos. O número 12 fala de redenção e do povo eleito na Bíblia Sagrada. Ele nos cura e nos restaura para que sejamos parte do povo eleito. Somos o Israel de Deus (12 tribos) e seus enviados (12 apóstolos). Que através de nossas mãos, muitas vidas possam ser salvas e pertençam ao povo eleito de Deus. Nossa missão é adorar o Senhor e fazer discípulos.  





terça-feira, 19 de junho de 2018

12º Domingo Comum - Ano B


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12º Domingo Comum
Missão e Tempestade
Marcos 4.35-41

Deus preocupa-se com os dramas dos homens e das mulheres? Onde está Ele nos momentos de sofrimento e de dificuldade que enfrentamos ao longo da nossa vida?
O Evangelho desta semana diz-nos que, ao longo da sua caminhada pela terra, o homem não está perdido, sozinho, abandonado à sua sorte; mas Deus caminha ao seu lado, cuidando dele com amor de pai e oferecendo-lhe a cada passo a vida e a salvação. Nunca os discípulos serão abandonados nas tempestades da vida.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________________

O Evangelho começa com a indicação de que Jesus decidiu passar “à outra margem”. A “outra margem” (do lago de Tiberíades) é o território pagão da Decápole. A Decápole (“dez cidades”) era o nome dado ao território situado na Palestina oriental. O nome servia para designar uma liga de dez cidades, que se formou depois da conquista da Palestina pelos romanos, no ano 63 a.C.. As “dez cidades” que formavam esta liga eram helenísticas e não estavam sujeitas às leis judaicas. Era território pagão, considerado pelos judeus completamente à margem dos caminhos da salvação.
O episódio que Marcos nos narra passa-se durante a travessia do Lago de Tiberíades. O Lago de Tiberíades, designado frequentemente por “Mar da Galileia”, é um lago de água doce, alimentado sobretudo pelas águas do rio Jordão, com 12 quilômetros de largura e 21 quilômetros de comprimento.
As tempestades que se levantavam neste “mar” podiam aparecer subitamente e ser especialmente violentas. É importante sabermos o que o “mar” significava para a mentalidade judaica: era uma realidade assustadora, indomável, orgulhosa, desordenada, onde residiam os poderes caóticos que o homem não conseguia controlar e onde estavam os poderes maléficos que queriam destruir os homens… Só Deus, com o seu poder e majestade, podia pôr limites ao mar, dar-lhe ordens e libertar os homens dessas forças descontroladas do caos que o mar encerrava.
Mais do que um fato histórico, a narração que Marcos nos apresenta deve ser vista como uma página de discipulado. Usando elementos com uma forte carga simbólica (o mar, o barco, a tempestade, a noite, o sono de Jesus), Marcos apresenta-nos uma reflexão sobre a comunidade dos discípulos em marcha pela história.
Marcos escreve numa época em que a Igreja de Jesus enfrenta sérias “tempestades” (perseguição de Nero, problemas internos causados pela diferença de perspectivas entre judeu-cristãos e pagão-cristãos, dificuldades sentidas pelas comunidades em encontrar o caminho para o futuro…). Foi neste contexto que foi escrito e lido o Evangelho de Marcos.
Reparemos, em primeiro lugar, no “ambiente” em que Marcos nos situa: no mar, ao anoitecer (v.35). Situar o barco com Jesus e os discípulos “no mar”, é colocá-los num ambiente hostil, adverso, perigoso, caótico, rodeados pelas forças que lutam contra Deus e contra a felicidade do homem. Por outro lado, a “noite” é o tempo das trevas, da falta de luz; aparece como elemento ligado com o medo, com o desânimo, com a falta de perspectivas. O “mar” e a “noite” definem uma realidade de dificuldade, de hostilidade, de incompreensão.
No “barco” vão Jesus e os discípulos (v.36). O “barco” é, no discipulado cristão, o símbolo da comunidade de Jesus que navega pela história. Jesus está no “barco”, mas são os discípulos que se encarregam da navegação, pois é a eles que é confiada a tarefa de conduzir a comunidade pelo mar da vida.
O “barco” dirige-se “para a outra margem” (v 35b), ao encontro das terras dos pagãos. Com este dado Marcos alude, muito provavelmente, à missão dos discípulos cristãos, convidados por Jesus a ir ao encontro de todos os homens para lhes levar a Salvação.
Durante a travessia, Jesus “dorme” (v 38). O “sono” de Jesus durante a viagem refere-se, possivelmente, à sua aparente ausência ao longo da “viagem” que a comunidade cristã faz pela história. Com frequência os discípulos, ocupados em dirigir o “barco”, têm a sensação de que estão sós, abandonados à sua sorte e que Jesus não está com eles a enfrentar as vicissitudes da viagem. Na verdade, Jesus está com eles no “barco”; Ele prometeu ficar com eles “até ao fim do mundo”.
A “tempestade” (v 37) significa as dificuldades que o mundo opõe à missão dos discípulos. É provável que Marcos estivesse a pensar numa “tempestade” concreta, talvez a perseguição de Nero aos cristãos de Roma, durante a qual foram mortos Pedro e Paulo, bem como muitos outros cristãos (anos 64-68). A “tempestade” refere-se também a todos os momentos de crise, de perseguição, de hostilidade que os discípulos terão de enfrentar ao longo do seu caminho histórico, até ao fim dos tempos.
Jesus, despertado pelos discípulos, acalma a fúria do mar e do vento, com a sua Palavra imperiosa e dominadora (v. 39). Já dissemos atrás que, na teologia judaica, só Deus era capaz de dominar o mar e as forças hostis que se albergavam no mar. Jesus aparece assim, como o Deus que acompanha a difícil caminhada dos discípulos pelo mundo e que cuida deles no meio das dificuldades e da hostilidade do mundo.
Depois de acalmar o mar e o vento, Jesus dirige-Se aos discípulos e repreende-os pela sua falta de fé (v. 40: “porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?”). Os discípulos, depois da caminhada feita com Jesus, já deviam saber que Ele nunca está ausente, nem alheio da vida da sua comunidade. Eles não podem esquecer que, em todas as circunstâncias, Jesus vai com eles no mesmo “barco” e que, por isso, nada têm a temer. A comunidade de Jesus tem de estar consciente de que Jesus está sempre presente e que, portanto, as tempestades da história não poderão impedi-los de concretizar no mundo a missão que lhes foi confiada.
O nosso texto termina com o “temor” dos discípulos e a pergunta que eles fazem uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (vers. 41). O “temor” define o estado de espírito do homem diante da divindade. No universo bíblico, este “temor” não apresenta caráter de pânico ou de medo servil, mas encerra um misterioso poder de atração que se traduz em obediência, entrega, confiança, entusiasmo.
Tal atitude positiva deriva da experiência que o crente israelita tem de Deus: Jahwéh é um Deus presente, que guia o seu Povo com uma solicitude paternal e maternal. Por isso, o crente, se por um lado tem consciência da omnipotência de Deus, por outro lado sabe que pode confiar incondicionalmente n’Ele e entregar-se nas suas mãos.  A resposta à questão já está, portanto, dada: o “temor” dos discípulos significa que eles reconhecem que Jesus é o Deus presente no meio dos homens, e a quem os homens são convidados a aderir, a confiar, a obedecer com total entrega.


II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
            O que Deus falou com você neste Evangelho? ______________________________

·         Somos convidados a passar à outra margem do mar da Galiléia. Ir onde estão as pessoas sem luz e sem salvação.
·         Como discípulos, não podemos ficar comodamente instalados em nossos espaços seguros e protegidos, defendidos dos perigos do mundo e alheados aos problemas e necessidades dos homens. Temos que ser uma comunidade empenhada na transformação do mundo pela pregação do Evangelho.
·         Em nossa missão, encontraremos com muitas oposições e tempestades.
·         Muitas vezes, ao longo da caminhada, sentimos uma tremenda solidão e, confrontados com a oposição e as tempestades do mundo, vemos nossas fragilidades e impotências. Parece que Jesus nos abandonou; e o silêncio de Jesus desconcerta-os e angustia-os. Mas precisamos saber que Jesus está no barco. Sua presença é tão real na tempestade como na bonança.  
·         Muitas vezes ouviremos Jesus perguntar: “Ainda não tendes fé?” Se os discípulos tivessem fé, não teriam medo e não sentiriam a necessidade de “acordar” Jesus. Estariam conscientes da presença de Jesus ao seu lado em todos os momentos.
·         Este Evangelho nos convida a assumir, diante do Senhor Jesus que nos acompanha sempre, uma atitude de temor e de reconhecimento de que Ele é Deus, Ele está conosco e que somos mais do que vencedores.

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:________________________________

Senhor. Aceitamos o seu convide de passar a outra margem do lago e evangelizar as pessoas sem luz e sem salvação. Muitas vezes desejamos ficar no lugar seguro de nossos templos. Desejamos sair e buscar as pessoas que necessitam de salvação. Sabemos que encontraremos muitas oposições e tempestades. Algumas vezes nos sentiremos sozinhos e abatidos. Mas desejamos ter a nossa fé renovada de que, mesmo em meio a tempestade, o Senhor está conosco.  Sabemos que a nossa fé ainda não é como o Senhor deseja, mas temos visto seus milagres e o nosso coração tem se enchido de temor e amor pela tua obra. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
_________________________________________

Conclusão:
            Somos despertados para ir ao mundo levar o Evangelho. Somos orientados que na missão encontraremos muitas tempestades, mas Jesus está no barco, Confiamos em sua santa intervenção e seremos tremendamente abençoados na Missão. O medo precisa ser substituído pela confiança de que Jesus nos auxiliará a fazer muitos discípulos para sua honra e sua glória.  


terça-feira, 12 de junho de 2018

11º Domingo Comum - Ano B


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11º Domingo Comum
Parábolas das Sementes



O Evangelho de hoje apresenta o ensino sobre o Reino de Deus – essa realidade nova que o Senhor Jesus veio anunciar e propor. O Reino de Deus é um projeto que, avaliado à luz da lógica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele tem dentro de si o dinamismo de Deus e chegará a todo o mundo e a todos os corações. Sem alarde, sem pressa, sem publicidade, a semente lançada por Jesus fará com que tudo seja transformado até que venha o novo céu e a nova terra. Nossa tarefa é apenas continuar semeando. A gente semeia e Deus faz a obra. Esta confiança nos levará a vitória sempre.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?) – Leia agora Marcos 4.26-34

O que relata o texto do Evangelho?________________________

Jesus já vinha anunciando o reino de Deus. Neste Evangelho estão duas parábolas envolvendo sementes. Parábolas é uma linguagem pedagógica envolvendo figuras para facilitar o entendimento e também para carregar de forma oculta grandes verdades. Por isso que Jesus depois explicava em particular as parábolas aos seus discípulos.
A primeira parábola (versículos. 26-29) é a do grão que germina e cresce por si só. A parábola refere-se a intervenção do agricultor apenas no ato de semear e no ato de ceifar. Cala, de propósito, qualquer menção às demais ações do agricultor: arar a terra, regar a semente, tirar as ervas que a impedem de crescer.
O homem lança a semente e depois dorme. A semente germina sem que o homem saiba como. A terra por si mesma frutifica. O homem só volta para colher.
Ao narrador interessa apenas que, entre a sementeira e a colheita, a semente vá crescendo e amadurecendo, sem que o homem intervenha para impedir ou acelerar o processo.
A questão essencial não é o que o agricultor faz, mas o dinamismo vital da semente. O resultado final não depende dos esforços e da habilidade do homem, mas sim do dinamismo da semente que foi lançada à terra.
Desta forma, Jesus ensina que o Reino de Deus (a semente) é uma iniciativa divina: é Deus quem atua no silêncio da noite, no tumulto do dia ou na turbulência da história para que o Reino aconteça; e nenhum obstáculo poderá frustrar o seu plano.
Não adianta forçar o tempo ou os resultados: é Deus que dirige a marcha da história e que fará com que o Reino aconteça, de acordo com o seu tempo e o seu projeto.
Por isso, a parábola nos convida à serenidade e à confiança nesse Deus que não dorme nem se omite, e que não deixará de realizar, a seu tempo e de acordo com a sua lógica, o seu plano para os homens e para o mundo.
A segunda parábola (versículos 30-32) é a do grão de mostarda. Jesus diz que o reino de Deus é a menor semente da terra. Mas quando cresce torna-se maior do que todos, a ponto de acolher até as aves e seus ninhos.
Jesus pretende, fundamentalmente, pôr em relevo o contraste entre a pequenez da semente (a semente da mostarda negra tem um diâmetro aproximado de 1,6 milímetros e era a semente menor, no entendimento popular palestino); e a grandeza da árvore (nas margens do lago da Galileia alcançava uma altura de 2 a 4 metros).
A comparação serve para dizer que a semente do Reino lançada pelo anúncio de Jesus pode parecer uma realidade pequena e insignificante, mas está destinada a atingir todos os cantos do mundo, encarnando em cada pessoa, em cada povo, em cada sociedade, em cada cultura.
O Reino de Deus, ainda que tenha inícios modestos ou que se apresente com sinais de debilidade e pequenez aos olhos do mundo, tem uma força irresistível, pois encerra em si o dinamismo de Deus.
Além disso, a parábola revela que Deus serve-se de algo que é pequeno e insignificante aos olhos do mundo para concretizar os seus projetos de salvação e de graça em favor dos homens.
Assim são as células (os pequenos grupos) de nossa igreja. O Reino de Deus cresce, apesar de sua primeira aparência pequena e insignificante.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
           
O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

·         Não devemos nos preocupar com a forma como o reino vai crescer e se desenvolver. Precisamos apenas fazer a semeadura.
·         Devemos apenas confiar na eficácia da Palavra anunciada, conformar-se com o tempo e o ritmo de Deus, confiar na ação do Senhor e no dinamismo intrínseco da Palavra semeada.
·         Devemos respeitar o crescimento de cada pessoa, o seu processo de maturação e a sua busca. Não nos compete exigir que os outros caminhem ao nosso ritmo, que pensem como nós, que passem pelas mesmas experiências e exigências que para nós são válidas. O reino de Deus irá crescer na vida dos nossos discípulos.
·         Precisamos rever a nossa forma de olhar o mundo e os nossos irmãos. Por vezes, é naquilo que é pequeno, débil e aparentemente insignificante que Deus Se revela. Deus está nos pequenos, nos humildes, nos pobres, nos que renunciaram a esquemas de triunfalismo e de ostentação; e é deles que Deus Se serve para transformar o mundo.
·         Precisamos evitar a arrogância.  Atitudes de arrogância, de ambição desmedida, de poder a qualquer custo, não são sinais do Reino. Sempre que nos deixamos levar por tentações de grandeza, de orgulho, de prepotência, de vaidade, estamos frustrando o projeto de Deus e impedindo que o Reino de Deus se torne realidade no mundo e nas nossas vidas.


III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

Senhor. Ajuda-me a continuar a semear sem a ansiedade pelo crescimento rápido. Não deixe ficar preocupado com a forma como o reino vai crescer e se desenvolver. Que eu confie na eficácia e poder do seu reino. Que eu tenha a certeza de que o reino de Deus semeado irá crescer. Ensina-me a respeitar o crescimento individual de cada pessoal. Que eu seja um auxiliar neste crescimento, mas respeitando o ritmo de cada um.  Ajuda-me a enxergar naquilo que é pequeno e frágil o agir do seu reino que crescerá e abençoará o mundo. Que eu seja humilde e santo para esperar o tempo de Deus e continuar a semear o reino. Por Jesus Cristo nosso Senhor, na comunhão do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
Os versículos 33 e 34 dizem: “E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos”.
O Evangelho de Jesus são apenas palavras para o mundo, mas para nós, seus discípulos, são tesouros de sabedoria e poder de Deus. O Senhor, pelo Espírito Santo, explicará particularmente aos seus discípulos as verdades do Reino de Deus. Hoje aprendemos que devemos semear crendo que o reino irá crescer nos corações e no mundo. Não pare de semear e de confiar na operação de Deus.