6º Domingo Comum
Justiça que excede a dos Escribas e Fariseus
Mateus 5.17-37
Quem já precisou responder com um Sim desejando falar um Não?
Isso é mentira e pecado?
Agradar é mais importante do que falar a verdade?
6º Domingo do Tempo Comum:
Estamos na Escola de
Jesus. O Evangelho de hoje irá nos confrontar. Vai falar sobre o homicídio, o
adultério e sobre os juramentos. O pecado não começa no ato praticado. Pelo
contrário, ele tem início no coração. O Senhor Jesus ensina a identificar a raiz
do pecado e a viver uma vida reta e justa. Nosso objetivo deve ser viver em paz
com todos, mas falando a verdade visando agradar somente a Deus.
I. O que o Evangelho diz?
O Senhor Jesus está no monte com os seus
discípulos. Ele afirma que não veio revogar a Lei e os Profetas, ou seja, o
Antigo Testamento. Mas veio cumprir. Tudo precisaria ser cumprido a seu
respeito.
Por isso, quem observa toda a vontade de
Deus, até mesmo o menor mandamento, será considerado grande no reino dos céus.
Jesus afirma que os religiosos, os escribas e
os fariseus tinham a sua justiça, mas a justiça dos discípulos precisava
exceder em muito a deles. Se assim não fosse, jamais poderiam entrar no reino
dos céus. (20).
Como assim?
Jesus explica. Para os escribas e fariseus o
pecado de homicídio era matar alguém. Na justiça que excede a dos escribas e
fariseus, a ira já é um pecado de homicídio que precisa ser evitado. Jesus diz
(22): “Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu
irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão
estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará
sujeito ao inferno de fogo”.
Por isso que a reconciliação é mais urgente
do que a oferta (23-24).
Com relação ao
adultério, para a justiça dos escribas e fariseus, o pecado estava em realizar
o ato em si. Mas para a justiça que excede a dos religiosos, o Senhor Jesus
afirma (28): “Eu, porém, vos
digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já
adulterou com ela”.
Por que na justiça exigida por Jesus, não
poderiam deixar seus olhos e suas mãos os fazer tropeçar.
Para o Senhor Jesus a própria carta de
divorcio era um instrumento que levava ao adultério (31-32): “qualquer que
repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a
tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério”.
Outro exemplo: para os escribas e fariseus, o
juramento poderia ser livremente praticado. Na justiça exigida por Jesus, nunca
os discípulos poderiam jurar. Suas palavras precisariam ter autoridade em si
mesma sem exigência de juramentos (37): “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim;
não, não. O que disto passar vem do maligno”.
II.
O que o Evangelho me diz?
·
O que o Evangelho está falando comigo hoje?
·
Tenho praticado a justiça de Deus em minha
vida?
·
Tenho praticado o homicídio e o adultério do
coração?
·
O que significa dizer sim, sim e não, não?
·
Tenho que pedir perdão a alguém hoje?
·
O
Evangelho me diz que preciso me esforçar para que minha justiça exceda a dos
escribas e fariseus. Preciso vigiar meu coração. É no coração que nasce o
pecado.
III. Qual o compromisso que
assumirei?
Depois deste estudo, qual o compromisso que
assumirei com Deus?
Onde posso melhorar?
IV. O que digo a Deus depois da
meditação neste Evangelho?
Senhor.
Necessito de sua vida e graça para que minha justiça exceda a dos Escribas e
Fariseus. Ajuda-me a guardar meu coração puro. Preciso estar conectado com o
Senhor a todo o momento. Tem misericórdia de mim e me auxilie na caminhada da
fé. Por Jesus Cristo nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Um só Deus com
o Pai, agora e sempre. Amém.
Frase da Semana: “Tenho que servir a Deus com o meu coração
puro”.
Versículo para guardar no
coração: “Seja, porém, a tua
palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”. (Mt 5.37).
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