segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Evangelho do 23º Domingo Comum - ano A - A reconciliação do Pecador - Mateus 18.15-20

 

23º Domingo Comum

A reconciliação do Pecador

Mateus 18.15-20

 

Como ajudar uma irmã que vacilou na fé?

Você se considera um bom conselheiro?

Como proceder quando um irmão peca contra nós?

 

23º Domingo do Tempo Comum – Ano A: O Evangelho convida-nos a corrigir o irmão que erra com amor e discrição, priorizando sempre a sua restauração. Quando a comunidade se une em oração e perdão, reflete a própria comunhão celeste. Que saibamos viver essa unidade, exercitando a correção fraterna e acolhendo os que precisam da reconciliação.

 

I. O que o Evangelho diz?

            O Evangelho de hoje é um manual sobre reconciliação. A comunidade de discípulos era formada de irmãos e irmãs que, por serem limitados, erravam e feriam-se mutuamente.

            Por isso o Senhor ensina o caminho do confronto pessoal que leva à reconciliação em amor.

            Jesus diz (v. 15): “Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o em particular. Se ele ouvir, você ganhou o seu irmão”. A repreensão precisa ser em particular. Um confronto em amor. Se ele aceitar, a graça cobrirá todo mal com o perdão. Lembre-se de que ele havia cometido um pecado “contra você”. Não era para divulgar o pecado. Não era para fazer maledicência, mas para confrontar em particular.

            Caso o irmão decida não se arrepender, deve haver a presença de duas ou três testemunhas (v. 16). O confronto em amor deverá ser acompanhado pelas testemunhas para fortalecer a graça da reconciliação.

Contudo, se o irmão desejar permanecer no pecado, o assunto deve ser “exposto à igreja”. A Igreja aqui pode ser entendida como a assembleia ou até mesmo as autoridades da igreja (como John Wesley entendia). É uma nova tentativa de reconciliação em amor.

            Mas se ele “se recusar a ouvir também a igreja, considere-o como gentio e publicano”.

            Se o seu irmão pecou a ponto de se tornar um “gentio e publicano”, entenda que precisa ser alcançado pelo Evangelho da Salvação novamente. Lembre-se de que Jesus veio para os “gentios e publicanos” e não somente para o Israel da promessa.

            Jesus deu à igreja, e não somente a Pedro, a graça e o poder para ligar e desligar. Aqui o Evangelho revela o poder espiritual que ocorre quando alguém é desligado da igreja. Não é algo que pode ser desprezado. É gravíssimo.

            Jesus diz (v. 18): “Em verdade lhes digo que tudo o que ligarem na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligarem na terra terá sido desligado nos céus”.

            Este poder de unidade espiritual da igreja está relacionado à exclusão da pessoa que não deseja o caminho do amor e do arrependimento, bem como ao poder da oração em concordância.

            Jesus diz (v. 19-20): “Em verdade também lhes digo que, se dois de vocês, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que vierem a pedir, isso lhes será concedido por meu Pai, que está nos céus. 20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”.

 

II. O que o Evangelho me diz?

 

·         Compromisso com a discrição: Assumo o propósito de trabalhar ativamente pela reconciliação, confrontando em amor sem expor ou divulgar as falhas dos irmãos.

·         Erradicação da maledicência: Decido combater e vencer a fofoca e a maledicência, blindando minhas palavras contra a difamação.

·         Respeito ao método de Jesus: Comprometo-me a seguir rigorosamente as etapas do processo de reconciliação ensinado por Cristo, resistindo à pressa de queimar fases.

·         Insistência no diálogo: Compreendo que a exclusão ou o afastamento só ocorrem após esgotadas todas as tentativas pacientes de restauração.

·         Consciência da autoridade espiritual: Fico atento à seriedade e à gravidade do poder de ligar e desligar confiado por Deus à Sua Igreja.

·         Força na intercessão unida: Valorizo o poder da unidade e da concordância na oração, aplicando-o tanto ao ministério da reconciliação quanto à vida de intercessor.

 

III. Qual o compromisso que assumirei?

Depois deste estudo, qual o compromisso que assumirei com Deus?

Onde posso melhorar?

 

IV. O que digo a Deus depois da meditação neste Evangelho?

            Senhor meu Pai, ajuda-me a viver o Evangelho da reconciliação. Que eu tenha a graça de seguir todos os passos ensinados pelo Senhor Jesus sem cair na cilada da maledicência. Que minha vida seja utilizada para trazer os perdidos para o caminho do arrependimento. Que eu tema a Deus e respeite a Igreja, que tem as chaves para ligar e desligar. Ajuda-me a valorizar o poder da unidade na vida de oração. Desejo crescer na graça e no entendimento de Tua palavra. Por Seu Filho Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo, um só Deus contigo. Amém.

 

Frase da Semana: Preciso aprender a perdoar e a reconciliar os irmãos desviados na fé.

 

Versículo para guardar no coração: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18.20).  


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