terça-feira, 28 de setembro de 2021

Evangelho do 27º Domingo Comum - Ano B

 



27º Domingo Comum

A Vontade Perfeita de Deus para o Casamento

Marcos 10.2-16

 

O Evangelho do 27º Domingo do Tempo Comum (Ano B) apresenta como tema principal, o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher: formar uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que os ajude mutuamente a realizarem-se e a serem felizes. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.

Homens e mulheres são convidados a viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo. O fracasso dessa relação não está previsto nesse projeto ideal de Deus. O amor de um homem e de uma mulher que se comprometem diante de Deus e da sociedade deve ser um amor eterno e indestrutível, que é reflexo desse amor que Deus tem pelos homens. Este projeto de Deus não é uma realidade inatingível e impossível: há muitos casais que, dia a dia, no meio das dificuldades, lutam pelo seu amor e dão testemunho de um amor eterno e que nada consegue abalar.

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

Despedindo-se definitivamente da Galileia, Jesus continua o seu caminho para Jerusalém, ao encontro do seu destino final. O episódio de hoje situa-nos “na região da Judeia, para além do Jordão” (v.1) – isto é, no território transjordânico da Pereia, território governado por Herodes Antipas, o mesmo que havia assassinado João Batista quando este o criticou por haver abandonado a sua esposa legítima.

Aqui entram de novo em cena os fariseus, não para escutar as suas propostas, mas para experimentá-lo e para Lhe apanhar uma declaração comprometedora. O assunto seria sobre o matrimonio e o divórcio. O mesmo assunto que levou a morte de João Batista.

A Lei de Moisés permitia o divórcio (leia Dt 24.1), mas não era totalmente clara acerca das razões que poderiam fundamentar a rejeição da mulher pelo marido. A escola de Hillel, na época de Jesus, ensinava que qualquer motivo, mesmo o mais fútil (porque a esposa cozinhava mal ou porque o marido gostava mais de outra), servia para o homem despedir a mulher.

A mulher, por sua vez, era autorizada a obter o divórcio em tribunal somente no caso do marido estar afetado pela lepra ou exercer um ofício repugnante.

A questão dos fariseus era única: “por que a Lei de Moisés permitiu o divórcio”? Jesus responde (5): “Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento”. O divorcio existe por que fracassamos no amor. A causa é a dureza do nosso coração. Não foi um projeto de Deus, mas uma concessão.

O Senhor Jesus demonstra que este não era o projeto inicial de Deus (6-8). O homem e mulher se casam para ser uma só carne. O Senhor conclui (9): “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”.

Os discípulos não entendem Suas palavras. Iam totalmente contra a cultura da época que favorecia o divórcio de forma livre e espontânea. Por isso o interrogaram em casa (10).

O Senhor Jesus apenas acrescenta (11,12): “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério”.

Esta é a vontade perfeita de Deus para o seu povo.

            Ainda em casa, os pais começaram a levar suas crianças para serem abençoadas por Jesus e os discípulos tentavam impedir.

            O Senhor fica indignado e diz (14-15): “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele”. Jesus as recebe a abençoa.

As crianças são aqui, uma espécie de contraponto ao orgulho e arrogância com que os fariseus se apresentam a Jesus, bem como à dificuldade que os discípulos revelaram, nas cenas precedentes, para acolher a lógica do Reino… As crianças são simples, transparentes, sem calculismos; não têm prestígio ou privilégios a defender; entregam-se confiadamente nos braços do pai e dele esperam tudo, com amor. Por isso, as crianças são o modelo do discípulo.

O Reino de Deus é daqueles que, como as crianças, vivem com sinceridade e verdade, sem se preocuparem com a defesa dos seus interesses egoístas ou dos seus privilégios, acolhendo as propostas de Deus com simplicidade e amor. Quem não é “criança”, isto é, quem percorre caminhos tortuosos e calculistas, quem não renuncia ao orgulho e auto-suficiência, quem despreza a lógica de Deus e só conta com a lógica do mundo (também na questão do casamento e do divórcio), quem conduz a própria vida ao sabor de interesses e valores efêmeros, quem não aceita questionar os próprios raciocínios e preconceitos, não pode integrar a comunidade do Reino.

 

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ____

 

·         No mesmo local onde João Batista foi morto por criticar um divorcio e adultério, o Senhor Jesus é confrontado sobre este tema pelos fariseus. As situações se repetem. Nós também somos confrontados sobre muitas situações, a semelhança dos primeiros discípulos do Senhor Jesus.

·         Temos que nos preparar, por que sempre seremos experimentados pelo mundo para testar a nossa fé. Não posso ser um discípulo fraco na conversão.

·         Para as práticas do mundo, a mulher é explorada em todas as formas de violência. Mas para os discípulos de Jesus, o que vale, são valores do Reino de Deus.

·         Existe a vontade perfeita de Deus e a vontade permissiva de Deus. A vontade permissiva de Deus é baseada na dureza do nosso coração. Deus permite que eu faça minhas escolhas erradas. Mas Ele está sempre apontando o caminho certo.  

·         A vontade perfeita de Deus é que o casamento seja uma bênção de amor e tolerância.

·         Não posso impedir que pessoas recebam suas bênçãos. Não posso ser um impedimento assim como foram os discípulos para as crianças.

·         Tenho que receber o reino de Deus como uma criança. A lógica de Deus precisa ser maior do que a lógica do mundo. Uma criança sabe aceitar a vontade de Deus. Assim também devemos saber aceitar as recomendações de Jesus para o casamento.

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

Senhor. Desejo viver a Tua vontade perfeita em todas as áreas da minha vida. Sei que as situações se repetem e que serei provado em minha fé. Mas não deixa que eu venha fraquejar. Que eu entenda e viva a Tua vontade para o casamento. Que seja sábio e santo em minhas escolhas. Que viva a castidade santa (para os casados: ser fiel ao cônjuge. Para os solteiros: esperar o casamento para ter intimidade com a pessoa que amamos). Que a tua vontade perfeita seja feita em todas as áreas de minha vida e que eu seja simples como uma criança para receber a lógica do Reino de Deus. Em nome de Jesus, teu Filho amado, na Unidade do Espírito Santo. Amém.

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

_________________________________________

 

Conclusão:

            Os fariseus se aproximaram de Jesus com arrogância. Os pais das crianças se aproximaram com humildade. O Senhor ensina uma palavra difícil de ser aceita pela cultura dos discípulos e pela nossa cultura. Mas devemos receber estes ensinamentos como uma criança. Que possamos receber o Reino de Deus como uma criança para que tenhamos a graça de um dia entrar Nele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

26º Domingo Comum - Ano B

 



26º Domingo Comum

Como viver o Evangelho?

Marcos 9.38-48

 

No Evangelho de hoje estamos ainda em Cafarnaum (cf. Mc 9.33), a cidade de pescadores situada junto do Lago de Tiberíades. Jesus está “em casa” rodeado pelos discípulos. A ida para Jerusalém está próxima e os discípulos estão conscientes de que se aproximam tempos decisivos para esse projeto em que estão envolvidos.

Os discípulos ainda não conseguiram absorver os valores do Reino. Para eles, o seguimento de Jesus é uma opção que deverá traduzir-se na concretização de determinados sonhos de poder, de grandeza e de prestígio… Por isso, sentem-se inquietos e ciumentos quando encontram algo que possa colocar em causa os seus interesses, a sua autoridade, os seus “privilégios”.

Jesus vai, com paciência, tentando formar os discípulos na lógica do Reino. O texto de hoje é mais uma instrução que Jesus dirige aos discípulos no sentido de lhes mostrar os valores que eles devem ter no coração.

O Evangelista Marcos juntou aqui uma série de ditos de Jesus. Estes ensinamentos apresentam as exigências que os discípulos de Jesus devem considerar e que definem se eles pertencem ou não à comunidade do Reino de Deus.

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

            O Evangelho de hoje apresenta quatro ensinamentos aos discípulos.

            O primeiro ensinamento é sobre a tolerância (38-40). João e os outros discípulos encontraram um homem que, em nome de Jesus, expelia demônios, mas não pertencia ao grupo dos apóstolos. Por isso acharam no direito de o proibirem.

Jesus, ensinando a tolerância, diz que não deviam proibi-lo. Eles erraram pelo zelo intolerante. O Senhor diz: “porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim. Pois quem não é contra nós é por nós”.

            O segundo ensinamento é sobre a salvação (41). O Senhor declara que aquele que der de beber um copo de água, em Seu nome, aos seus discípulos, este de modo algum perderá o seu galardão. A relação com a obra de Deus e com os obreiros da obra de Deus determinará o galardão. Não existe relação com Cristo sem a relação com a obra de Cristo.

            O terceiro ensinamento é sobre os tropeços espirituais (42). Os discípulos não poderiam ser tropeços espirituais para os pequeninos crentes que desejavam o caminho da salvação. É melhor a morte do que fazer um pequenino crente se desviar: “melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar”.

            O quarto ensinamento é sobre a santificação (43-48). O Senhor ensina que a mão, o pé e os olhos podem fazer os discípulos tropeçarem. Por isso é melhor cortar as mãos, os pés e arrancar os olhos, do que todo o corpo todo ir para o inferno. O Senhor está usando uma hipérbole (exagero de linguagem figurativa) para falar sobre santificação. É melhor deixar de fazer o que as mãos, os pés e os olhos desejam, e com isso viver em santidade e poder entrar no reino dos céus, do que perder a salvação.

 

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ____

 

·         Devemos ser tolerantes com os cristãos que pensam diferentes de nós. As igrejas cristãs precisam se amar em Cristo e não ficar disputando os membros das outras igrejas.

·         Devemos ser tolerantes com todos, mas sempre falar a verdade em amor.

·         O galardão não está em apenas seguir a Cristo, mas em se relacionar com a obra de Cristo.

·         Dar um copo de água ao discípulo de Cristo significa amar a Cristo e participar de sua obra na terra através de seus discípulos e de sua igreja. Não dá para ter o galardão da salvação somente dentro de casa sem se envolver com os discípulos de Cristo. A celebração na igreja e o trabalho no Reino são indispensáveis para todos os salvos.

·         Não podemos ser tropeços para os crentes. Não posso enfraquecer a fé dos meus irmãos com criticas ou com mau exemplo.

·         Melhor é a morte do que fazer o irmão tropeçar na fé. Preciso ser um sustento para o irmão crer em Cristo e viver na igreja.

·         Quem retira os crentes da igreja comete pecado terrível contra Deus. Por isso preciso vigiar todas as minhas palavras e o que escrevo nas redes sociais. Ninguém poderá tropeçar na fé por causa da minha vida. 

·         Preciso abrir mão do que gosto de fazer com as mãos, os pés e os olhos, quando eu sei que isso desagrada a Deus.

·         É melhor abrir mão dos prazeres, das festas e das danças, do que levar todo o meu corpo a perecer no inferno.

·         Santificação é renúncia. Renúncia significa cortar tudo que me leva para longe de Deus.

 

            III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

                Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

                       

Senhor. Ensina-me a ser tolerante com as pessoas que pensam diferentes de mim. Que eu ame e respeite as pessoas que não seguem em meu grupo ou em minha comunidade de fé. Que eu ame a Cristo servindo a igreja e aos discípulos com o meu copo de água. Que meu relacionamento com o Senhor seja estabelecido no meu relacionamento com o próximo. Que eu não seja tropeço para os seus pequeninos crentes, mas possa ser estimulo e exemplo. Que eu abra mão do que gosto de fazer para poder fazer Tua vontade que é santa e perfeita. Ensina-me a viver na renuncia do mundo para herdar a vida eterna em Teu Nome. Por intermédio de Cristo, nosso Senhor, na Unidade do Espírito Santo. Um só Deus agora e sempre. Amém.

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

_________________________________________________

 

 

Conclusão:

No Evangelho de hoje fomos desafiados a vencer a intolerância, a se relacionar com a obra de Deus e com os discípulos de Jesus na comunidade da fé, a não sermos tropeços para os pequeninos crentes e a viver a radicalidade da santidade ao ponto de cortarmos tudo que nos afasta do propósito de Deus para a nossa vida. Fomos desafiados a viver o Evangelho de forma santa e radical no amor a Deus, no relacionamento com o próximo e a comunidade da fé.

 

 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

25º Domingo Comum - Ano B

 



25º Domingo Comum

A Lógica Divina

Marcos 9.30-37

 

O Evangelho de hoje apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projeto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos estão imbuídos da lógica do mundo e trabalham por esta opção carnal e mundana. O Senhor Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um verdadeiro serviço de discipulado. Esta é a provocadora mensagem deste Evangelho de hoje.  

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

O grupo dos discípulos já havia deixado Cesareia de Filipe (onde Jesus, pela primeira vez, tinha falado da sua paixão e morte, como lemos no Evangelho do domingo passado) e estava agora atravessando a Galileia. Muito provavelmente, a próxima ida para Jerusalém estava no horizonte dos discípulos e eles têm consciência de que em Jerusalém se vai jogar a cartada decisiva para esse projeto em que tinham decidido apostar. Nesta fase, todos acreditam ainda que Jesus irá entrar na cidade na pele de um Messias político, poderoso e invencível, capaz de libertar Israel, pela força das armas, do domínio romano. Estavam equivocados.

Ao longo dessa “caminhada para Jerusalém”, Jesus vai discipulando seus seguidores, ensinando-lhes os valores do Reino e mostrando-lhes, com gestos concretos, que o projeto do Pai não passa por esquemas de poder e de domínio.

Nos vv 30 e 31 Jesus passava pela Galiléia e não queria que ninguém soubesse. O motivo era porque ensinava seus discípulos sobre o sofrimento, morte e ressurreição que deveria passar em Jerusalém.  

Além dos discípulos não compreenderem, eles temiam interrogá-lo. Não compreendiam porque já haviam colocado na mente a lógica do mundo (de que Jesus seria um messias político). Não interrogavam Jesus por medo de sua lógica estar errada e serem repreendidos, assim como foi Pedro (32).

            Como a lógica do mundo era que Jesus seria o político libertador, eles já lutavam por cargos políticos. Pelo caminho discutiam quem era o maior. Quando Jesus pergunta “De que é que discorríeis pelo caminho”? Eles ficam em silêncio (34).

            A lógica de Deus é diferente. Não pode haver disputas e intrigas entre os discípulos de Jesus. Ele se assenta é diz aos doze (35): “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos”. Esta é a matemática do Reino dos Céus.

            Para ilustrar o modelo do Reino de Deus, Jesus demonstra que receber o seu projeto era tão simples como receber a simplicidade de uma criança. Ele coloca uma criança no meio deles, a pega nos braços e diz (37): “Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou”.

            É esta simplicidade que caracterizava o novo reino que seria implantado pelo Senhor Jesus.

 

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ____

 

·         Muitas vezes seguimos Jesus com as motivações erradas. Os discípulos estavam motivados pelo poder político do Messias.

·         O projeto do Pai não passa pelos projetos mesquinhos do mundo.

·         Muitas vezes ouvimos de Jesus o que não desejamos ouvir. Os discípulos não desejam ouvir sobre o sofrimento e a morte de Jesus. E nem perceberam a palavra ressurreição. O final da história não é a morte, mas a ressurreição.

·         Muitas vezes não entendemos as coisas espirituais e não temos intimidade para perguntar. Falta-nos o conhecimento e o desejo em obter o conhecimento.  Além dos discípulos não terem compreendidos, eles temiam interrogá-lo.

·         Por não compreendermos o Evangelho de Jesus, continuamos brigando por status e posições no Reino de Deus.

·         A lógica de Deus sempre irá confrontar com a nossa lógica mundana: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos”.

·         O Reino de Deus é simples. Ser crente e simples. É tão simples como receber uma criança em nome de Jesus. Nós é que complicamos com a religião e com nossas teologias.

·         A simplicidade do Evangelho é o pecador aceitar Jesus como Senhor e Salvador e ser salvo pela graça. Você já aceitou Jesus como teu único e suficiente salvador?

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

Senhor. Vê se há em mim motivações erradas. Não desejo seguir a lógica do mundo, mas sim a Lógica de Deus. Que meu coração esteja aberto a aprender contigo sobre o seu sofrimento, morte e ressurreição. Que eu possa entender as coisas espirituais e ter intimidade para perguntar sobre o que não entendo, devido a minha limitação humana e carnal. Muitas vezes as minhas tristezas, angústias e ansiedades é porque não entendo a tua vontade simples para a minha vida. A competição, ciúme e inveja não podem dominar meu coração. Que eu entenda e internalize em meu coração, que para ser o primeiro, preciso ser o último e servo de todos. Que eu compreenda que o Teu Reino é simples como receber uma criança em Teu nome. Ajude-me a crescer na graça e no conhecimento do mistério de Cristo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

_________________________________________

 

Conclusão:

            A lógica do Reino de Deus é totalmente diferente da lógica do mundo. Que a sabedoria do mundo não venha dominar nossa vida e nosso ministério. Que possamos aprender a ser discípulo integral e fazer novos discípulos para o Reino dentro da Sabedoria e da lógica divina. 

 


terça-feira, 7 de setembro de 2021

24º Domingo do Tempo Comum - ANo B

 


24º Domingo Comum

Quem dizeis que eu sou?

Marcos 8.27-35

 

            O Evangelho nos levará a conhecer quem é Jesus de fato. Uma coisa é a opinião dos homens, outra coisa é a revelação do Pai. Preciso fazer minha escolha. Ou eu creio na opinião dos homens e das religiões, ou aceito a revelação da Palavra de Deus. Meu conhecimento sobre a pessoa de Jesus determinará meu relacionamento com Ele. Por isso é fundamental saber quem é Jesus.

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

Jesus leva seus discípulos para o extremo norte de Israel, para as aldeias de Cesaréia de Filipe (atual Banias, entre a Síria e o Líbano). Ali tem uma das nascentes do rio Jordão. Na época existia neste local o Templo ao deus PAN.

Em direção a estas aldeias, o Senhor pergunta (27): “Quem dizem os homens que sou eu”?

            Como o Senhor realizava muitos milagres e prodígios, as pessoas já tinham uma opinião formada sobre sua pessoa. Cada um pensava de Jesus de uma forma diferente. Uns acreditavam que ele fosse o João Batista que havia ressuscitado; outros achavam que fosse o profeta Elias que havia voltado; mas outros: Algum dos profetas (28). Eram opiniões boas e dignas, mas estavam errados.

            Jesus fez a primeira pergunta apenas para provocar a mente dos discípulos para a segunda pergunta (29): “Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou”?

Não era mais importante saber o que as pessoas diziam ser Ele, mas quem Ele era para seus discípulos; como os seus discípulos o viam.

Pedro responde (29): “Tu és o Cristo”. Cristo é a palavra grega que traduzia a palavra hebraica Messias. Significa o “ungido” de Deus que o povo de Israel esperava ansiosamente. Não há dúvida. Verdadeiramente Jesus é o Messias de Israel.

No Evangelho de Mateus 16.17-19, Jesus diz a Pedro: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. Pedro respondeu corretamente porque havia recebido uma revelação direta do Pai.

Ainda não era a hora de o povo saber que o Senhor Jesus era o Cristo, por isso advertiu-os de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito (30).

Logo após esta maravilhosa revelação (de que Jesus era o Messias), o Senhor começou a ensinar que era necessário que sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. E isto ele expunha claramente (31,32).

Mas os judeus esperavam um messias político que viria para reinar fisicamente sobre Israel. Como Jesus, sendo o Cristo, iria sofrer, morrer e ressuscitar?

 Por isso, Pedro não entendendo a ligação entre o Cristo e o sofrimento, e dando lugar ao diabo, o chamou a parte e começou a reprová-lo (32).

Jesus repreende duramente a Pedro dizendo (33): “Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”. Pedro estava dando lugar a Satanás em sua vida. O inimigo só conhece as coisas dos homens e não as coisas de Deus.

O Senhor então passa a ensinar sobre a cruz e o sofrimento. Seguir Jesus não era a glória terrena, mas a cruz. Um dia teremos a vitória gloriosa no céu, mas na terra o discípulo tem que aprender a negar a si mesmo, tomar a cruz e seguir (34). Jesus diz (35): “Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á”.

 

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ____

 

·         Jesus nos leva a intimidade para nos ensinar, assim como levou seus discípulos para Cesaréia de Filipe. Precisamos ter momentos de intimidade com o Senhor.

·         As pessoas podem ter opiniões boas e dignas sobre o Senhor Jesus, mas estas opiniões podem estar totalmente erradas.

·         O importante não é saber o que as pessoas pensam sobre Jesus. O que importa é quem Jesus é para mim. Qual é meu relacionamento com Ele.

·         Jesus não pode ser, para nós,  nada menos do que o Messias de Israel, o Cristo de Deus. Precisamos confessar de que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. O Deus encarnado. Aquele que veio para nos salvar.

·         Precisamos confessar e aceitar Jesus como Senhor e Salvador. Como o Cristo vindo de Deus. Você já faz esta confissão?

·         Temos a doutrina correta porque o Pai nos revelou em Sua Palavra. Assim com o Pai revelou a Pedro a verdadeira identidade do Senhor Jesus. Só conhecemos Deus através da revelação da Palavra de Deus. Você tem lido a Bíblia todos os dias?

·         Jesus, como Messias, veio para sofrer, morrer e ressuscitar. Ele passou pela dor para nos salvar.

·         Cuidado! Muitas vezes não entendemos a Palavra de Deus e podemos ser enganados por Satanás. Não podemos dar lugar ao diabo.

·         Jesus repreende duramente Pedro. Assim também precisamos estar abertos às correções de Deus em nossa vida. Deus sempre corrige seus filhos.

·         Precisamos aprender a negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguir o caminho do discipulado.

·         Quando perdemos a nossa vida por Cristo e pelo Evangelho, alcançamos a verdadeira vida. A vida eterna.

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

            Senhor. Desejo andar em intimidade contigo para conhecer suas revelações e fazer sua vontade. Que eu saiba ensinar as pessoas ao meu redor a conhecer quem verdadeiramente é Jesus. Que eu te conheça mediante a revelação de Sua Palavra e a intimidade da oração. O Senhor é o messias enviado do céu. Confesso e aceito Jesus como meu Senhor e Salvador. Sei que o Jesus veio sofrer e muitas vezes não entendemos seu sofrimento. Que eu não venha dar lugar ao inimigo falando do que não sei. Que eu possa sempre ser repreendido pelo Senhor para não deixar seus caminhos. Que aprenda a negar a mim mesmo, tomar a minha cruz e segui-lo. Que eu possa aprender a perder a vida por Cristo e por Seu Evangelho para alcançar a vida eterna e verdadeira. Em Nome de Jesus, Teu Filho amado, na Unidade do Espírito Santo. Um só Deus agora e sempre. Amém!

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

_________________________________________

 

Conclusão:

            Ser discípulo do Senhor Jesus é confessá-lo como Messias, viver negando a nós mesmos, tomando a cruz e seguindo-o. Não basta crer em Jesus e aceitá-lo. Precisamos viver o Evangelho (negação de si mesmo / cruz / seguimento)

            Que possamos viver a radicalidade do Evangelho do Senhor em todas as áreas de nossa vida. Em Nome de Jesus.