terça-feira, 19 de setembro de 2017

25º Domingo Comum - Ano A

25º Domingo Comum
Soberania Divina
Is 55.6-9 / Sl 145 / Fp 1.20-27 / Mateus 20.1-16

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Deus é soberano. Tudo que Ele faz é perfeito. Muitas vezes não entendemos os mistérios de Deus, mas precisamos aceitar sua direção e obedecer a seus mandamentos. Crer na soberania de Deus causa saúde espiritual e emocional. Nem sempre compreendemos as coisas, mas devemos deixar que Ele controle tudo. No controle de Deus seremos sempre abençoados.

I. Soberania para Exercer Misericórdia - Mateus 20.1-16
Mateus fala da soberania de Deus em abençoar e exercer misericórdia.
Na parábola de Jesus o dono da vinha desejou abençoar a todos igualmente. Os que trabalharam muito receberam o combinado. Os que trabalharam pouco receberam o mesmo valor pela misericórdia de Deus. Não há injustiça. Há misericórdia.

Aprendemos que o Reino de Deus não é baseado no merecimento, mas na misericórdia. 
Os que trabalharam muito murmuraram contra o dono da casa. Porque não aceitaram a misericórdia do Senhor.
Assim também era a murmuração dos judeus com relação a salvação e aliança com os gentios.
Nunca deixe seu coração se rebelar contra a soberania de Deus. Tudo que Ele faz é perfeito e bom. Precisamos aceitar e descansar no Senhor. Aprenda a agradecer mais e reclamar menos. Confiar em sua misericórdia que é eterna e boa.

II. A Soberania de Deus e os nossos Pensamentos - Isaías 55.6-9
            Isaías nos ensina a invocar a Deus e aproveitar o convite da conversão. Aproveitar a porta da graça que está aberta para todos. Todos podem entrar no céu. Todos podem se batizar. Renovar a aliança com Deus. O caminho é a conversão (6,7): “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”.
            Precisamos também aceitar a soberania de Deus com relação aos nossos planos e propósitos. Os pensamentos do Senhor são mais altos do que o nosso pensamento.
Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Nossos planos nem sempre darão certos. Mas os planos de Deus para nós serão perfeitos e maravilhosos.
Precisamos confiar, descansar e fazer a nossa parte. Se envolva com a obra de Deus por completo. Seja batizado. Se aliance ao Senhor.

III. A Soberania de Deus e seu Reinado -  Salmo 145
O Salmo 145 é uma exaltação ao soberano Deus. Ele é rei. Por isso o salmista diz (1): “Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre”.
            A Sua grandeza é insondável (3) e todos as gerações o louvarão (4) e anunciarão a sua glória (5-7).
Em sua soberania, Ele abençoa a todos (9): “O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras”.
É um reino eterno (13). Ele todo poderoso e soberano, mas está perto de quem o invoca (18, 19): “Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele acode à vontade dos que o temem; atende-lhes o clamor e os salva”.
Precisamos apenas confiar Nele e fazer sua vontade. Seu reinado nunca terá fim. Vale a pena ter o rei Jesus em nossa vida.

IV. A Soberania de Deus e a nossa Tribulação -Filipenses 1.20-27
Paulo estava preso quando escreveu aos Filipenses. Mas tinha plena certeza na soberania de divina. Confiava e descansava no Senhor diante das tribulações.
            Sabia que nunca seria envergonhado nem na vida, nem na morte (20). Ele diz (21): “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.
            Entendia que morrer era “incomparavelmente melhor” (23), mas achava que deveria ficar um pouco mais tempo vivo para poder ministrar a igreja e trabalhar pelo progresso da fé dos irmãos. (24). “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne”.
            Confiando no Senhor a Igreja deveria viver por modo digno do evangelho de Cristo sendo firme em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica.
            Não importa a tribulação que passamos. Com Jesus é sempre vitória. Na morte ou na vida. Não deixe a igreja por causa das tribulações.

Conclusão:
            Hoje aprendemos a confiar na Soberania de Deus. Por Sua graça somos aceitos e amados. Seus pensamentos e caminhos são maiores do que os nossos. Precisamos apenas confiar. Mesmo nas tribulações somos vencedores. Nossa tarefa é continuar a caminhar na graça e no conhecimento do Senhor Jesus. Ele é o Rei da Glória!

Oração
Permite, ó Senhor, que a tua contínua misericórdia purifique e defenda a tua Igreja; e, porquanto ela não pode continuar em segurança sem teu socorro, preserva-a sempre com teu auxílio e bondade; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

24º Domingo Comum - Ano A

24º Domingo Comum
Perdão
Gn 33.1-10 / Sl 103.1-13 / Rm 14.7-9 / Mateus 18.21-35

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O tema desta semana é o perdão. Por várias vezes Jesus nos ensina que o perdão que exercemos sobre o próximo nos garante o perdão de Deus. Ele nos adverte: Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas (Mateus 6.15).
Somente caminhando no perdão poderemos ter uma vida de excelência espiritual, mental e psicológica.

I. Quantas vezes devemos perdoar? - Mateus 18.21-35
Em Mateus 18, Pedro pergunta quantas vezes devia perdoar seu irmão que havia pecado. A tradição judaica falava em sete vezes. Jesus responde (22): “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (490 vezes).
O Senhor está deixando claro que não se trata de quantas vezes meu irmão peca, mas que devemos ter sempre um espírito perdoador. Não podemos desistir de ninguém.
Para exemplificar a importância do perdão o Senhor conta a parábola do homem que foi muito perdoado pelo seu senhor, mas que não exerceu o perdão sobre o próximo que lhe devia muito menos (23-34). O seu senhor lhe diz: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti”?
Jesus nos adverte dizendo: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”.
Devemos perdoar no intimo (no coração) o irmão que nos ofendeu. Exercer a misericórdia assim como Jesus exerce Sua misericórdia sobre nossa vida.

II. O exemplo de Esaú - Gênesis 33.1-10
Jacó havia enganado Esaú e ficado com a bênção da primogenitura (a bênção dada ao filho mais velho) que pertencia a seu irmão (Gn 27.24-29). Por isso ele foi morar na casa do seu tio Labão.
Depois de vinte anos, Jacó recebe a direção de Deus para voltar para a sua terra em Canaã. Mas teria que enfrentar a fúria de seu irmão enganado.
Contudo, Gênesis 33 revela a atitude do coração de Esaú. Jacó fica morrendo de medo e Esaú estende as mãos da misericórdia. O v. 4 diz: “Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram”.
Esaú tem a graça do perdão. Deixa para trás o que passou. Ele é abençoado por Deus para poder abraçar seu irmão sem carregar sentimentos de mágoas ou ressentimento.
Esaú é um exemplo de como devemos tratar o nosso passado. Sempre quando olhar para trás, use os “óculos” do perdão e da reconciliação. Assim teremos condições de ser feliz.

III. O Caráter perdoador de Deus - Salmo 103
            O Salmo 103 revela que o caráter de Deus é de perdão e misericórdia.
Ele é quem perdoa todas as nossas iniquidades; quem sara todas as nossas enfermidades; quem da cova redime a nossa vida e nos coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a nossa velhice, de sorte que a nossa mocidade se renova como a da águia.
            Deus é misericordioso, compassivo e longânimo (8). Ele não fica conservando mágoas (9) e nem nos trata com vingança e ressentimento (10).
            Quem teme a Deus, sempre alcança a misericórdia (11).
            O Senhor retira de nós o pecado e se compadece como um pai compadece de seus filhos (12,13).

IV. Livres para perdoar - Romanos 14.7-9
            Em Romanos 14, Paulo nos ensina que a nossa vida terrena e nossa morte são direcionadas ao Senhor. Vivemos e morremos para Deus. Ninguém vive para si ou morre para si.
            Quando aprendermos que o nosso foco é o Senhor, então não existirá mais mágoas ou ressentimentos. Não vivemos para nós mesmos. Não defendemos mais nossos interesses mesquinhos. Nosso foco é Deus.
            Somos do Senhor e não precisamos mais ficar presos em mágoas ou ressentimentos. Vivos ou mortos somos de Jesus. Não pertencemos ao ser humano. Nossa pátria não está aqui. Nossa vida é de Deus.
            Podemos livremente perdoar a todos e seguir alegremente nossa vida rumo ao céu.  Somos livres para perdoar.

Conclusão:
            O Senhor nos ensinou a exigência do perdão. Vimos o exemplo de Esaú e Jacó e aprendemos que o caráter de Deus é de perdão e misericórdia. Hoje, em Cristo Jesus, somos livres para perdoar. Podemos viver uma vida em abundância e paz se praticarmos o que aprendemos. A mágoa e o ressentimento envelhecem nosso coração. Não deixa isso acontecer em sua vida.  

Ó Deus, protetor dos que em ti confiam, sem o qual nada é forte, nada é santo; acrescenta e multiplica a tua misericórdia para conosco, a fim de que, sob o teu governo e direção, vivamos esta vida de tal maneira que não percamos a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

23º Domingo Comum - Ano A

23º Domingo Comum
Reconciliação
Ez 33.7-9 / Sl 95.1-9 / Rm 13.8-10 / Mateus 18.15-20


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Reconciliação é o restabelecimento de boas relações entre pessoas que estavam separadas, afastadas, brigadas.
O ser humano estava separado de Deus por causa do pecado. Mas Deus nos reconciliou com Ele por meio de Cristo Jesus: “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. (2 Coríntios 5.19).
Paulo afirma que recebeu do Senhor o ministério da Reconciliação: “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5.18).
Éramos pessoas perdidas e alcançamos a reconciliação com Deus: “A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou”. Colossenses 1.21.
Hoje aprenderemos sobre a relação entre reconciliação, oração, santificação e amor.

I. Reconciliação e Oração - Mateus 18.15-20
Em Mateus 18 Jesus fala do processo da reconciliação (15-17). Se o irmão pecar devemos ir pessoalmente a ele. Se não ouvir, devemos levar testemunhas. Se ainda não ouvir deverá ser levado à igreja. Observamos que são três etapas visando a reconciliação.
Se as três etapas não adiantarem, então o irmão deve ser considerado um gentio e publicano.
Isso é desafiador. Gentio e publicano são pessoas que necessitam ser ganhas para Jesus novamente. Lembre-se: Jesus veio para os pecadores.  
            A reconciliação está relacionada a oração. O Senhor Jesus ensina sobre o poder da oração em concordância para ligar e desligar no mundo espiritual (18-19). Jesus disse (20): “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”.
            O Evangelho de hoje nos fala sobre o poder da unidade na decisão do perdão, na reconciliação e na oração.

II. Reconciliação e Evangelização - Ezequiel 33.7-9
O profeta Ezequiel (entre 593 – 573 aC) foi colocado como atalaia sobre a casa de Israel que estava cativa na Babilônia. Atalaia é o soldado que fica de vigia sobre o muro da cidade para dar os avisos necessários. Ezequiel foi um atalaia profético.
Como atalaia daria os avisos de Deus ao povo. Se não comunica-se a mensagem de Deus e o pecador morresse em seus pecados, a culpa seria do profeta (8).
Mas se pregasse a conversão ao pecador e este não se arrependesse então a culpa seria totalmente do pecador que morresse em suas iniquidades (9).
Nossa tarefa diária é convidar os pecadores ao arrependimento e a reconciliação de Deus. Se não fizermos a nossa parte, seremos cobrados pelo sangue dos pecadores mortos em suas ignorâncias. A evangelização dá oportunidade para o pecador para se reconciliar com Deus.

III. Reconciliação e Santidade - Salmo 95.1-9
Pelo fato de Deu ser o “Rochedo da nossa salvação” (1) e o criador de tudo (2-5), somente Ele deve ser adorado (6).
Nada pode ser colocado acima de Deus. Não podemos fazer de nada um ídolo. Precisamos nos santificar unicamente para ele. Santificação é separação.
O salmista faz um convite a reconciliação e santificação do povo de Israel (7-9): “Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras”.
Nosso coração não pode estar duro diante da exortação que vem de Deus. Fomos chamados à santidade.

IV. Reconciliação e amor - Romanos 13.8-10
            Paulo escrevendo aos Romanos no ano 56dC exorta a Igreja viver o amor. Somente o amor pode gerar em nosso coração o sentimento de reconciliação com Deus e com o próximo.
Paulo diz (8): “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei”.
            Se praticarmos o amor de Deus viveremos reconciliados. Quem está no amor de Deus não adultera, não mata, não furta e não cobiça. Todo mandamento se resume em: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (9).
Paulo diz que o amor não pratica o mal contra o próximo. O cumprimento da lei é o amor (10).
Com amor devemos andar em santidade, buscar o pecador perdido e viver a dádiva da reconciliação em todas as áreas de nossa vida.

Conclusão:
            O sacrifício de Jesus nos deu paz com Deus. Por isso Paulo afirma: Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus (Rm 5.1,2).
            Precisamos viver como filhos e filhas reconciliados com o Pai.


Oração
Deus Onipotente, fonte de toda a sabedoria, que tanto conheces de antemão as nossas necessidades, quanto nós ignoramos o que pedir; tem compaixão de nossas fraquezas, e concede-nos tudo o que, por indignidade ou cegueira nossa, não ousamos nem sabemos suplicar, senão pelos merecimentos de teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

22º Domingo Comum - Ano A

22º Domingo Comum
Renúncia e Discipulado
Jr 20.7-9 / Sl 63.1-9 / Rm 12.1,2 / Mateus 16.21-27

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O discipulado exige renúncia. Quando colocamos Deus em primeiro lugar enfrentaremos a cruz, o sofrimento e as perdas. Precisaremos renunciar muitas coisas para que a vontade de Deus venha ser estabelecida em nossa vida. Não é um caminho fácil. É um caminho que exige renúncia, coragem e amor. Hoje aprenderemos um pouco mais sobre o sacrifício e a bênção da renúncia.


I. Jesus ensina a renúncia - Mateus 16.21-27
Em Mateus 16.21 Jesus fala do sofrimento que iria passar em Jerusalém. Pedro não entende e é usado pelo diabo para reprová-lo (22). O Senhor o repreende dizendo (23): “Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”.
Pedro não sabia que o mais importante é o Reino de Deus apesar do sofrimento e da cruz. A renúncia ensinada por Jesus está presente em três frases: negar a si mesmo, tomar a cruz e seguir o mestre (24). Quem desejar salvar a própria vida aproveitando as coisas do mundo irá, na verdade, perde-la (25). Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma (26)?
A renúncia pode ser aplicada as coisas práticas da vida. Por exemplo: deixar de assistir a um seriado na TV para ler a Bíblia. Deixar de acessar o celular por 30 minutos para orar. Deixar de dormir mais cedo para passar 30 minutos lendo um livro espiritual. Deixar de descansar numa tarde de domingo para fazer uma visita a um irmão doente. Deixar de se alimentar por 24 horas para fazer jejum e doar o alimento que não comeu a uma família pobre. Deixar de difamar uma pessoa, mesmo que a esta lhe tenha prejudicado.
Renúncia é negar a si mesmo, para tomar a cruz e seguir Jesus. Sem renúncia não há salvação e seremos cristãos infrutíferos.


II. A Renúncia de Jeremias - Jeremias 20.7-9
O Ministério do profeta Jeremias foi marcado por muita renúncia.
Deus o persuadiu para um ministério muito difícil. Ministério de escárnio e zombaria (7).
Sua mensagem era dura para o povo e por isso sofria muitas perseguições (8). Ao mesmo tempo Jeremias era tão fiel que não conseguia viver sem obedecer ao Senhor (9).
Nem sempre Deus colocará algo fácil em nossas mãos. Muitas vezes precisaremos renunciar coisas caras e grandes. Contudo, vale a pena ter uma vida de renúncia pelo ministério que Deus nos tem confiado.


III. Por que renunciamos? Salmo 63.1-9
            Por que abrimos mão de tudo para Deus? Por que tomamos a nossa cruz, negamos a nós mesmos e o seguimos? Por que renunciamos o mundo pelo Senhor?
            O Salmo 63 nos responde: a nossa alma tem sede de Deus (1). A graça que Ele nos dá é melhor do que a vida (3). Dele recebemos o auxílio necessário (7) e alcançamos Seu amparo. O salmista diz (8): “A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara”.
            Nada na vida (absolutamente nada) vale mais do que a comunhão com o Senhor. Por isso precisamos desligar nossos celulares e nossas TVs e passarmos mais tempo lendo sua Palavra e praticando seu Evangelho.


IV. A Renúncia nos Transforma - Romanos 12.1,2
            Viver de renúncia pelo Senhor é um ato de amor e transformação.
            Paulo escrevendo aos Romanos pede que os irmãos apresentem os seus corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (1). Isso é o culto racional.
A renúncia por Cristo faz com que não nos conformamos com as coisas deste século.  Antes precisamos ser transformados pela renovação da nossa mente. Somente assim iremos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (2).
Quem nega a si mesmo, toma a sua cruz e segue o Senhor vive uma vida maravilhosa de transformação e alegria.


Conclusão:
            O Evangelho do Senhor Jesus exige renúncia, cruz e seguimento. A salvação é pela graça, contudo, nunca será separada de uma ação humana. Negar a si mesmo é uma exigência para o discipulado. Não fomos chamados a sermos religiosos, mas a negar a nos mesmos e seguirmos o caminho de Cristo para o Calvário. Vale a pena.


Oração
Ó Senhor, suplicamos-te que recebas, com piedade celestial, as orações do teu povo que te invoca: e concede que todos saibam e compreendam o que devem fazer e tenham a graça e poder para fielmente o realizar. Mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

21º Domingo Comum - Ano A

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21º Domingo Comum
As Chaves da Oração
Is 22.19-23 / Sl 138.1-8 / Rm 11. 33-36 / Mateus 16.13-20
           
A Oração é a chave que nos leva à presença de Deus. Quem vive uma vida verdadeira de oração, tem acesso direto à sala do trono. Hoje iremos aprender sobre as chaves da oração apresentadas pelo Evangelho, pelo profeta Isaías, pelo Salmista e pelo Apóstolo Paulo. Que possamos usar estas chaves diariamente em nossa vida.

I. As Chaves de Pedro - Mateus 16.13-20
            O centro da nossa fé é a declaração de Pedro: “Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo” (16). Esta foi uma revelação dada pelo Pai (17).
            Cristo é a palavra grega para a palavra Messias no hebraico. Cristo significa Ungido. O povo de Israel esperava o “Ungido” (Messias) que viria para salvar. Este Messias é Jesus. Além de ser o Messias Ele é o próprio Filho de Deus.  
            A Igreja foi edificada sobre esta declaração (Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo), por isso que as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela (18).
            Em Cristo, a igreja tem as chaves do reino dos céus. O que ligar na terra será ligado no céu e o que desligar na terra será desligado no céu (19). As chaves de Pedro simbolizam o poder da oração.
                Esta bênção que Deus deu a Pedro foi estendida a todos os crentes no capítulo 18 de Mateus: “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mateus 18.19).
            Pelo poder do Cristo, Filho do Deus vivo, podemos orar e ligar na terra as bênçãos que serão ligadas no céu. Pedro recebeu esta revelação que hoje foi estendida a todos nós.
ü  Você já usou sua autoridade espiritual na oração?

II. A Chave de Davi - Isaías 22.19-23
Isaías 22.19-23 fala do mordomo Sebna que havia aconselhado o rei Ezequias a uma aliança com o Egito contrariando o conselho do profeta Isaías.
Por isso ele seria derribado de sua posição (19) e Eliaquim seria colocado em seu lugar. Eliaquim seria chamado de servo do Senhor, vestiria túnica de honra com faixa e receberia todo o poder. Seria tão fiel a Deus que todos o veriam como um pai (21).
Ele teria a chave do palácio e decidiria quem teria acesso ao rei. Isso significa autoridade (22): “Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém fechará, fechará, e ninguém abrirá”. As chaves de Davi simbolizam o poder da oração.
Ap 3.7 fala da chave que está nas mãos do Senhor Jesus: “Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá”.
Quando somos fiéis aos preceitos do Senhor e agimos com fé, temos as chaves da oração que abrem as portas espirituais sobre todas as áreas de nossa vida. Jesus nos dá a chave de Davi.
ü Como é sua vida de Oração? O que você necessita de Deus hoje?

III. A Chave da Humildade - Salmo 138.1-8
O Salmista afirma que Deus é o único que pode receber louvor (1).
Deus é aquele que atende ao Clamor (3), contudo, só atente a oração dos humildes (6): “O SENHOR é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe”.
A humildade é a chave da oração. A Bíblia diz que a humildade traz galardão: “O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida”. Provérbios 22.4.
A humildade precede a honra: “...diante da honra vai a humildade. Provérbios 18.12.
Por isso que devemos viver com a chave da humildade: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”. Efésios 4.2
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade”. Colossenses 3.12
“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”. Filipenses 2.3. ...revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. 1 Pedro 5.5.
            Nossas orações são respondidas através da nossa fé e humildade. O soberbo não é abençoado.
ü  Qual a diferença entre um soberbo e um humilde?

IV. A Chave do Conhecimento de Deus - Romanos 11. 33-36
Romanos 11. 33-36 é um lindo hino que exalta a soberania de Deus. “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém”!
Nossas orações são dirigidas ao Senhor que é soberano. Aquele que é o dono de tudo. Seus juízos são insondáveis. Ninguém conhece a mente do Senhor. É absolutamente e infinitamente inescrutável.
Ter o conhecimento da grandeza de Deus aumenta a nossa fé. Sabemos que, em Cristo Jesus, o Pai escuta nossas orações e fará exatamente o que deseja. Por isso João nos ensina: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve”. 1 João 5.14.
Conhecer a Deus e a chave da oração. Conhecer a verdade de que nunca o conheceremos de fato e ao mesmo tempo, em Cristo Jesus, temos acesso a sua intimidade e comunhão.
Quem conhece Deus ora com simplicidade, fé e esperança. Assim como uma criança se dirige a seu pai.
ü  Como é sua relação de adoração, oração e louvor a Deus?

Conclusão:
            A Igreja tem o poder de ligar e desligar através da vida de oração. Precisamos ficar atentos para conhecer a situação da nossa sociedade e agir em oração desligando as maldições e ligando as bênçãos de Deus. Que tenhamos mais vida de oração: tanto privada quanto coletiva.

Oração
Ó Deus, ensinaste-nos que amar a Ti e ao nosso próximo é guardar os teus mandamentos; concede-nos a graça do teu Espírito Santo para que sejamos consagrados a ti com todo o nosso coração e unidos uns aos outros com pura afeição; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

20º Domingo Comum - Ano A

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20º Domingo Comum
A Salvação dos Gentios
Is 56.1,6,7 / Sl 67.2,3,5-7 / Rm 11.13-15,29-32 / Mateus 15.21-28

Na Bíblia Sagrada existem dois povos: O povo da Promessa (Israel) e os povos gentios. Os gentios são os povos que não pertencem a Israel. Não estão debaixo da promessa de Abraão. Não são filhos carnais de Abraão.
Contudo, em Cristo Jesus esta barreira foi quebrada na cruz do Calvário. Javé é o Deus dos judeus e dos gentios (Rm 3.29). Os gentios são agora coerdeiros (Ef 3.6).  Por isso não há mais separação, pois todos são um em Cristo (Gl 3.28). Cristo é tudo em todos (Cl 3.11).
Hoje veremos a bênção da Salvação para todos os povos.

I. O Ensino sobre a Salvação dos Gentios - Mateus 15.21-28
Para ensinar aos apóstolos sobre a salvação dos gentios, Jesus se dirigiu as terras de Tiro e Sidom (terra dos gentios) e encontrou propositalmente uma mulher Cananéia pedindo a libertação de sua filha (22).
Jesus não lhe responde nenhuma palavra e os discípulos pedem para lhe atender e lhe mandar embora (23). Contudo Jesus deixa claro que, pela tradição, não poderia lhe atender. Sua missão principal era resgatar as ovelhas perdidas da casa de Israel (24).
A mulher não desiste e o adora e clama por socorro (25).
Para os judeus, os gentios eram como cães. Por isso o Senhor provoca os apóstolos dizendo (26): “Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”.
A mulher, demonstrando aos apóstolos o poder da fé e da perseverança, diz (27): “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”.
Diante da fé da Cananeia, o Senhor afirma (28): “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres”.
Sua filha foi liberta e os apóstolos foram ensinados que a salvação do Senhor também é para todos os gentios, sem exceção.
Este evangelho nos ensina a nunca fazermos acepção de pessoas. Todos podem ser salvos e libertos.

II. A Profecia sobre a Salvação dos Gentios - Isaías 56.1,6,7
            O que o Senhor fez acolhendo o pedido da Cananeia e abrindo a salvação para todos os gentios estava profetizado no Antigo Testamento.
A Salvação de Deus foi profetizada para todos os povos (1). O profeta Isaías diz que os estrangeiros se achegarão para servir e amar o nome do Senhor (6) e serão levados à Casa de Oração que era restrita apenas a Israel (7).
Os profetas anunciaram que a Salvação era para todos os povos. Por isso, precisamos enviar missionários a todos os povos da terra.

III. O Projeto de Deus para os Gentios - Salmo 67.2,3,5-7
Jesus se dirigiu para as terras de Sidom e Tiro, terra dos gentios, por que este sempre foi o projeto de Deus. O objetivo do Senhor era que Israel fosse um povo sacerdotal que evangelizasse todos os povos. Contudo, sabemos que Israel falhou em sua missão.   
Vemos no Salmo 67 que Deus deseja que todas as nações conheçam a graça da Salvação (2), louvem o nome do Senhor (3,5) e tenham a alegria que vem do céu (4).
No projeto de Deus a salvação dos Gentios sempre foi prioridade, por isso precisamos orar diariamente pela conversão dos povos não alcançados.

IV. Israel e a Salvação dos Gentios - Romanos 11.13-15,29-32
Jesus é o salvador dos gentios e o apóstolo Paulo recebeu a missão de ser o apóstolo dos gentios (13). Ele foi responsável de levar a salvação de Deus a todos os povos.
Na carta aos Romanos, Paulo nos ensina que Israel, em sua desobediência, permitiu que a salvação fosse compartilhada com todos gentios.
Um dia o povo de Israel será salvo (29) “porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. Mas a dureza do coração de Israel permitiu a salvação dos gentios. Paulo diz (32): “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”.
Até mesmo a incredulidade de Israel foi uma estratégia de Deus para estender a salvação a todos os povos.
Não devemos ter ódio e aversão aos judeus. Pelo contrário, precisamos agradecer a Deus pelo povo de Israel e orar por sua conversão.

Conclusão:
                O Evangelista João diz que Deus amou o mundo de tal maneira que enviou seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). Esta vida eterna é destinada a todos que aceitam Jesus como Senhor e Salvador. Em Cristo Jesus todos podem ser salvos: Judeus e gentios.
Por isso não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos nós somos um em Cristo Jesus. (Gálatas 3.28).

Oração
Deus Onipotente, que edificaste tua Igreja sobre o fundamento dos Apóstolos e Profetas, sendo Jesus Cristo mesmo a principal pedra angular; concede que sejamos unidos em espírito por meio de seu ensino e feitos um santo templo aceitável a teus olhos; mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.