segunda-feira, 24 de setembro de 2018

26º Domingo Comum - Ano B


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26º Domingo Comum
Como viver o Evangelho?
Marcos 9.38-48

No Evangelho de hoje estamos ainda em Cafarnaum (cf. Mc 9.33), a cidade de pescadores situada junto do Lago de Tiberíades. Jesus está “em casa” rodeado pelos discípulos. A ida para Jerusalém está próxima e os discípulos estão conscientes de que se aproximam tempos decisivos para esse projeto em que estão envolvidos.
Os discípulos ainda não conseguiram absorver os valores do Reino. Para eles, o seguimento de Jesus é uma opção que deverá traduzir-se na concretização de determinados sonhos de poder, de grandeza e de prestígio… Por isso, sentem-se inquietos e ciumentos quando encontram algo que possa colocar em causa os seus interesses, a sua autoridade, os seus “privilégios”.
Jesus vai, com paciência, tentando formar os discípulos na lógica do Reino. O texto de hoje é mais uma instrução que Jesus dirige aos discípulos no sentido de lhes mostrar os valores que eles devem ter no coração.
O Evangelista Marcos juntou aqui uma série de ditos de Jesus. Estes ensinamentos apresentam as exigências que os discípulos de Jesus devem considerar e que definem se eles pertencem ou não à comunidade do Reino de Deus.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?_______

            O Evangelho de hoje apresenta quatro ensinamentos aos discípulos.
            O primeiro ensinamento é sobre a tolerância (38-40). João e os outros discípulos encontraram um homem que, em nome de Jesus, expelia demônios, mas não pertencia ao grupo dos apóstolos. Por isso acharam no direito de o proibirem.
Jesus, ensinando a tolerância, diz que não deviam proibi-lo. Eles erraram pelo zelo intolerante. O Senhor diz: “porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim. Pois quem não é contra nós é por nós”.
            O segundo ensinamento é sobre a salvação (41). O Senhor declara que aquele que der de beber um copo de água, em Seu nome, aos seus discípulos, este de modo algum perderá o seu galardão. A relação com a obra de Deus e com os obreiros da obra de Deus determinará o galardão. Não existe relação com Cristo sem a relação com a obra de Cristo.
            O terceiro ensinamento é sobre os tropeços espirituais (42). Os discípulos não poderiam ser tropeços espirituais para os pequeninos crentes que desejavam o caminho da salvação. É melhor a morte do que fazer um pequenino crente se desviar: “melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar”.
            O quarto ensinamento é sobre a santificação (43-48). O Senhor ensina que a mão, o pé e os olhos podem fazer os discípulos tropeçarem. Por isso é melhor cortar as mãos, os pés e arrancar os olhos, do que todo o corpo todo ir para o inferno. O Senhor está usando uma hipérbole (exagero de linguagem figurativa) para falar sobre santificação. É melhor deixar de fazer o que as mãos, os pés e os olhos desejam, e com isso viver em santidade e poder entrar no reino dos céus, do que perder a salvação.



II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
O que Deus falou com você neste Evangelho? ____

·         Devemos ser tolerantes com os cristãos que pensam diferentes de nós. As igrejas cristãs precisam se amar em Cristo e não ficar disputando os membros das outras igrejas.
·         Devemos ser tolerantes com todos, mas sempre falar a verdade em amor.
·         O galardão não está em apenas seguir a Cristo, mas em se relacionar com a obra de Cristo.
·         Dar um copo de água ao discípulo de Cristo significa amar a Cristo e participar de sua obra na terra através de seus discípulos e de sua igreja. Não dá para ter o galardão da salvação somente dentro de casa sem se envolver com os discípulos de Cristo. A celebração na igreja e o trabalho no Reino são indispensáveis para todos os salvos.
·         Não podemos ser tropeços para os crentes. Não posso enfraquecer a fé dos meus irmãos com criticas ou com mau exemplo.
·         Melhor é a morte do que fazer o irmão tropeçar na fé. Preciso ser um sustento para o irmão crer em Cristo e viver na igreja.
·         Quem retira os crentes da igreja comete pecado terrível contra Deus. Por isso preciso vigiar todas as minhas palavras e o que escrevo nas redes sociais. Ninguém poderá tropeçar na fé por causa da minha vida.  
·         Preciso abrir mão do que gosto de fazer com as mãos, os pés e os olhos, quando eu sei que isso desagrada a Deus.
·         É melhor abrir mão dos prazeres, das festas e das danças, do que levar todo o meu corpo a perecer no inferno.
·         Santificação é renúncia. Renúncia significa cortar tudo que me leva para longe de Deus.

            III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
                Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________
                       
Senhor. Ensina-me a ser tolerante com as pessoas que pensam diferentes de mim. Que eu ame e respeite as pessoas que não seguem em meu grupo ou em minha comunidade de fé. Que eu ame a Cristo servindo a igreja e aos discípulos com o meu copo de água. Que meu relacionamento com o Senhor seja estabelecido no meu relacionamento com o próximo. Que eu não seja tropeço para os seus pequeninos crentes, mas possa ser estimulo e exemplo. Que eu abra mão do que gosto de fazer para poder fazer Tua vontade que é santa e perfeita. Ensina-me a viver na renuncia do mundo para herdar a vida eterna em Teu Nome. Por intermédio de Cristo, nosso Senhor, na Unidade do Espírito Santo. Um só Deus agora e sempre. Amém.


IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
No Evangelho de hoje fomos desafiados a vencer a intolerância, a se relacionar com a obra de Deus e com os discípulos de Jesus na comunidade da fé, a não sermos tropeços para os pequeninos crentes e a viver a radicalidade da santidade ao ponto de cortarmos tudo que nos afasta do propósito de Deus para a nossa vida. Fomos desafiados a viver o Evangelho de forma santa e radical no amor a Deus, no relacionamento com o próximo e a comunidade da fé.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

25º Domingo Comum - Ano B


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25º Domingo Comum
A Lógica Divina
Marcos 9.30-37


O Evangelho de hoje apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projeto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos estão imbuídos da lógica do mundo e trabalham por esta opção carnal e mundana. O Senhor Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um verdadeiro serviço de discipulado. Esta é a provocadora mensagem deste Evangelho de hoje.  

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?_______

O grupo dos discípulos já havia deixado Cesareia de Filipe (onde Jesus, pela primeira vez, tinha falado da sua paixão e morte, como lemos no Evangelho do domingo passado) e estava agora atravessando a Galileia. Muito provavelmente, a próxima ida para Jerusalém estava no horizonte dos discípulos e eles têm consciência de que em Jerusalém se vai jogar a cartada decisiva para esse projeto em que tinham decidido apostar. Nesta fase, todos acreditam ainda que Jesus irá entrar na cidade na pele de um Messias político, poderoso e invencível, capaz de libertar Israel, pela força das armas, do domínio romano. Estavam equivocados.
Ao longo dessa “caminhada para Jerusalém”, Jesus vai discipulando seus seguidores, ensinando-lhes os valores do Reino e mostrando-lhes, com gestos concretos, que o projeto do Pai não passa por esquemas de poder e de domínio.
Nos vv 30 e 31 Jesus passava pela Galiléia e não queria que ninguém soubesse. O motivo era porque ensinava seus discípulos sobre o sofrimento, morte e ressurreição que deveria passar em Jerusalém.  
Além dos discípulos não compreenderem, eles temiam interrogá-lo. Não compreendiam porque já haviam colocado na mente a lógica do mundo (de que Jesus seria um messias político). Não interrogavam Jesus por medo de sua lógica estar errada e serem repreendidos, assim como foi Pedro (32).
            Como a lógica do mundo era que Jesus seria o político libertador, eles já lutavam por cargos políticos. Pelo caminho discutiam quem era o maior. Quando Jesus pergunta “De que é que discorríeis pelo caminho”? Eles ficam em silêncio (34).
            A lógica de Deus é diferente. Não pode haver disputas e intrigas entre os discípulos de Jesus. Ele se assenta é diz aos doze (35): “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos”. Esta é a matemática do Reino dos Céus.
            Para ilustrar o modelo do Reino de Deus, Jesus demonstra que receber o seu projeto era tão simples como receber a simplicidade de uma criança. Ele coloca uma criança no meio deles, a pega nos braços e diz (37): “Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou”.
            É esta simplicidade que caracterizava o novo reino que seria implantado pelo Senhor Jesus.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
O que Deus falou com você neste Evangelho? ____

·         Muitas vezes seguimos Jesus com as motivações erradas. Os discípulos estavam motivados pelo poder político do Messias.
·         O projeto do Pai não passa pelos projetos mesquinhos do mundo.
·         Muitas vezes ouvimos de Jesus o que não desejamos ouvir. Os discípulos não desejam ouvir sobre o sofrimento e a morte de Jesus. E nem perceberam a palavra ressurreição. O final da história não é a morte, mas a ressurreição.
·         Muitas vezes não entendemos as coisas espirituais e não temos intimidade para perguntar. Falta-nos o conhecimento e o desejo em obter o conhecimento.  Além dos discípulos não terem compreendidos, eles temiam interrogá-lo.
·         Por não compreendermos o Evangelho de Jesus, continuamos brigando por status e posições no Reino de Deus.
·         A lógica de Deus sempre irá confrontar com a nossa lógica mundana: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos”.
·         O Reino de Deus é simples. Ser crente e simples. É tão simples como receber uma criança em nome de Jesus. Nós é que complicamos com a religião e com nossas teologias.
·         A simplicidade do Evangelho é o pecador aceitar Jesus como Senhor e Salvador e ser salvo pela graça. Você já aceitou Jesus como teu único e suficiente salvador?

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

Senhor. Vê se há em mim motivações erradas. Não desejo seguir a lógica do mundo, mas sim a Lógica de Deus. Que meu coração esteja aberto a aprender contigo sobre o seu sofrimento, morte e ressurreição. Que eu possa entender as coisas espirituais e ter intimidade para perguntar sobre o que não entendo, devido a minha limitação humana e carnal. Muitas vezes as minhas tristezas, angústias e ansiedades é porque não entendo a tua vontade simples para a minha vida. A competição, ciúme e inveja não podem dominar meu coração. Que eu entenda e internalize em meu coração, que para ser o primeiro, preciso ser o último e servo de todos. Que eu compreenda que o Teu Reino é simples como receber uma criança em Teu nome. Ajude-me a crescer na graça e no conhecimento do mistério de Cristo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
            A lógica do Reino de Deus é totalmente diferente da lógica do mundo. Que a sabedoria do mundo não venha dominar nossa vida e nosso ministério. Que possamos aprender a ser discípulo integral e fazer novos discípulos para o Reino dentro da Sabedoria e da lógica divina.  

terça-feira, 11 de setembro de 2018

24º Domingo Comum - Ano B


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24º Domingo Comum
Quem dizeis que eu sou?
Marcos 8.27-35

            O Evangelho nos levará a conhecer quem é Jesus de fato. Uma coisa é a opinião dos homens, outra coisa é a revelação do Pai. Preciso fazer minha escolha. Ou eu creio na opinião dos homens e das religiões, ou aceito a revelação da Palavra de Deus. Meu conhecimento sobre a pessoa de Jesus determinará meu relacionamento com Ele. Por isso é fundamental saber quem é Jesus.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?_______

Jesus leva seus discípulos para o extremo norte de Israel, para as aldeias de Cesaréia de Filipe (atual Banias, entre a Síria e o Líbano). Ali tem uma das nascentes do rio Jordão. Na época existia neste local o Templo ao deus PAN.
Em direção a estas aldeias, o Senhor pergunta (27): “Quem dizem os homens que sou eu”?
            Como o Senhor realizava muitos milagres e prodígios, as pessoas já tinham uma opinião formada sobre sua pessoa. Cada um pensava de Jesus de uma forma diferente. Uns acreditavam que ele fosse o João Batista que havia ressuscitado; outros achavam que fosse o profeta Elias que havia voltado; mas outros: Algum dos profetas (28). Eram opiniões boas e dignas, mas estavam errados.
            Jesus fez a primeira pergunta apenas para provocar a mente dos discípulos para a segunda pergunta (29): “Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou”?
Não era mais importante saber o que as pessoas diziam ser Ele, mas quem Ele era para seus discípulos; como os seus discípulos o viam.
Pedro responde (29): “Tu és o Cristo”. Cristo é a palavra grega que traduzia a palavra hebraica Messias. Significa o “ungido” de Deus que o povo de Israel esperava ansiosamente. Não há dúvida. Verdadeiramente Jesus é o Messias de Israel.
No Evangelho de Mateus 16.17-19, Jesus diz a Pedro: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. Pedro respondeu corretamente porque havia recebido uma revelação direta do Pai.
Ainda não era a hora de o povo saber que o Senhor Jesus era o Cristo, por isso advertiu-os de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito (30).
Logo após esta maravilhosa revelação (de que Jesus era o Messias), o Senhor começou a ensinar que era necessário que sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. E isto ele expunha claramente (31,32).
Mas os judeus esperavam um messias político que viria para reinar fisicamente sobre Israel. Como Jesus, sendo o Cristo, iria sofrer, morrer e ressuscitar?
 Por isso, Pedro não entendendo a ligação entre o Cristo e o sofrimento, e dando lugar ao diabo, o chamou a parte e começou a reprová-lo (32).
Jesus repreende duramente a Pedro dizendo (33): “Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”. Pedro estava dando lugar a Satanás em sua vida. O inimigo só conhece as coisas dos homens e não as coisas de Deus.
O Senhor então passa a ensinar sobre a cruz e o sofrimento. Seguir Jesus não era a glória terrena, mas a cruz. Um dia teremos a vitória gloriosa no céu, mas na terra o discípulo tem que aprender a negar a si mesmo, tomar a cruz e seguir (34). Jesus diz (35): “Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á”.

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

·         Jesus nos leva a intimidade para nos ensinar, assim como levou seus discípulos para Cesaréia de Filipe. Precisamos ter momentos de intimidade com o Senhor.
·         As pessoas podem ter opiniões boas e dignas sobre o Senhor Jesus, mas estas opiniões podem estar totalmente erradas.
·         O importante não é saber o que as pessoas pensam sobre Jesus. O que importa é quem Jesus é para mim. Qual é meu relacionamento com Ele.
·         Jesus não pode ser, para nós,  nada menos do que o Messias de Israel, o Cristo de Deus. Precisamos confessar de que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. O Deus encarnado. Aquele que veio para nos salvar.
·         Precisamos confessar e aceitar Jesus como Senhor e Salvador. Como o Cristo vindo de Deus. Você já faz esta confissão?
·         Temos a doutrina correta porque o Pai nos revelou em Sua Palavra. Assim com o Pai revelou a Pedro a verdadeira identidade do Senhor Jesus. Só conhecemos Deus através da revelação da Palavra de Deus. Você tem lido a Bíblia todos os dias?
·         Jesus, como Messias, veio para sofrer, morrer e ressuscitar. Ele passou pela dor para nos salvar.
·         Cuidado! Muitas vezes não entendemos a Palavra de Deus e podemos ser enganados por Satanás. Não podemos dar lugar ao diabo.
·         Jesus repreende duramente Pedro. Assim também precisamos estar abertos às correções de Deus em nossa vida. Deus sempre corrige seus filhos.
·         Precisamos aprender a negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguir o caminho do discipulado.
·         Quando perdemos a nossa vida por Cristo e pelo Evangelho, alcançamos a verdadeira vida. A vida eterna.
             

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

            Senhor. Desejo andar em intimidade contigo para conhecer suas revelações e fazer sua vontade. Que eu saiba ensinar as pessoas ao meu redor a conhecer quem verdadeiramente é Jesus. Que eu te conheça mediante a revelação de Sua Palavra e a intimidade da oração. O Senhor é o messias enviado do céu. Confesso e aceito Jesus como meu Senhor e Salvador. Sei que o Jesus veio sofrer e muitas vezes não entendemos seu sofrimento. Que eu não venha dar lugar ao inimigo falando do que não sei. Que eu possa sempre ser repreendido pelo Senhor para não deixar seus caminhos. Que aprenda a negar a mim mesmo, tomar a minha cruz e segui-lo. Que eu possa aprender a perder a vida por Cristo e por Seu Evangelho para alcançar a vida eterna e verdadeira. Em Nome de Jesus, Teu Filho amado, na Unidade do Espírito Santo. Um só Deus agora e sempre. Amém!

  
IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
            Ser discípulo do Senhor Jesus é confessá-lo como Messias, viver negando a nós mesmos, tomando a cruz e seguindo-o. Não basta crer em Jesus e aceitá-lo. Precisamos viver o Evangelho (negação de si mesmo / cruz / seguimento)
            Que possamos viver a radicalidade do Evangelho do Senhor em todas as áreas de nossa vida. Em Nome de Jesus.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

23º Domingo Comum - Ano B


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23º Domingo Comum
A Cura do Surdo e Gago
Marcos 7.31-37
           
No Evangelho de hoje o Senhor Jesus vai ao território pagão de Decápolis para compartilhar sua Palavra e restaurar relacionamentos. Ele quebra as tradições dos religiosos judeus e ministra aos pagãos em terras pagãs. O Senhor, sendo judeu, quebra todo preconceito judaico para alcançar nosso coração e transformar nossa vida.

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)
O que relata o texto do Evangelho?_______

O Senhor Jesus após exortar os judeus que anulavam a Palavra de Deus por causa das tradições humanas (Mc 7.1-23), se retira para os territórios dos gentios e liberta a filha de uma mulher cananéia (24-30). É nesse contexto que Marcos fala de uma viagem pela Fenícia, que leva Jesus a passar pelos territórios de Tiro e de Sídon – cidades da faixa costeira oriental do mar Mediterrâneo, no atual Líbano.
No regresso dessa incursão pela Fenícia, Jesus teria dado uma longa volta pelo território pagão da Decápolis (31). A Decápolis (“dez cidades”) era o nome dado ao território situado na Palestina oriental, estendendo-se desde Damasco, ao norte, até Filadélfia, ao sul. O nome servia para designar uma liga de dez cidades, que se formou depois da conquista da Palestina pelos romanos, no ano 63 a.C.. As “dez cidades” que formavam esta liga eram helenísticas e não estavam sujeitas às leis judaicas. As cidades que integravam a Decápolis (bem como os territórios circundantes a cada uma dessas cidades) estavam sob a administração do legado romano da Síria. Eram territórios pagãos, considerado pelos judeus completamente à margem dos caminhos da salvação.
É nesse ambiente geográfico e humano que o episódio da cura do surdo-mudo nos vai situar. O gesto de Jesus de curar o surdo-mudo deve ser visto como mais um passo no anúncio desse projeto que Jesus vai propondo por toda a Galileia: o projeto do Reino de Deus.
            O Evangelho diz que algumas pessoas de Decápolis (lugar da região de Decápolis não identificado) levaram um surdo e gago a Jesus e intercederam para que impusesse as mãos sobre ele (32).
            A primeira providência do Senhor foi retirá-lo da multidão e levá-lo a parte, depois colocou os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva (33).
            Jesus ministra com as mãos e a saliva, e depois ministra com a palavra. É o poder do gesto e das palavras na ministração da cura. Ele ergue os olhos ao céu, suspira e diz: “Efatá! que quer dizer: Abre-te”! (34).
            Milagrosamente seus ouvidos foram abertos e o empecilho da língua saiu. Passou a ouvir e a falar desembaraçadamente (35).
            O Senhor ordenou que a ninguém contasse o milagre. Não era o momento de exercer o seu ministério público, mas oculto. Contudo, por causa da surpresa e da admiração “quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam” (36).
            As pessoas ficavam espantadas e diziam (37): “Tudo ele tem feito esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, como falar os mudos”.
           
II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)
O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

·         O Senhor Jesus vai a um território pagão realizar seus milagres. O Senhor vai onde está o homem sofrido e necessitado de Deus.
·         Existem muitas vidas surdas e mudas. Que não conseguem se relacionar com Deus. Não oram por suas necessidades e nem escutam a Palavra que libera.
·         Assim como os homens levaram o surdo e gago a Jesus, nós precisamos levar todas as pessoas a terem a graça do relacionamento com o Senhor Jesus. Os surdos e mudos espirituais nunca irão a Cristo se não forem levadas, evangelizadas, por nós.
·         O Senhor tocou com as mãos. Isso fala da transmissão da cura. Jesus precisa tocar em nossas vidas para que possamos ouvir o Evangelho e entender a vontade de Deus. Não podemos ficar procrastinando (“adiando”, “empurrando com a barriga”) a nossa decisão.
·         A segunda ação do Senhor foi colocar sua saliva na língua do homem. Isso nos faz recordar o sopro de Deus no primeiro homem (Deus soprou as narinas de Adão). Somente quando o Senhor Jesus coloca seu sopro em nós, conseguimos falar com Deus e iniciar um relacionamento vivo, muito além dos ritos religiosos.
·         A terceira ação é erguer os olhos ao céu, suspirar e dizer: “Efatá! que quer dizer: Abre-te”! (34). É a intercessão de Jesus ao Pai e a ministração de Sua palavra ao homem. O Senhor Jesus é o nosso único intercessor. Somente Ele pode abrir nossos ouvidos e nossa boca. Precisamos ouvir a Palavra e compartilhar a Palavra (ouvir e falar).
·         Não basta receber o milagre. Precisamos andar em obediência e santidade. Jesus ordena que não seja divulgada a cura, mas “quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam”. A desobediência é um caminho que nos conduz ao inferno. Não podemos ser meros ouvintes. “Religioso apenas ouve. Discípulo obedece”.
·         As pessoas ficarão admiradas com as bênçãos que o Senhor fará em nossa vida. Precisamos apenas acreditar e permitir que Ele opere em nossa história.
·         Você já deixou Jesus operar em sua vida? Já aceitou Jesus como Senhor e Salvador?


III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)
            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

Senhor. Sei que vem ao meu encontro e me busca nos lugares mais distantes. Sei também que existem muitas pessoas surdas e mudas, tanto física quanto espirituais. Auxilie-nos para que possamos trazê-las ao Teu Filho Jesus Cristo. Venha tocar com o seu poder de cura para que ouçam sua voz. Venha colocar sua saliva para que possam receber o sopro da vida. Venha interceder e ministrar com sua voz de poder e amor. Que venhamos receber seu milagre e andar em obediência. Que Jesus seja o nosso Senhor e Salvador. Acreditamos e permitimos que o Senhor opere em nossa história. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, na Unidade do Espírito Santo. Agora e sempre. Amém.

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?
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Conclusão:
Encontramos Jesus em terras pagãs restaurando a audição e a fala de um homem. Que possamos levar Jesus ao mundo para que restaure a audição espiritual e a comunicação de homens e mulheres com Deus. Muitos estão presos nas religiões. Por isso, precisamos fazer missões em seus territórios e levar Jesus. Que possamos bradar como o Senhor “Efatá!”, abra-te. Que possamos ver os corações das pessoas abertas para o Evangelho. Esta é a nossa missão. Fazer discípulos e discípulas de todas as nações.