terça-feira, 31 de agosto de 2021

23º Domingo do Tempo Comum - Ano B

 




23º Domingo Comum

A Cura do Surdo e Gago

Marcos 7.31-37

           

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus vai ao território pagão de Decápolis para compartilhar sua Palavra e restaurar relacionamentos. Ele quebra as tradições dos religiosos judeus e ministra aos pagãos em terras pagãs. O Senhor, sendo judeu, quebra todo preconceito judaico para alcançar nosso coração e transformar nossa vida.

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

O Senhor Jesus após exortar os judeus que anulavam a Palavra de Deus por causa das tradições humanas (Mc 7.1-23), se retira para os territórios dos gentios e liberta a filha de uma mulher cananéia (24-30). É nesse contexto que Marcos fala de uma viagem pela Fenícia, que leva Jesus a passar pelos territórios de Tiro e de Sídon – cidades da faixa costeira oriental do mar Mediterrâneo, no atual Líbano.

No regresso dessa incursão pela Fenícia, Jesus teria dado uma longa volta pelo território pagão da Decápolis (31). A Decápolis (“dez cidades”) era o nome dado ao território situado na Palestina oriental, estendendo-se desde Damasco, ao norte, até Filadélfia, ao sul. O nome servia para designar uma liga de dez cidades, que se formou depois da conquista da Palestina pelos romanos, no ano 63 a.C.. As “dez cidades” que formavam esta liga eram helenísticas e não estavam sujeitas às leis judaicas. As cidades que integravam a Decápolis (bem como os territórios circundantes a cada uma dessas cidades) estavam sob a administração do legado romano da Síria. Eram territórios pagãos, considerado pelos judeus completamente à margem dos caminhos da salvação.

É nesse ambiente geográfico e humano que o episódio da cura do surdo-mudo nos vai situar. O gesto de Jesus de curar o surdo-mudo deve ser visto como mais um passo no anúncio desse projeto que Jesus vai propondo por toda a Galileia: o projeto do Reino de Deus.

            O Evangelho diz que algumas pessoas de Decápolis (lugar da região de Decápolis não identificado) levaram um surdo e gago a Jesus e intercederam para que impusesse as mãos sobre ele (32).

            A primeira providência do Senhor foi retirá-lo da multidão e levá-lo a parte, depois colocou os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva (33).

            Jesus ministra com as mãos e a saliva, e depois ministra com a palavra. É o poder do gesto e das palavras na ministração da cura. Ele ergue os olhos ao céu, suspira e diz: “Efatá! que quer dizer: Abre-te”! (34).

            Milagrosamente seus ouvidos foram abertos e o empecilho da língua saiu. Passou a ouvir e a falar desembaraçadamente (35).

            O Senhor ordenou que a ninguém contasse o milagre. Não era o momento de exercer o seu ministério público, mas oculto. Contudo, por causa da surpresa e da admiração “quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam” (36).

            As pessoas ficavam espantadas e diziam (37): “Tudo ele tem feito esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, como falar os mudos”.

           

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

 

·         O Senhor Jesus vai a um território pagão realizar seus milagres. O Senhor vai onde está o homem sofrido e necessitado de Deus.

·         Existem muitas vidas surdas e mudas. Que não conseguem se relacionar com Deus. Não oram por suas necessidades e nem escutam a Palavra que libera.

·         Assim como os homens levaram o surdo e gago a Jesus, nós precisamos levar todas as pessoas a terem a graça do relacionamento com o Senhor Jesus. Os surdos e mudos espirituais nunca irão a Cristo se não forem levadas, evangelizadas, por nós.

·         O Senhor tocou com as mãos. Isso fala da transmissão da cura. Jesus precisa tocar em nossas vidas para que possamos ouvir o Evangelho e entender a vontade de Deus. Não podemos ficar procrastinando (“adiando”, “empurrando com a barriga”) a nossa decisão.

·         A segunda ação do Senhor foi colocar sua saliva na língua do homem. Isso nos faz recordar o sopro de Deus no primeiro homem (Deus soprou as narinas de Adão). Somente quando o Senhor Jesus coloca seu sopro em nós, conseguimos falar com Deus e iniciar um relacionamento vivo, muito além dos ritos religiosos.

·         A terceira ação é erguer os olhos ao céu, suspirar e dizer: “Efatá! que quer dizer: Abre-te”! (34). É a intercessão de Jesus ao Pai e a ministração de Sua palavra ao homem. O Senhor Jesus é o nosso único intercessor. Somente Ele pode abrir nossos ouvidos e nossa boca. Precisamos ouvir a Palavra e compartilhar a Palavra (ouvir e falar).

·         Não basta receber o milagre. Precisamos andar em obediência e santidade. Jesus ordena que não seja divulgada a cura, mas “quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam”. A desobediência é um caminho que nos conduz ao inferno. Não podemos ser meros ouvintes. “Religioso apenas ouve. Discípulo obedece”.

·         As pessoas ficarão admiradas com as bênçãos que o Senhor fará em nossa vida. Precisamos apenas acreditar e permitir que Ele opere em nossa história.

·         Você já deixou Jesus operar em sua vida? Já aceitou Jesus como Senhor e Salvador?

 

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

Senhor. Sei que vem ao meu encontro e me busca nos lugares mais distantes. Sei também que existem muitas pessoas surdas e mudas, tanto física quanto espirituais. Auxilie-nos para que possamos trazê-las ao Teu Filho Jesus Cristo. Venha tocar com o seu poder de cura para que ouçam sua voz. Venha colocar sua saliva para que possam receber o sopro da vida. Venha interceder e ministrar com sua voz de poder e amor. Que venhamos receber seu milagre e andar em obediência. Que Jesus seja o nosso Senhor e Salvador. Acreditamos e permitimos que o Senhor opere em nossa história. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, na Unidade do Espírito Santo. Agora e sempre. Amém.

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

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Conclusão:

Encontramos Jesus em terras pagãs restaurando a audição e a fala de um homem. Que possamos levar Jesus ao mundo para que restaure a audição espiritual e a comunicação de homens e mulheres com Deus. Muitos estão presos nas religiões. Por isso, precisamos fazer missões em seus territórios e levar Jesus. Que possamos bradar como o Senhor “Efatá!”, abra-te. Que possamos ver os corações das pessoas abertas para o Evangelho. Esta é a nossa missão. Fazer discípulos e discípulas de todas as nações. 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

22º Domingo Comum - Ano B

 


22º Domingo Comum

As Tradições Humanas

Marcos 7.1-23

 

            O Evangelho de hoje fala do perigo das tradições religiosas. Elas tem o poder de anular a Palavra de Deus. Muitas vezes estamos tão presos às tradições dos nossos pais que não temos condições de avaliar a verdade do Evangelho. Hoje o Senhor nos ensina a avaliar nossa própria vida e observar somente os preceitos de Deus. 

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

Os fariseus e escribas eram religiosos judeus que vieram de Jerusalém para observar e criticar as palavras e práticas do Senhor Jesus (1).

Eles observaram que os discípulos comiam pão com as mãos impuras, ou seja, sem observar o rito religioso de lavar as mãos três vezes (2). 

Todos os judeus observavam as tradições dos anciões. Praticavam vários ritos e simpatias que receberam dos seus antepassados. Para cada objeto e para cada atitude existia um ritual e uma “reza” própria que repetiam infinitamente (3,4).

            Baseados em suas tradições religiosas e costumes dos antigos, encontraram oportunidade para interpelar Jesus dizendo (5): “Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar”? A questão não era a higiene, mas a tradição religiosa.

            Jesus percebe que são hipócritas. Honravam a Deus com várias tradições religiosas, mas tinham o coração longe de Deus (6): “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”.

            Era uma pratica religiosa inventada por homens. Era uma adoração em vão que negava a Palavra de Deus (7,8): “E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens”.

            Eles usavam a tradição para rejeitar os preceitos de Deus (9). O Senhor Jesus cita um exemplo de como eles invalidavam a Palavra com a tradição (10-13). Ao invés de honrarem os pais, inventaram a tradição do Corbã (oferta consagrada), para falarem que não estavam ajudando os pais porque tinham que ofertar ao Senhor. Era apenas uma formalidade para não auxiliarem os pais e ao mesmo tempo não ofertarem a Deus.

            Sobre o ritual de lavar as mãos, o Senhor afirma que o que realmente contamina espiritualmente o homem é o que sai de sua boda (14-16).

            Jesus explica aos discípulos dizendo (20-23): “O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”.

           

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

 

·         Muitas vezes pessoas serão enviadas pelo mal para criticar nossa vida espiritual. Precisamos vigiar diante das criticas. (1).

·         Existem pessoas que se prendem aos ritos religiosos para criticar os outros e fugir da vontade de Deus (2).

·         Muitas pessoas estão presas a ritos e simpatias humanas e precisam de nossas orações (3,4).

·         Os religiosos se baseiam em suas praticas e crendices para não aceitarem Jesus e o seu Evangelho (5).

·         Muitas vezes posso viver a aparência da religião e ter o coração longe de Deus (6).

·         Nossas tradições religiosas podem acabar negando a Palavra de Jesus. Precisamos avaliar o que cremos o que praticamos a luz da Palavra (7,8).

·         Não posso usar a tradição para rejeitar os preceitos de Deus (9).

·         Tenho que observar o que sai do meu coração e da minha boca. Isso tem o poder de contaminar as pessoas (14-16).

·         Preciso avaliar o que tem brotado em meu coração (20-23).

 

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

Senhor. Auxilia-me a enfrentar as criticas e perseguições olhando para o céu. Que eu não me prenda a ritos religiosos e acabe fugindo de sua presença. Que eu auxilie as pessoas que estão presas a tradições humanas e práticas religiosas. Que eu não viva de aparências e que meu coração não esteja longe do Senhor. Não permita que minhas tradições neguem sua Santa Palavra. Que eu não venha usar a tradição para rejeitar os preceitos de Deus. Que possa observar o que tem saído do meu coração e procurar o caminha da santidade. Por intermédio de Jesus, na unidade do Espírito Santo, um só Deus agora e sempre. Amém.

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

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Conclusão:

            O Evangelho nos desafiou a viver a verdade da palavra sem os disfarces da religião. Muitas vezes seguimos a Cristo apenas com “performance externa” e sem vida interior. Que possamos ser cristãos do coração. Que nosso “homem Interior” possa ser realmente discípulo fiel ao Cristo de Nazaré. Em Nome de Jesus.

 

 

 

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

21º Domingo do Tempo Comum - Ano B

 



21º Domingo Comum

Tu tens as Palavras da Vida Eterna

João 6.60-69

 

O Evangelho do 21º Domingo do Tempo Comum fala-nos de opções. Recorda-nos que a nossa existência pode ser gasta a perseguir valores efêmeros e estéreis, ou a apostar nos valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à realização plena. Cada homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua escolha. Quem escolhe Jesus tem vida eterna em Seu Nome.

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

O Evangelho continua o diálogo de Jesus com as pessoas que comeram pães e peixes multiplicados.

Quando Jesus fala de seu corpo e de seu sangue como verdadeira comida e bebida, estes, que são chamados aqui de discípulos, dizem (60): “Duro é este discurso; quem o pode ouvir”? A proposta de Jesus causou murmuração nos ouvintes.

Jesus pergunta (62): “Isto vos escandaliza”? E depois fala de sua ascensão sendo um maior motivo de escândalo para quem não tem fé (62).

O Senhor demonstra que deveriam observar o espírito e não a carne. As palavras de Jesus, que foram duras, eram na realidade espírito e vida para quem tem fé (63).

Ele sabia que no meio da multidão existiam muitos descrentes (64). Viram o milagre do pão, mas não acreditavam em Jesus como Messias (64).

Esta incredulidade serviu para confirmar as palavras ditas anteriormente e repetidas aqui (65): “Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido”.

Diante do confronto do Senhor e da verdade sobre seu corpo e seu sangue, (66) “muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele”. Jesus não os agride ou os censura. Ele simplesmente permite que cada discípulo faça a sua escolha. Não existe predestinação.

Contudo, ele tinha doze discípulos fiéis (67): “Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos”? (68) Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; (69) e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”

Eram discípulos que tinham a experiência de que não existia outro caminho de vida eterna. Eles criam e conheciam que Jesus era o Santo de Deus.

 

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

·         Muitas vezes a proposta do Evangelho pode causar murmuração em meu coração. Preciso estar vigiando para aceitar plenamente as palavras do Senhor Jesus.

·         Preciso observar as coisas espirituais. As coisas carnais não me levarão a lugar algum.

·         Todas as palavras de Jesus no Evangelho são espírito e vida para a minha vida. Preciso ler a Palavra de Deus recebendo a vida de seus ensinamentos.

·         Somente a graça do Pai me faz ouvir e aceitar as Palavras de Jesus.

·         Não posso ser um discípulo que abandona o Reino de Deus manifestado na igreja. Preciso permanecer com Cristo e com a Igreja.

·         Jesus deixa a decisão em nossas mãos. Poderemos permanecer na vida eterna ou desistir do Evangelho. Ele não nos predestinou. A escolha é sempre nossa. 

·         O verdadeiro discípulo sabe que não existe outro caminho de vida eterna.

·         Preciso ter a experiência e o conhecimento de que Jesus é o Santo de Deus.

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

Senhor. Não permita que Sua proposta cause murmuração em meu coração. Que minha vida seja voltada para o Teu Evangelho que é Espírito e Vida. Que eu tenha a graça do Senhor para ouvir e aceitar as Palavras de Jesus. Não quero abandonar sua igreja e o projeto de discipulado que o Senhor tem para a minha vida. Não me deixes sair de sua presença. Somente o Senhor tem palavras de Vida eterna. Que minha experiência com o Senhor me leva a aceitar dia a dia que Jesus é o Santo de Deus. Por meio de Jesus, nosso Salvador, e do Espírito Santo, um único Deus agora e sempre. Amém.

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

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Conclusão:

            Precisamos crescer na experiência com o Senhor. Quem conhece Jesus nunca deixa a Igreja. A Igreja é o corpo de Cristo e sabemos que em Cristo temos a vida eterna. Ele é o Santo de Deus. Jesus é a razão de toda a Palavra de Deus. Quem tem Jesus, tem tudo.

 

terça-feira, 10 de agosto de 2021

20º Domingo do Tempo Comum - Ano B

 



20º Domingo Comum

Comer e beber do Corpo e o Sangue do Senhor

Jo 6.51-59

 

A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum repete o tema dos últimos domingos: Deus quer oferecer a humanidade, em todos os momentos da sua caminhada pela terra, o “pão” da vida plena e definitiva. Naturalmente, a humanidade tem de fazer a sua escolha e de acolher esse dom.

No Evangelho, Jesus reafirma que o objetivo final da sua missão é dar aos homens o “pão da vida”. Para receber essa vida, os discípulos são convidados a “comer a carne” e a “beber o sangue” de Jesus – isto é, a aderir à sua pessoa, a assimilar o seu projeto, a interiorizar a sua proposta. 

 

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

No Evangelho de hoje Jesus permanece na Sinagoga de Cafarnaum. (Jo 6.59) e no contexto do discurso sobre o “pão que desceu do céu para dar vida ao mundo”.

Neste trecho, no entanto, Jesus vai um pouco mais além: convida os seus interlocutores a comer a sua carne e a beber o seu sangue.

Quem comer o pão vivo do céu tem vida eterna. O pão que Jesus dá ao mundo é a sua própria carne. Ou seja, seu sacrifício concreto e real na cruz do calvário (51).

Esta palavra de Jesus foi um escândalo para os judeus. Não compreenderam o significado espiritual das palavras (52). Eles dizem entre si: “Como pode este dar-nos a comer a sua própria carne”?

Jesus não explica, apenas ordena. Quem não comer a carne e não beber o sangue do Filho do Homem, não tem vida em si mesmo (53). Não existe outra opção. 

Esta relação com o sacrifício de Cristo trará a ressurreição no último dia (54), pois sua carne e sangue são verdadeiras comida e bebida (55). É a única forma de permanecer Nele (56). O Senhor deixa claro (57): “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá”.

No final o Senhor demonstra a diferença da carne do Filho do Homem para com o maná dado por Moisés no deserto (58): “Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente”.

Os discípulos são convidados a “comer” e a “beber”. “Comer” e “beber” significam, neste contexto, “aderir”, “acolher”, interiorizar”, “assimilar”.
A questão é, portanto, esta: Jesus não está a falar da sua “carne” física e do seu “sangue” físico… Está a pedir, simplesmente, que os seus discípulos acolham e assimilem essa vida de amor, de dom, de entrega, que Ele mostrou na sua pessoa (isto é, nos seus gestos, no seu amor, na sua doação aos homens) e que teve a sua expressão mais radical na cruz, quando Jesus, por amor, ofereceu totalmente a sua vida, até à última gota de sangue. Quem “acolher” e “assimilar” esta vida e aceitar viver da mesma forma – no amor e no dom total da vida, até à morte – terá vida plena e definitiva.


II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

 

·         Não somos convidados apenas para crer em Jesus, mas para comer e beber seu corpo e sangue. Isso fala de uma relação maior do que uma mera crença religiosa. Significa uma assimilação completa de Cristo em Nós. Significa aderir à sua pessoa, a assimilar o seu projeto, a interiorizar a sua proposta. 

·         Não existe outra opção. Somente quem comer do Pão terá vida eterna. Somente com uma relação perfeita com Cristo terei a verdadeira vida eterna.

·         Temos que tomar cuidado com a nossa carnalidade, pois poderemos nos escandalizar com as palavras de Jesus e jogar fora o seu projeto para a nossa vida.

·         Muitas coisas o Senhor não explicará, apenas ordenará. Devemos obedecer com fé e teremos a graça da vida eterna.

·         Somente se nos alimentarmos de Cristo iremos viver eternamente. Ele é a nossa única motivação de permanecermos firmes na igreja e na fé. 

·         A carne de Jesus é superior a qualquer outro milagre da Bíblia. Preciso ver Jesus como a totalidade da revelação de Deus para minha vida. Quem tem Jesus tem tudo.

·         Este texto de João precisa estar presente no dia da Santa Ceia. Preciso tomar a Santa Ceia olhando para esta Palavra. Espiritualmente estamos comendo do corpo e bebendo do sangue do Senhor. Quem não toma a santa ceia não tem comunhão com Deus.

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

Senhor. Desejo comer e beber o corpo e o sangue de Jesus. Que eu possa viver a espiritualidade da verdadeira entrega. Quero ter a assimilação completa do Cristo em mim. Quero ter a vida eterna pelo caminho que o Senhor nos ensinou. Ajuda-me para que eu não seja incrédulo e venha murmurar contra Sua Palavra, mas que tenha a sensibilidade e a fé de aceitar seus desígnios mesmo sem entender. Quero me alimentar de Cristo e viver eternamente. Quero Cristo em mim para que possa dar um testemunho real e perfeito do Senhor. Ajuda-me também a viver plenamente a espiritualidade da Santa Ceia, a ordenança deixada pelo Seu Filho. Clamo mediante Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

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Conclusão:

            Fomos tremendamente desafiados a ter uma relação profunda com o Senhor. Não desejamos ser apenas ouvintes das Palavras de Jesus; desejamos praticar. Nossa prática nos levará a comer e a beber seu corpo e seu sangue. Suas palavras entrarão em nossas vidas e nos transformarão. Não somos mais escravizados palas tradições religiosas. Desejamos viver a verdadeira intimidade com o Senhor Jesus. Não queremos apenas ver o Seu corpo, queremos nos alimentar de Cristo. Que nosso amor pelo Senhor Jesus seja perfeito e radical.

 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

19º Domingo Comum - Ano B

 


19º Domingo Comum

O Pão Vivo que desceu do Céu

Jo 6.41-51

 Neste Evangelho encontraremos a murmuração dos judeus incrédulos contra o Senhor Jesus. Somos desafiados a crer em Jesus como o Pão vivo que desceu do céu. Mas só conseguiremos ter esta fé, se a graça de Deus alcançar nosso coração. Quem foi enviado pela graça do Pai, recebe o Filho e aceita suas Palavras. 

 

I. Leitura do Evangelho (O que o texto diz?)

O que relata o texto do Evangelho?_______

 

Quando Jesus multiplicou os pães e os peixes, as pessoas ficaram tão apavoradas que desejavam agarrar Jesus e o proclamar rei (15). Jesus, sabendo disso, vai sozinho ao monte orar e se proteger desse desejo político dos homens.

Quando, no outro dia, a multidão viu que Jesus não estava na cidade, foi, em barcos, para Cafarnaum (24). Encontram Jesus e recebem novos ensinamentos.

            Após ensinar sobre o verdadeiro pão de Deus, Jesus afirma que eles viram os sinais, mas não creram (36), por que não foram enviados pelo Pai (37).

            O Senhor veio para fazer a vontade do Pai de, conservar em salvação, todos aqueles que o Pai lhe deu como filhos (38-39). Esta é a vontade do Pai: “que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (40).

            Os judeus que haviam comido o pão multiplicado pelo Senhor, começam a murmurar por que Jesus afirmou: “Eu sou o pão que desceu do céu” (41).

            Eles já haviam “catalogado” Jesus, assim como os nazarenos. Para eles, Jesus era apenas o filho de José e Maria (42) e em hipótese alguma, Jesus havia descido do céu.

            Por isso, Jesus deixa claro que só poderão crer Nele, aqueles que forem enviados pelo Pai (43-46).

            O Evangelho de hoje termina com as afirmações fortes do Senhor sobre sua pessoa: Quem crer Nele tem a vida eterna (47); Ele é o Pão da vida (48); Jesus é diferente do maná. Os hebreus comeram o Maná no deserto e morreram, mas quem comer o Pão de Deus não perecerá (50); Ele afirma (51): “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne”.

 

II. Meditação do Evangelho (o que o texto me diz?)

O que Deus falou com você neste Evangelho? ________________

 

·         Muitos seguem Jesus com propósitos errados. Preciso avaliar com qual propósito estou seguindo Jesus.

·         Preciso crer em Jesus. Está é uma prova de que fui enviado pelo Pai para crer e aceitar Jesus.

·         Não posso deixar que a murmuração ocupe lugar em meu coração. Mesmo diante do que não entendo, preciso aceitar com bom coração a vontade de Deus. Não posso dizer “Deus não foi bom comigo”.

·         Preciso enxergar o Senhor Jesus além do histórico e humano. Ele precisa ser o meu Senhor eterno. O Meu Deus e o meu salvador.

·         Preciso comer o Pão vivo que desceu do céu. Não posso apenas admirá-lo. Preciso tê-Lo dentro de mim, em minha vida.

 

III. Orando o Evangelho (O que digo a Deus?)

            Faça uma oração baseada no Evangelho meditado:_____________

 

Senhor. Desejo te seguir com os propósitos certos. Eu creio no Senhor Jesus e por isso sei que o Pai me deu esta graça de crer para a Salvação. Ajuda-me a vencer a murmuração que frequentemente entra em minha vida. Que eu aceite os seus desígnios com um coração convertido e santo. Que eu entenda que tudo que o Senhor faz é bom e perfeito. O Senhor sempre é bom para mim, mesmo diante das coisas que não consigo compreender. Que eu enxergue Jesus como o Pão vivo que desceu do céu. Ele é o meu Deus e o meu Salvador. Não quero apenas admirar Jesus, quero tê-lo dentro de mim, fazendo parte da minha história e motivações. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo. Amém.

 

 IV. Qual o compromisso que assumirei depois desta meditação na Palavra de Deus?

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Conclusão:

            A Salvação eterna é para todos os que creem e receberem Jesus como o Pão Vivo que desceu do céu. Contudo, só receberemos Jesus se formos enviados pelo Pai. É a graça de Deus que nos faz crer e aceitar que somos pecadores. Enquanto não sentimos a necessidade de salvação é porque a graça salvadora não nos alcançou. É a graça do Pai que nos leva ao Pão vivo.

Ao mesmo tempo em que, ninguém vai ao Pai a não ser por meio do Filho (Jo 14.6 - Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim); assim também, ninguém aceita no Filho se não for enviado pelo Pai (Jo 6.37): “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.